Campanha SOS Matriz

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O QUE ENDURECEU O SEU CORAÇÃO ?


Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para ver se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo. Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: 'Levanta-te, e fica aqui no meio'. Ele se levantou, e ficou de pé. Disse-lhes Jesus: 'Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?' Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: 'Estende a tua mão'. O homem assim o fez e sua mão ficou curada. Eles ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus". (Lc 6,6-11)
Diante desse Evangelho, o próprio Senhor está perguntando a cada um de nós: "O que é que secou a sua alma, o que endureceu o seu coração?" Muito mais do que nossa mão ou coração, que a nossa alma não se seque. 
Como não conseguimos recordar tudo, neste momento, pergunte-se, durante o dia, o que está "empedrando" o seu coração. Todos nós somos vítimas de situações dolorosas, porque nos decepcionamos com nosso pai, nossa mãe ou irmão, com pessoas próximas que passaram por nossas vidas. 
A decepção é tóxica. Ela queima o nosso interior, e os prejudicados somos nós mesmos. Mas Deus quer que você ponha isso para fora. Quantos se decepcionaram com pessoas da Igreja, como coordenadores, animadores, pessoas que erraram com elas, de forma que houve brigas e desavenças no grupo de oração. Decepção com padre, com religioso e religiosa. O pior é que transferimos isso para a Igreja e nos decepcionamos com ela também; pior ainda: passamos isso para Deus e acabamos não rezando mais. 
Nós precisamos do Senhor. Se você acabou se decepcionado com o Pai, Ele não se decepcionou com você. Muitas vezes, decepcionamo-nos com o Senhor diretamente, então, na nossa revolta, não O perdoamos. Que coisa terrível uma pessoa que não perdoa Deus! 
É uma ideia totalmente errada pensar que o Senhor nos trata como se fôssemos marionetes nas mãos d'Ele, e que é Ele quem nos manda uma doença. Não, é o contrário, pois, se alguém contrai uma doença, mais do que nunca, Ele está com essa pessoa, põe-se ao lado dela. Mas a tentação nos leva a nos decepcionarmos com o Senhor e a nos mantermos longe d'Ele.
Muitas vezes, o sofrimento e a dor acabam secando nossa alma. Nós, infelizmente, permanecemos de coração "empedrado" com relação a Deus e temos a sensação de que Ele está longe de nós. Mas Ele está muito mais presente do que a dor, porque, além das dores da alma e do coração, o Senhor está mais próximo de nós. 
Na cruz, nós temos ocasião de nos achegar a Deus. Se o filho está sofrendo, o Pai vem correndo e se põe próximo para socorrê-lo. O sofrimento faz parte da nossa condição humana, por isso temos de tirar da cabeça que é o Senhor quem no-lo dá. 
"Cura-me, Senhor, eu preciso ser curado da minha mentalidade. Eu O olhava quase como um inimigo, mas o Senhor é o verdadeiro amigo, aquele que me ama e não manda o sofrimento para mim. Mas quando este vem, o Senhor chega antes para ser a minha fortaleza." 
Para que ficar contra o seu cônjuge? Por que ele ou ela abandonou a família? Sei que isso é uma dor grande, mas Deus não quer vê-lo prostrado. Você não pode fazer como a criança que se joga no chão e esperneia. Deus não quis isso para o seu casamento, foi a pessoa quem quis. Se ela não se decide a refazer o casamento e reestruturar a família, o Senhor acaba sendo impotente diante da liberdade dela. 
Tantas situações acontecem e "empedram" o coração dos filhos e filhas de Deus! Mas, hoje, nós nos rendemos ao Senhor, porque Ele é a nossa salvação. Durante todo esse dia, devemos voltar a nos perguntar: "O que está secando o meu coração?". "Quando nos vier à lembrança, precisamos entregá-las a Deus, porque não podemos continuar assim".

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

EM QUEM CONFIAR ?


Não ponhais vossa fé nos que mandam, não há homem que possa salvar. Ao faltar-lhe o respiro ele volta para a terra de onde saiu; nesse dia, seus planos perecem. É feliz todo homem que busca seu auxílio no Deus de Jacó, e que põe no Senhor a esperança” (Sl 145).
A começar de hoje, exercitemo-nos na confiança em Jesus, assim, jamais ficaremos decepcionados nem confundidos, porque Ele é fiel, mesmo quando somos infiéis.
Às vezes, esperamos das pessoas o que somente Deus pode nos dar. “É do Senhor que vem o que nós esperamos” (Sl 61,6), e somente Ele “é capaz de satisfazer os anseios mais profundos do nosso coração” (João Paulo II).
Rezemos ao longo de todo este dia: “Jesus, eu confio em vós!”

MARIA HUMANA COMO NÓS


O gênero humano possui duas naturezas: a corporal e a espiritual. (CIC, 2337). Uma bonita característica desta realidade é que tudo aquilo que somos neste mundo têm como finalidade última revelar a nossa identidade eterna, como disse o Papa João Paulo II em uma de suas catequeses: “O corpo, de fato, e só ele, é capaz de tornar visível o que é invisível. Foi criado para transferir para a realidade visível do mundo o mistério oculto desde a eternidade em Deus, e assim ser sinal d’Ele (Teologia do Corpo, nº 19, de 20/02/1980).

Até a essência humana do "Homem-Deus" teve esse propósito: “a pessoa humana do Cristo pertence 'in proprio' à pessoa divina do Filho de Deus, Sua vontade e inteligência têm como primazia a revelação do ser espiritual da Trindade (CIC, 470).

Podemos identificar uma mostra disso ao checar a vida dos santos, aqueles que já alcançaram a glória junto ao Altissímo, mas que, desde sua vida terrena, enquanto peregrinos neste mundo, demonstravam habilidades, carismas e dons que faziam parte da identidade eterna a respeito deles.

Perceba que aqueles que foram elevados aos altares, os mais conhecidos, são tidos como padroeiros e intercessores de causas específicas conforme suas experiências vividas em sua passagem aqui na terra. Dom Bosco, hoje no céu, continua intercedendo pelos jovens; São Lucas, médico (cf.Cl 4,14), é padroeiro destes profissionais da medicina; Santa Cecília, musicista, é auxiliar espiritual dos músicos, e assim por diante.
Neste contexto, destacamos Maria Santíssima. Ela foi a pessoa humana que realizou, da maneira mais perfeita, a obediência da fé (CIC, 148), por isso está acima de todos os santos. Ela teve, em sua humanidade, a dádiva de ser mãe como maior incumbência e a mantém na eternidade. Tudo nela diz respeito à maternidade.

Aquilo que conhecemos a seu respeito, proclamado pela Igreja em seus títulos, já tinham um traço, uma característica que ela desenvolveu em sua vida neste mundo. A personalidade, a alegria, o silêncio, o serviço, a feminilidade, a prontidão, o ser educadora, a intimidade, o modo particular de ser mãe, correspondem ao cuidado que Cristo desfrutou e que, ainda nos tempos de hoje, nós também podemos obter de Maria. Nisso tudo, ela antecipava o ser “Auxiliadora”, “Rainha de Paz”, distribuidora de “Graças”, “Medianeira”, mulher “das Dores" etc.

Nela, o “dom da maternidade” atinge seu significado mais profundo e perfeito desde sempre e para sempre.

Maria, a mãe de Jesus, é e sempre será a mãe de toda a Igreja. Sem nenhuma exceção, aqueles que são gerados no Cristo herdam a filiação do Pai das Misericórdias e também dessa Mãe Dulcíssima, que nos acolhe e nos ama, pois, somos membros do Corpo Místico de Jesus, no qual Sua dimensão física foi gerada por Maria.

Ela é o modelo de mãe que concebe o corpo e também cuida para que o filho alcance a plenitude da vida espiritual e da vontade de Deus a seu respeito.

Ao vislumbrar o rosto humano da Virgem de Nazaré, seremos impulsionados a aumentar nosso amor, nossa devoção e entrega a Nossa Senhora, como também será uma provocação, partindo dos exemplos de Maria, a encontrar a iniciativa do Senhor no sentido de nossa própria existência, conhecer o que Deus pensou a nosso respeito para esta vida e para a eternidade.

Maria, mãe da ternura, rogai por nós!
Sandro Ap. Arquejada

terça-feira, 14 de agosto de 2012

VAMOS VER ESTE DIA DE MANEIRA DIFERENTE


Vamos fazer o exercício de agir de maneira diferente: andemos por outro caminho, elogiemos alguém que nunca elogiamos, falemos bem das pessoas em vez de criticá-las, sejamos instrumentos da paz em vez de colocoar “lenha na fogueira”. Façamos o bem, não queiramos a queda e o fracasso do irmão.
Com certeza, o Espírito Santo vai inspirar um novo gesto a cada um, uma nova atitude ao longo de todo este dia. Sei que não é fácil mudarmos os nossos costumes, mas, com determinação, decisão e o auxílio do Espírito Santo tudo se fará novo pouco a pouco.
Rezemos, hoje, assim: “Ó Deus, sois o amparo dos que em Vós esperam. Sem Vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens que passam e abracemos os que não passam.
Por Nosso Senhor Jesus, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Jesus, eu confio em Vós!

ORAÇÃO MARIA PASSA NA FRENTE




Maria passa na frente e vai abrindo estradas e caminhos.
Abrindo portas e portões.
Abrindo casas e corações.
A Mãe vai na frente e os filhos protegidos seguem Seus passos.
Maria, passa na frente e resolve tudo aquilo que não podemos resolver.
Mãe, cuida de tudo o que não está ao nosso alcance.
Tu tens poder para isso!
Mãe, vai acalmando, serenando e tranqüilizando os corações.
Termina com o ódio, os rancores, as mágoas e as maldições.
Tira Teus filhos da perdição!
Maria, Tu és Mãe e também a porteira. Vai abrindo o coração das pessoas e as portas pelo caminho.
Maria, eu Te peço: Passa na frente!
Vai conduzindo, ajudando e curando os filhos que necessitam de Ti.
Ninguém foi decepcionado por Ti depois de haver-te Te invocado e pedido a Tua proteção.
Só Tu, com o poder de Teu Filho, podes resolver as coisas difíceis e impossíveis.
Amém!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O QUE É REPOUSO ESPÍRITO SANTO ?


Amor, paz e felicidade são sentimentos que o ser humano busca incessantemente mas, perante os tempos modernos regrados de conflitos, caos e solidão, ele nem sempre os encontra e, muitas vezes, também acaba se mantendo distante de Deus, vivendo uma busca sem saber exatamente o que procura.
O Repouso no Espírito ou “RNE” é uma experiência de encontro com Deus, é uma experiência profunda com o Amor capaz de curar feridas que, de certo modo, jamais poderiam ser alcançadas por mãos médicas, feridas na alma e no espírito, que só podem ser alcançadas pelas mãos do próprio Criador, que tem contado cada fio de cabelo de nossa cabeça.
O Pe. George Montagne afirma que no RNE “a pessoa é dominada por uma profunda sensação de bem-estar que lhe causa um relaxamento momentâneo, a tal ponto que ela sede o controle de seu sistema motor e desmaia (...)”.Essa experiência pode ser definida como uma graça pessoal que Deus derrama, normalmente durante um momento de oração, sobre a pessoa, que envolve de várias formas o físico e sempre toca o coração.

É suficiente que Deus consiga passar pela porta estreita da liberdade pessoal, graças a uma pequena fenda no coração, para que se realizem os milagres do Seu Amor. Cada um de nós é conhecido por Deus de um modo muito pessoal, individual e profundo e é amado de uma forma incondicional por Deus.
No RNE a alma se encontra com Deus de uma forma única, pois Jesus sabe exatamente do que ela precisa ou não. Ele conhece bem todas as nossas necessidades e sabe o que curar, agindo no íntimo, no coração e nas chagas de cada pessoa. Para cada filho Ele oferece experiências profundas de encontros, onde se revela com uma intimidade que é difícil reduzir a estatísticas.
Acreditamos que o RNE é um dom a ser pedido em oração mais do que ser discutido. Não precisa rezar longamente com palavras inúteis, Jesus conhece o nosso coração, e só devo pedir ao Espírito Santo que venha em abundância e dar a Ele as "rédeas" da minha vida (retirar ").
Ter a oportunidade de se declarar totalmente Àquele que por nós sofreu é beber da fonte o renascimento, é firmar-se em um ideal de vida e ter esperança de um mundo em que todos desejam não temer, mas acreditar!
Basta ousar dar o primeiro passo para o “SIM” a Deus e perceber que se você anseia um caminho de bem, feche os olhos e entregue suas angústias e pesares a Deus, e então Ele fará brotar de ti o Amor, que fará de sua vida uma nascente para aqueles que precisam encontrá-Lo mas não conseguem.


* Texto baseado no livro "Repouso no Espírito" do Pe. Antonello Cadeddu e Comunidade Aliança de Misericórdia - Editora Palavra e Prece

VALE A PENA SE CASAR ?


É melhor casar ou viver junto?

É verdade que as leis e os costumes sociais retiraram domatrimônio todo o seu sentido. Em primeiro lugar, a admissão do divórcio elimina a segurança na luta por manter o vínculo; em segundo lugar, a aceitação social de “devaneios” extramatrimoniais suprime a exigência da fidelidade; por último, a difusão dos anticoncepcionais despoja os filhos de relevância e valor.
O que resta, então, da grandeza da união conjugal? O que é feito da arriscada aventura que o matrimônio sempre foi? Para que passar pela Igreja ou pelo juiz de paz? Assim vistas as coisas, teríamos de começar por dar razão àqueles que sustentam a absoluta primazia do “amor” para depois lhes fazer ver uma coisa de capital importância: é impossível homem e mulher amarem-se, profundamente, sem estarem casados.

Ainda que possa causar um certo espanto, o que acabo de dizer não é nada estranho. Em todos os âmbitos da vida humana, é preciso aprender e adquirir competências. Por que teria de ser diferente no amor, que é simultaneamente a mais gratificante, a mais decisiva e a mais difícil das nossas atividades?

Jacinto Benavente afirmava que “o amor tem de ir à escola”, e é verdade. Para poder amar verdadeiramente é preciso exercitar-se, tal como é preciso temperar os músculos para ser um bom atleta. 

Ora bem, o casamento nos capacita para amar de uma maneira real e efetiva. A nossa cultura não acaba de entender o matrimônio, mas o contempla como uma simples cerimônia, um contrato, um compromisso. Tudo isso é, sem chegar a ser falso, demasiado pobre. Na sua essência mais íntima, o ato de casar-se constitui uma expressão delicada de liberdade e de amor. O 'sim' é um ato profundíssimo, inigualável, mediante o qual duas pessoas se entregam plenamente e decidem amar-se mutuamente por toda a vida.


É amor de amores: amor sublime que me permite “amar bem”, como diziam os nossos clássicos: fortalece a minha vontade e habilita-a para amar em outro nível; situa o amor recíproco numa esfera mais elevada. Por isso, se não me casar, se excluir esse ato de amor total, ficarei impossibilitado de amar de verdade o meu cônjuge, tal como alguém que não treina ou não aprende uma língua se torna incapaz de falá-la. 
À sua jovem esposa, que lhe tinha escrito: “Esquecer-te-ás de mim, que sou uma provinciana, entre as tuas princesas e embaixadoras?”, Bismark respondeu: “Esqueceste que me casei contigo para te amar?”. Estas palavras encerram uma intuição profunda: o “para te amar” não indica uma simples decisão para o futuro, inclusive inamovível, mas equivale, afinal de contas, a um “para te poder amar” com um amor autêntico, supremo, definitivo... impossível sem a mútua entrega do matrimônio. 

Não se trata de teorias. O que acabo de expor tem claras manifestações no âmbito psicológico. O ser humano só é feliz quando se empenha em qualquer coisa de grande que, efetivamente, compense o esforço. O mais impressionante que um homem e uma mulher podem fazer é amar. Vale a pena dedicar toda a vida a amar cada vez melhor e mais intensamente. É, na realidade, a única coisa que merece a nossa dedicação: tudo mais, tudo mesmo, deveria ser apenas um meio para o conseguir. “No entardecer da nossa existência – dizia um clássico castelhano – seremos examinados sobre o amor” (e sobre nada mais, acrescento eu). 

Ora bem, quando me caso, estabeleço as condições para me dedicar sem reservas à tarefa de amar. Pelo contrário, se simplesmente vivermos juntos, e ainda que eu não tenha consciência disso, terei de dirigir todo o esforço à “defesa das posições alcançadas”, a “não perder o que foi ganho”.

Tudo, então, torna-se inseguro, a relação pode romper-se a qualquer momento. Se não tenho a certeza de que o outro se vai esforçar seriamente por amar-me e superar as fricções e conflitos do convívio cotidiano, por que terei de fazê-lo eu? Não posso “baixar a guarda”, mostrar-me de verdade como sou, pois vai que meu parceiro descubra defeitos “insuportáveis” em mim e decida acabar com tudo? 

Perante as dificuldades que, forçosamente, têm de surgir, a tentação de abandonar a relação conjugal está sempre muito próxima, pois nada impede essa deserção.

Em resumo, a simples convivência sem entrega definitiva cria um clima em que a razão fundamental eentusiasmadora do matrimônio – fazer crescer e amadurecer o amor e, com ele, a felicidade – se vê muito comprometida.
Tomás Melendo Granados 

sábado, 11 de agosto de 2012

SORRIA PARA VIDA DE HOJE


O segredo de sorrir sempre para a vida é abrir o coração e deixar a luz de Cristo entrar. Sem Deus, não é possível sorrir para a vida.
Não podemos deixar que as circunstâncias nos transformem em pessoas amargas, insatisfeitas, tristes, porque lutas e dificuldades sempre teremos; o que faz a diferença é vivermos todas as coisas em Deus e com Ele.
Se ontem não foi um dia muito favorável, hoje temos a graça de começar tudo de novo e dar uma resposta diferente às situações, mesmo que elas sejam as mesmas de ontem.
Ao nosso derredor, as coisas podem continuar da mesma forma, mas a cada manhã que desperta o Senhor nos dá uma graça própria para agirmos de maneira diferente, de modo que nada nos impeça de sorrir sempre para a vida.
“Felizes os que habitam vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Felizes os que em vós têm sua força, caminharão com um ardor sempre crescente” (Sl 83).
Peçamos, hoje, a Nossa Senhora do Sorriso que nos ensine a sorrir para a vida, como ela sorriu para Santa Teresinha do Menino Jesus, que estava doente na ocasião e foi curada.
Nossa Senhora do Sorriso, rogai por nós.

A GRAÇA DE LER E ENTENDER PALAVRA DE DEUS




É muito interessante que apareça no Credo essa expressão: “padeceu sob Pôncio Pilatos”. Significa que Jesus sofreu na carne para nos salvar. Mas, como Ele mesmo prometera várias vezes, ressuscitou ao terceiro dia e subiu aos céus. Está agora à direita de Deus Pai, com o mesmo poder dele. De onde há de vir e julgar os vivos e os mortos. Virá como Rei, como Senhor. É nesse Jesus que acreditamos. É Ele que testemunhamos!

Necessitamos do derramamento do Espírito Santo para crescer em fé e conhecer a Palavra de Deus, pois só é possível conhecer e assimilar a Palavra de Deus através do poder do Espírito Santo. A grande graça que o Senhor está nos dando hoje é esta: ler e entender a Palavra de Deus.

Vou um pouco além: nesses tempos, precisamos conhecer a doutrina da Igreja. Para isso, temos a graça do Catecismo da Igreja Católica, que o papa João Paulo II quis tanto que fosse elaborado. Hoje ele está ao nosso alcance. Mais do que nunca, precisamos estar firmes na fé e, assim, testemunhar esse Único Jesus, o Cristo, o Filho de Deus Vivo.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

A ESPERANÇA NÃO DECEPCIONA


Uma esperança que não é cultivada é fadada a morte. E isso acontece também com o cristão que não cultiva a esperança, pois ele estará fadado a perder sua fé.
A Igreja nos apresenta um Senhor que se faz esperança no meio do seu povo. E é justamente essa esperança, no cumprimento das promessas que nos foram feitas, que é alimento para nossa fé.
Cristo é o alicerce das nossas vidas, foi Ele que bateu a estaca em nossas almas por meio do batismo que recebemos. E é por meio deste mesmo Espírito que recebemos no batismo que não podemos nos acomodar ou desistir de lutar a cada dia.
A melhor forma para atualizarmos este Espírito é por meio de oração, que na verdade é a maior súplica que podemos elevar aos céus. Uma vida que não é regada pela oração é uma vida desgovernada que, geralmente, possui um fim trágico.
Quantos de nós estamos nessa vida de desgoverno? Mas se Cristo é o Nosso Senhor e o fundamento da nossa existência, Ele precisa também ser o governante dos nossos pensamentos, sentimentos, ações e, principalmente, nossas decisões.
Quando você se dispõe a dialogar com Deus, apresentando suas misérias, dificuldades, carências e desafios, é quando acontece a maior oração com Deus Pai: a oração pessoal. 
A prosperidade prometida por Deus não tem relação nenhuma com as coisas dessa vida. Não fique buscando acumular bens nesta terra, pois a promessa do Senhor foi feita para algo muito maior. 
Não viva falsas esperanças, se prendendo ao materialismo, porque enquanto você busca essas coisas o seu lar pode estar sendo destruído pela confusão que este mundo quer gerar na sua família. 
As famílias sem dividem dentro do próprio lar, pois o marido só tem olhos para o trabalho, chegando tarde do trabalho e sem tempo para sua família, enquanto esposa prefere passar o seu tempo diante da televisão ao invés de ser companhia para seu marido no período que ele está em casa.
Este é o exemplo que você quer deixar para seus filhos? Pois eles serão reflexo do amor, respeito e caridade que brota dos seus pais. 
A solidão tem sido a principal doença nas nossas família. Tem sido muito mais fácil se fechar no seu mundo, sem amar e sem perdoar, ao invés de promover o diálogo, a docilidade, a alegria e a esperança de tempos melhores.
Temos aberto as portas de nossas casa para muitas coisas e fechado para aquilo que é mais importante: Deus. Você é responsável não somente por você, mas por todos aqueles que Jesus te confiou, por isso, não permita que sua família se perca diante dos seus olhos.
Jesus Cristo é o único que jamais irá decepcioná-lo, independente das tribulações que possam chegar. Agarre-se naquele que sempre te amou e hoje quer mostrar uma nova esperança para você e sua família.
Padre Ivan Paixão

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

CHEGOU A HORA DE AFIRMARMOS NOSSA FÉ EM JESUS




Querem nos impor um outro 'cristo' que não é Jesus. Com muito jeito e com muita persuasão, querem nos fazer esperar outro 'cristo'. Dizem mesmo que a humanidade inteira sempre esperou por um messias, mas não percebeu que não existiu apenas um, mas vários, dentre eles Jesus. Dizem até que Ele permaneceu por trinta anos no Oriente para adquirir conhecimentos. Tudo para confundir os próprios cristãos.
Pura invenção! Os Evangelhos falam claramente da origem de Jesus Cristo: “Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não estão todas conosco?” (Mt 13,55-56a).
Essa é a hora de afirmarmos nossa fé em Jesus, o Filho Único de Deus. Por amor a nós, Ele despojou-se de Sua divindade. Nunca deixou de ser Deus, mas se despojou de Sua natureza divina. Veio ao mundo, fez-se homem como nós: assumiu a nossa humanidade em tudo, menos no pecado (cf. Hb 4,15b).
Tomou nossas dores, nossos trabalhos, nossas dificuldades, nossa pobreza. Passou a vida pregando o Reino de Seu Pai, trazendo-nos a verdade. Foi vítima de Seus inimigos. Tramaram contra Ele, quiseram prendê-Lo, condená-Lo, mas Ele se entregou livremente. Morreu na cruz para comprar vida por vida. Para comprar a nossa vida, Jesus deu a própria vida. Não fomos comprados por ouro ou prata, mas pelo Sangue de Jesus Cristo. É nesse Jesus que nós cristãos acreditamos!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

NOSSAS FERIDAS NOS LEVAM PARA DEUS


A nossa vida é uma constante busca. Mesmo que não pareça, passamos a vida inteira à procura de algo. Vivemos procurando por algo que nos realize e, muitas vezes, acabamos por preencher essa carência nas coisas materiais, em sentimentos e pessoas que possam nos fazer felizes e que nos completem. O ser humano precisa disso para viver, ou melhor, para sobreviver.
Perdemos o rumo de nossas vidas quando tentamos saciar a sede que há em nós nas pessoas. Nesse momento de imaturidade, não medimos esforços para nos realizar, para alcançar prazer, para satisfazer os nossos desejos. Transformamos o outro em um “estepe”, tratando-o como um objeto que vai “substituir” uma “peça” ainda não encontrada em nossa vida. Brincamos com o outro, mas, acima de tudo, com nós mesmos.
Quantos de nós já vivemos essa situação? Talvez, como ocorreu comigo antigamente, você tenha buscado ou esteja buscando preencher este vazio com uma vida afetiva e sexual desordenada, ou, quem sabe, esteja vivendo isso nas drogas, na bebida, nas compras no shopping, entre outros.
Chegamos ao fundo do poço. Não aguentamos mais, não queremos mais viver aquela vida de antes; nada nos preenche por inteiro. Mas é nesse momento, em um instante de graça, que encontramos o verdadeiro sentido das nossas vidas: Jesus. Por intermédio do sofrimento vivido por essa busca, acabamos por encontrar Aquele que esteve sempre ao nosso lado, somente esperando de nós um olhar em Sua direção para que Ele pudesse mudar as nossas vidas. Nosso Senhor vem e se apresenta a nós, leva-nos a uma experiência com Ele e muda a nossa vida totalmente.
    JESUS NOS AJUDA REESCREVER NOSSA HISTÓRIA
Muitas vezes, depois do início de um processo de conversão, quando olhamos para a nossa história, sentimo-nos culpados por tudo aquilo que já fizemos de errado. Olhamos as nossas feridas e nos martirizamos, desejando nunca ter vivido nada daquilo. Desejamos, ardentemente, esquecer tudo o que aconteceu, passar uma borracha e apagar tudo isso das nossas mentes e corações. Por muito tempo, eu também desejei ardentemente isso para mim.
Chegou um dia em que Deus mudou o meu olhar sobre a minha história. Ele me fez enxergar que, sem que eu percebesse, em tudo o que aconteceu em minha vida Ele sempre estava comigo. E que, em cada ato desordenado, no fundo, era Ele a quem eu procurava encontrar. Mesmo sem saber, em cada momento que eu tentava preencher o vazio com os meus erros, eu somente buscava e ansiava por Deus. Quando Nosso Senhor me fez tocar nessa realidade, meu coração se encheu de uma gratidão profunda por Ele, que me esperou e nunca me abandonou. O Senhor sabia que, mesmo errando e vivendo uma vida de pecado, meu coração ansiava somente por Ele.
Talvez você esteja vivendo essa situação em sua vida hoje. Talvez você esteja buscando preencher o seu vazio com pessoas, ou, quem sabe, já tenha encontrado o Senhor, mas continua se culpando por tudo o que viveu. Entenda: você está buscando ou sempre buscou por Deus. É Ele quem vai completar a sua vida. Pare de buscá-Lo nos lugares errados. Pare de “dar murro em ponta de faca”, Ele só espera um olhar seu.
Hoje, eu olho para a minha história e posso dizer: Bendito “fundo do poço” ao qual eu cheguei, pois este me levou a Deus. Busquei tanto, feri-me tanto, mas encontrei Aquele que deu sentido a todas as coisas em minha vida.
O maior desejo de nossas almas é o Senhor. Os nossos corações anseiam por Deus. Foi Ele quem eu sempre busquei. E ao me encontrar com Ele, pude entender isso. Custou-me, mas achei-O. Hoje, eu sei disso; e, como Santo Agostinho, eu digo: “Tarde te amei!”
Entenda: você sempre buscou Deus! Vá ao encontro d’Aquele que pode dar sentido à toda sua vida. Lembre-se: Ele só espera por um olhar seu !
Renan Félix

AS FASES DA FIDELIDADE CONJUGAL


O verdadeiro amor é construído dia a dia

Havia um senhor que, todas as manhãs, ia tomar café com sua esposa, a qual se encontrava internada em um asilo. Certa manhã, este senhor estava esperando o ônibus. Quando olhou para o lado, viu um amigo seu que se aproximava. Cumprimentaram-se e o senhor convidou seu amigo para sentar-se ao seu lado. Contou ao amigo sobre sua jornada matinal de todos os dias. Ouvindo-o atentamente, este amigo lhe perguntou:
"Por que, todas as manhãs, você vai tomar café com sua esposa, se ela não se lembra mais quem é você? Ela tem Alzheimer!" Nisto, aquele senhor virou-se e, olhando profundamente nos olhos de seu amigo, disse-lhe:"Ela pode não se lembrar de quem eu sou, mas eu me lembro de quem ela é e do compromisso que nós assumimos perante Deus!"

Em uma sociedade com tantas propostas de felicidade, esta pequena história nos ensina o valor da fidelidade nas relações conjugais, em todos os momentos da vida: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias, manhãs, tardes e noites da vida a dois. A fidelidade entre o casal começa no período de namoro, momento propício do conhecimento, tempo de construir uma relação madura e humana. Estação de semeadura das flores que, um dia, irão florir nos canteiros de uma vida conjugal sacramentada pela bênção de Deus. 
A fidelidade no casamento é fruto da fidelidade no namoro. A busca pelo que é essencial no casamento deve sempre ser maior do que é periférico. Muitos relacionamentos conjugais se estacionam em sentimentos periféricos, os quais não trazem nenhum benefício para quem busca construir uma vida de amor partilhado. O amor, que um dia os uniu, acaba sendo deixado de lado por desentendimentos não resolvidos, pela falta de diálogo e compreensão de ambas as partes.

Fidelidade nas alegrias da vida, mas também nos momentos de tristeza. Fidelidade na saúde e também na doença. O verdadeiro amor é construído dia a dia na vida do casal. A cada nova manhã, marido e mulher são sempre convidados a renovar a fidelidade um ao outro e a redescobrirem o motivo que, um dia, os levou ao altar: o amor que os uniu por toda a vida.

Uma verdadeira experiência da fidelidade conjugal passa pelo processo da gratuidade do amor. Marido e mulher, que cobram amor um do outro, estão negociando seus sentimentos. A própria palavra “cobrança” revela, em si mesma, seu significado: só cobramos algo de alguém quando há uma dívida pendente. O amor conjugal não é negócio, mas pura gratuidade, doação e entrega. Quando as cobranças começam, o relacionamento entra num processo de contabilidade, no qual o saldo final sempre será negativo.

A cada novo dia, a cada nova manhã, o amor e a fidelidade devem ser renovados. Novas esperanças devem ser semeadas no jardim da vida a dois. Esposo e esposa devem cultivar, em conjunto, no canteiro da alma, o amor que os uniu
 um dia. Descobrir que o outro não é tão perfeito como se imaginava, é um exercício de paciência que só poderá ser vencido com as flores da paciência, do diálogo e do perdão. 

No casamento, a fidelidade nasce da simplicidade da partilha a dois. Cada casal é sempre convidado a descobrir, na simplicidade da vida a dois, o espetacular da vida matrimonial. 
Padre Flávio Sobreiro

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

ABRA SEU CORAÇÃO PARA VIVER UM TEM NOVO

Agora é o tempo da graça, o tempo oportuno. Tudo o que ficou para trás precisa ser deixado no coração de Deus. Não fique se lamentando, não fique mais com os olhos voltados somente para os problemas. Olhe para o Senhor. Os olhos d'Ele estão voltados para você e para a sua casa.

No número 83 do seu diário, Santa Faustina traz o que o próprio Jesus lhe disse a respeito do significado da intensificação da Misericórdia d’Ele nestes tempos: "Escreve isto: antes de vir como justo Juiz, venho como Rei da Misericórdia (...)". O Senhor quer atingir a cada um pessoalmente, penetrar a nossa consciência e o coração com esta graça extraordinária da Divina Misericórdia, capaz de nos transformar em homens e mulheres novos.

O Senhor não nos quer mais olhando para os nossos pecados e para o passado. Ele nos chama para que sejamos adoradores a fim de experimentarmos a Divina Misericórdia. A adoração não é para os perfeitos nem para aqueles que já chegaram a um alto grau de santidade. A adoração é para nós, pecadores, que sentimos o peso do pecado em nós. São Paulo dizia que sentia o pecado como duas naturezas, duas forças se debatendo uma contra a outra em seu interior: "Por um lado eu conheço e quero o bem, mas enquanto eu sei o que é bom e quero o bem, acabo fazendo o pecado e o mal" (cf. Rm 7,19). Este grande apóstolo não era um recém-convertido quando escreveu a Carta aos Romanos. Ele já tinha sofrido muito por Cristo e se transformado bastante, e mesmo assim ainda sentia dentro dele essa luta que acontece com todos nós.

Diante de toda a grandiosidade que nos é apresentada por Deus agora, é preciso abrir o coração para viver um tempo novo. O Senhor nos prometeu:"Meus olhos estarão abertos e meus ouvidos atentos à oração feita neste lugar. Pois agora escolhi e santifiquei esta Casa dedicada ao meu nome para sempre. Meus olhos e meu coração estarão nela todo o tempo" (2Cr 7,15-16).

Obrigado, Senhor, porque me volto para Ti e o teu amor já me envolve e tua Divina Misericórdia me restaura e salva.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

VAMOS ADORAR A DEUS ?


Senhor está conosco todos os dias, mas quanto tempo nós estamos com Ele?
Deus sente saudade de nós e aguarda ansiosamente o nosso retorno para vivermos numa profunda comunhão com Ele em todos os momentos da nossa vida. Hoje é o dia de voltarmos à presença do Altíssimo, onde quer que estejamos.
O próprio Senhor nos chama: “Vinde a mim vós todos que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11,28).
A maior graça para a nossa vida é viver com Jesus. Quando estamos com Ele tudo é bom e nada nos parece difícil, por mais desencontrado que esteja tudo à nossa volta. Estar com Jesus é um paraíso. Se Ele está conosco nenhum inimigo poderá nos prejudicar ou abater.
Vamos adorar a Deus hoje? Na sua paróquia ou na igreja mais perto o Senhor está esperando por você. Mas se você não tem como fazer isso, não se esqueça de que Jesus está em seu coração: adore-O em espírito e em verdade.
Senhor, ensina-nos a adorá-Lo.
Jesus, eu confio em Vós!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

COM JESUS PODEMOS VENCER


Tudo é graça de Deus na nossa vida. Sem esta graça, nada é possível, portanto, a sabedoria nos ensina a pedir a Ele, a cada momento, que nos abençoe e nos conceda a graça de sermos firmes na fé para não nos deixarmos arrastar pelos ventos fortes da vida.
A arma da nossa vitória é a fé em Jesus, porque n’Ele e com Ele podemos dizer: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4,13).
Ao longo deste dia, rezemos, insistentemente, este ato de fé: “Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé!”
Jesus, eu confio em Vós!

O SEGREDO DA ESPERANÇA


Na floresta das possibilidades, muitos pássaros passavam os dias a cantarolar as alegrias de viverem juntos. Uma vida em comunidade era motivo de festa permanente. O Canário da Alegria, todas as manhãs, acordava bem cedinho para anunciar um novo tempo que iria começar!
- Bom dia, meus amigos! É hora de acordar! O sol já despontou e temos muitos motivos para nos alegrar hoje! 
Em pouco tempo, todos os pássaros estavam reunidos para, juntos, tomarem o café da manhã.  A Pombinha da Paz sempre chegava trazendo a todos a serenidade que os unia cada vez mais. Sempre tinha uma palavra que devolvia a paz aos corações atribulados. 
Contudo, naquela manhã, faltava um pássaro em particular: A Águia da Fé, que sempre voava pelas alturas, não apareceu. Preocupado, o Bem-te-vi da Solidariedade saiu à sua procura. Voou muito até que conseguiu localizá-la, sozinha, em uma árvore afastada da floresta.
- O que houve, minha amiga? Estamos preocupados com você. Todos estavam reunidos para o café da manhã e notamos a sua ausência. Como podemos estar alegres e sermos solidários se nos falta a Fé ao nosso lado? Sem você a Paz se torna tempestade!
- Pois é, meu amigo solidário... Ontem à noite, quando voltava para casa, soube que minha mãe, a Águia da Ternura, não está bem. Disseram-me que ela está muito doente, e eu, sinceramente, não sei o que fazer.
Pensativo, o Bem-te-vi da Solidariedade saiu e foi conversar com a Coruja da Sabedoria. 
- Minha amiga da Sabedoria, o que podemos fazer para ajudar nossa amiga Águia da Fé. Ela está muito triste e não sei como ajudá-la.
Imediatamente, a Coruja da Sabedoria reuniu todos os pássaros da Floresta dos Carismas. E, diante de todos, explicou o ocorrido. 
- Diante desta situação difícil, só há uma solução!
- E qual seria, Coruja da Sabedoria?
- Precisamos encontrar um Beija-Flor que se encontra na Floresta das Decepções. 
Assustados, os pássaros se entreolharam, pois a Floresta das Decepções era extremamente perigosa. Muitos pássaros já haviam se perdido nela. Quem seria louco de ir até lá?
- Eu vou! Se for preciso dar a minha vida para salvar a vida da Águia da Fé, eu irei. 
E foi assim que o Pardal do Amor partiu em busca do Beija-Flor que se encontrava na Floresta das Decepções. 
Depois de muitos dias, o Pardal voltava com o Beija-Flor. Imediatamente, foram ao encontro da Águia. Olhando para ela, o Beija-Flor disse:
- Minha amiga, não fique com medo, pois a Fé que traz em si é muito maior que as tristezas da vida. Sua mãe ficará bem. Com o Amor, a Paz, a Solidariedade, a Alegria, seus amigos que sempre estão junto de você, irá enfrentar as dificuldades da vida. 
Olhando profundamente nos olhos do Beija-Flor, a Águia da Fé disse:
- Obrigada, meu amigo. Você despertou em mim um sentimento que eu não conhecia. Você é muito sábio, apenas a sua cor é um pouco estranha! Nunca vi um pássaro verde. Por falar nisso, qual o seu nome Beija-Flor?
- Meu nome é Esperança. Cheguei até você por meio do Amor para que a sua Fé pudesse ser renovada e, assim, pudesse devolver à Ternura, as Alegrias das Possibilidades de uma Paz infinita. 
Padre Flávio Sobreiro

terça-feira, 7 de agosto de 2012

QUANDO COMUNGAMOS SOMOS UM EM CRISTO




Na comunhão, ao receber uma hóstia consagrada, a pessoa recebe Jesus por inteiro. Não um pedacinho de Jesus, mas toda a Sua Pessoa, o Seu Corpo ressuscitado, que tem Carne e sangue.
Quando o sacerdote parte a hóstia, em cada uma das partes está Nosso Senhor Jesus Cristo. É o Seu Corpo ressuscitado. E porque Ele tem um Corpo ressuscitado, pode dar-se inteiro e ao mesmo tempo para cada um de nós em particular. Jesus não se divide nem se multiplica, há um só Jesus, Ele supera a lei do espaço.
É por isso também que a Eucaristia é chamada de “o sacramento da unidade”. Quando comungamos, todos entramos em comunhão: todos juntos somos um em Cristo.
Tanto na forma de pão como na forma de vinho, recebemos Jesus por inteiro: Corpo, Sangue, Alma e Divindade.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

COMO VIVER A CADA MOMENTO


Em nossa vida há grandes momentos de festa, de alegrias, de encontros e visitas. É importante que aconteçam esses momentos para retemperar as nossas forças, razão pela qual devemos vivê-los intensamente, porque fazem parte da nossa caminhada terrena.
No entanto, não podemos perder de vista o nosso dia a dia simples, feito de pequenos gestos, de lutas, vitórias, sofrimentos, quedas e retomadas, porque Deus nos dá uma graça própria para cada momento a fim de que vivamos santamente, como Ele nos ensina nas Sagradas Escritura: “Sede santos, porque eu sou santo” (I Pd 1,16). Todos os momentos da nossa história são importantes para o nosso crescimento e santificação, tanto os dolorosos como os felizes; não podemos deixar de lado nenhum deles.
Diante de muitas situações ao longo do dia nos perguntamos: “Como devo agir?” Há uma regra de ouro no Evangelho que pode conduzir toda a nossa trajetória: “Tudo o que quereis o que os homens vos façam, fazei-o vós a eles” (Mt 7,12). Ao vivermos guiados por essa verdade nossa existência adquire um verdadeiro e edificante sentido e, dessa forma, vamos nos santificando pouco a pouco.
Senhor, ensina-nos a viver bem cada instante da nossa vida.
Jesus, eu confio em Vós!

A VERDADEIRA TRISTEZA VEM DO PECADO


Jesus veio para tirar o pecado do mundo
Em Gênesis, no capítulo 2, a Bíblia diz que Deus criou o homem e a mulher lhes dando a liberdade de poderem comer tudo o que eles encontrassem no jardim do Éden, simbolizando a amizade d’Ele com o ser humano. É a mesma coisa de quando temos um amigo e o colocamos dentro de casa: abrimos o coração e entregamos tudo a essa amizade, estabelecendo uma cumplicidade. Foi isso que aconteceu com o homem e a mulher, o Altíssimo deu tudo a eles. Deu-lhes o dom de imortalidade, dom da ciência e todos os outros dons. Foi quando o demônio veio e pela vaidade começou a dizer-lhes que deveriam comer a fruta proibida e os instigou a desobedecerem a Deus.
Por que ele foi tentar a mulher e não o homem? Porque a mulher influenciaria o homem mais facilmente do que o diabo, pois o homem é influenciável pela mulher. Assim como uma mulher pode levá-lo à perdição, ela também pode levá-lo à salvação. Quantos homens foram salvos por uma mulher e quantos caíram pelas mulheres.
Adão e Eva desobedeceram e quiseram ser como o Criador, assim como o demônio invejava a Deus. “O salário do pecado é a morte” (cf. Rom 3,23), entrando o pecado veio a morte para a humanidade por intermédio de um homem.
A perdição é você perder Deus, por isso as pessoas falam “perdido”. O inferno é a pessoa viver sem Deus. O pecado entrando por um homem era necessário que outro Homem morresse por nós. O demônio sequestrou-nos de Deus Pai. O pecado entrou no mundo e daí entrou a morte, e a humanidade se separou do Senhor.
Os santos doutores nos ensinaram que quando pecamos nos separamos de Deus, e hoje já se tem o perdão pela morte de Jesus Cristo. Por pura vaidade e fraqueza, ficar longe de Deus, num lugar que só tem choro, tristeza e escuridão e nada parece ficar bem. A consequência do pecado vem de gerações, Deus encheu Adão e Eva de riquezas, mas as perdemos. Assim como nosso pai é rico e perde todo dinheiro e nós seremos pobres, com a consequência do pecado de Adão e Eva nós perdemos toda riqueza e dons que eles tinham e ainda tivemos a consequência do pecado original.
A cruz é a imagem mais concreta e valiosa do Cristianismo. Jesus se fez Homem, nos amou e morreu por nós. Quando nós dizemos que Deus não nos ama, isso é uma blasfêmia. “Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos Ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados” (I João 4, 10). Deus nos amou tanto que nos deu Seu Filho Jesus. A nossa culpa foi assumida por Cristo. Para que nenhum de nós fosse pregado na cruz, Ele se fez crucificar-se para nos salvar. O amor é mais forte que a morte.
Assim como por um homem entrou o pecado, por outro Homem entrou a salvação. Jesus rasgou nossa culpa quando foi crucificado por nós e isso acontece quando somos batizados; todo batizado que crer na salvação será salvo, mas se for batizado e não crer será como morto.
Nós como cristãos temos o dever batizar nossos filhos assim que nascerem para terem a salvação. Por que deixar seu filho até 20 anos sem batizar? Para que perguntar se ele quer ser batizado ou não, se o que está em jogo é a salvação eterna dele? Você vai perguntar-lhe, quando ele ainda é pequeno, se ele quer tomar vacina para não ficar doente? Lógico que não, é obvio. Pais, por que não batizar seus filhos assim que estes nasçam? “Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte”? (Rom 6, 3). Não sabeis que aquele que é batizado participa da ressurreição de Cristo?
Quantas crianças nascem mortas e mesmo no hospital você pode batizá-la com água, quando não há tempo de levá-la ao sacerdote; pois é necessário batizar para o bebezinho ir direto para o céu. “Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4, 12). Não há salvação fora do nosso batismo.
“Ide e pregai o Evangelho por todas as nações”. Quantas pessoas estão em outras religiões, mas é necessário pregar a todos, mesmo que já tenham uma religião, porque não há salvação sem o sacramento da Igreja.
João Batista anunciou: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, e Nosso Senhor Jesus Cristo veio exatamente para ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Jesus nos deixou Sua doutrina, o sermão da montanha, a confissão, o jejum, esmola que são remédios para a nossa salvação.
A primeira coisa que Cristo fez, depois que ressuscitou, foi aparecer para os apóstolos e instituir o sacramento da confissão. “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós” (João 20, 22). O Senhor quis dar o perdão com o derramamento do Seu Sangue.
Jesus veio para tirar o pecado do mundo, por isso a primeira coisa a fazer é confessar os pecados. Deus quer que você vá até aquele homem pecador que é o padre, mas instituído pela Igreja e por Jesus Cristo com o poder de lavar seus pecados. Não abuse da confissão. Seja transparente. Se for confessar, não deixe pecado para trás porque é um sacrilégio você deixar pecado escondido, é um pecado maior ainda [do que não confessá-lo]. Não minta para o padre porque é a mesma coisa que mentir para Deus. A verdade dói, mas liberta, assim como o que arde cura e o que aperta segura, a verdade não nos deixa na ignorância.
Para arrancar o pecado do mundo é necessária a confissão, e ao fazê-la você vai ser muito feliz! Santo Agostinho dizia: “Tua tristeza vem dos teus pecados, deixe que sua santidade seja tua alegria”.
Prof. Felipe Aquino

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

JESUS ESTÁ VOLTANDO POR AMOR Á SUA CASA




"Vinde, voltemos para o Senhor! Foi ele que nos feriu, ele mesmo vai curar; ele nos machucou, ele vai limpar nossas feridas. Em dois dias ele nos dará vida nova, no terceiro dia ele nos ressuscita e poderemos viver na sua presença. Vamos conhecer, procuremos o conhecimento do Senhor, sua chegada é tão certa como o dia de amanhã, ele virá como vêm as primeiras chuvas, como a chuvarada que encharca a terra" (Os 6,1-3).
Quando ouvimos falar da vinda do Senhor, tememos porque nos parece que Jesus virá para destruir e acabar com tudo! Temos a concepção errônea de que Ele retornará para julgar e castigar as pessoas, por isso temos medo de nos encontrar com Ele.
Não, irmãos, não devemos temer isso! O que o Senhor fará é uma grande limpeza em nossa casa, porque Deus ama Seus filhos. E a cada dia que se passa, estamos mais próximos desse dia!
Não devemos pensar que Deus está com raiva, pelo contrário: Ele está insatisfeito com o mal no mundo; não pode mais suportar essa sujeira, porque Ele nos ama e ama o mundo que criou. Na verdade, quem trouxe toda essa sujeira para o mundo não foi Deus Pai: foi satanás, o grande inimigo de Deus e também nosso. O maligno tem usado de todos os meios para sujar nosso mundo.
Infelizmente, como aconteceu com nossos primeiros pais, muitos caíram em tentação. Não deixamos de ser culpados: nossa culpa é ter caído em tentação. O mal e a sujeira entraram em nossas casas, em nossas famílias, em nós; enfim, no mundo. E Jesus, que veio pela primeira vez para nos trazer a salvação, está prestes a vir pela segunda vez, agora para fazer uma grande limpeza por amor à sua casa e aos seus filhos. Daí a necessidade de vivermos profundamente a Palavra de Deus.

Monsenhor Jonas Abib

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O AMOR TEM SEU TEMPO


Sonhos são muito bonitos nas novelas; na vida real, os caminhos não são prontos

A urgência dos nossos dias nos faz pensar exatamente na urgência do amor. Quando o sentimento se faz presente entre duas pessoas é muito comum a necessidade imediata de dizer: “Eu te amo”.  Algumas pessoas dizem: “Que loucura! Isso não é amor”; outras afirmam: “Pra que esperar, eu amo e digo!”. 

Avaliar nossos sentimentos e todas as implicações que ele [amor] envolve também nos faz pensar que os caminhos para o amor nunca são ou estão prontos, mas, certamente, passam por nossa maturidade. 

A maturidade biológica nem sempre está relacionada à maturidade psicológica. As expectativas dos pais nem sempre serão concretizadas nos desejos dos filhos. Da mesma forma, o que foi vivido no passado nem sempre será válido para as experiências atuais. 

Os gregos diziam que o amor é “uma questão de despertar para a vida” e, com isso, nem todos despertam ao mesmo tempo, nem esperam as mesmas coisas ou se satisfazem com as mesmas coisas. 

Quando se acelera o processo do amor, muitas vezes, se “mata” esse sentimento. É por isso que as pessoas não podem se casar porque os pais delas se admiram, porque as famílias se dão bem ou porque o (a) Amor requer tempo, conhecimento, reconhecimento do que gosto ou não das minhas limitações e das limitações do outro. Amor é como uma construção: escolhe-se o terreno, as fundações e a base para que a obra seja realizada, os tijolos vão sendo colocados um a um, até que a casa seja coberta e todo o acabamento interior seja feito. Depois virão os jardins, os detalhes, os cuidados. 

E é por isso que o amor não pode ser urgente: uma casa feita às pressas, com material de qualidade inferior, tende a cair antes do tempo. Imaginem se os tijolos desta casa, que é o amor,  forem assentados com areia e água? 

Sonhos são muito bonitos nas novelas, mas, na vida real, os caminhos não são prontos. Os caminhos de um casal se fazem pela descoberta das alegrias e das tristezas que os dois podem viver. Estes se fazem ainda pela capacidade de reconhecer no outro aquele que me faz feliz, mas não apenas a única pessoa do mundo que me faz feliz, mas que me completa em parte da vida, que é muito mais do que apenas uma pessoa ou um único motivo.

“Quem quer o amor precisa dar tudo o que tem para possuí-lo (Mt 13,44)” e é por isso que o amor exige dedicação e decisão.

Se você ainda não está pronto para isso, pense se não é tempo de se autoconhecer para conviver com o amor, mas também não espere que esteja 100% pronto para vivê-lo, pois a perfeição não existe, ainda mais quando falamos de seres humanos. 
E lembre-se: para tudo existe um tempo: amor, afetividade, sexualidade, cada um deve e precisa acordar em seu tempo, até mesmo para que as experiências fora do tempo e erradas não se tornem marcas negativas no futuro.namorado (a) tem ou não tem um status, ou um tipo de estudo. 
Elaine Ribeiro