Campanha SOS Matriz

terça-feira, 11 de setembro de 2012

ARMAS PARA ENFRENTAR O DEMÔNIO


Quero convidar vocês para abir a Palavra de Deus no livro de Gênesis 32,24-30. 
“Jacó ajudou todos a passar a torrente e fez atravessar tudo o que tinha. Quando depois ficou sozinho, um homem se pôs a lutar com ele até o raiar da aurora. Vendo que não podia vencê-lo, atingiu-lhe a coxa, de modo que o tendão da coxa de Jacó se deslocou enquanto lutava com ele. O homem disse a Jacó: 'Larga-me, pois já surge a aurora'. Mas Jacó respondeu: 'Não te largarei, se não me abençoares'. E o homem lhe perguntou: 'Qual é o teu nome?' — 'Jacó', respondeu. E ele lhe disse: 'Doravante não te chamarás Jacó, mas Israel, porque lutaste com Deus e com homens, e venceste'. E Jacó lhe pediu: 'Dize-me, por favor, teu nome'. Mas ele respondeu: 'Para que perguntas por meu nome?' E ali mesmo o abençoou.”
Nesta passagem, vimos a luta do homem com Deus. O Senhor, para mostrar Sua força, uma vez que ninguém pode lutar contra Ele, feriu a coxa de Jacó e este nunca mais conseguiu andar perfeitamente. Ora, estamos em batalha por um lado com o demônio, porque ele fica nos empurrando para fazer o que não queremos fazer; por outro lado, com Deus, porque nossos planos são diferentes dos planos d'Ele, por isso ficamos irritados quando nossos planos não estão sintonizados com os do Senhor. 
Outro trecho das Sagradas Escrituras que convido vocês a lerem está em Gênesis 28,11-17: "Chegou a um lugar onde resolveu passar a noite, pois o sol já se havia posto. Serviu-se de uma das pedras do lugar como travesseiro e dormiu ali. Em sonho, viu uma escada apoiada no chão e com a outra ponta tocando o céu. Por ela subiam e desciam os anjos de Deus. No alto da escada estava o SENHOR, que lhe dizia: 'Eu sou o SENHOR, Deus de teu pai Abraão, o Deus de Isaac. A ti e à tua descendência darei a terra em que estás dormindo. Tua descendência será como a poeira da terra. Tu te expandirás para o ocidente e para o oriente, para o norte e para o sul. Em ti e em tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra. Estou contigo e te guardarei aonde quer que vás, e te reconduzirei a esta terra. Nunca te abandonarei até cumprir o que te prometi'. Ao despertar, Jacó disse: 'Sem dúvida, o SENHOR está neste lugar, e eu não sabia'. Cheio de pavor, acrescentou: 'Como é terrível este lugar! Isto aqui só pode ser a casa de Deus e a porta do céu'.
Este é um lindo sonho de Jacó. A escada simboliza os anjos que comunicam a vontade de Deus, levam nossas orações até o Senhor. Jacó viveu estas duas experiências: por um lado, a luta; por outro, a certeza da presença dos anjos que levavam suas orações ao Pai. Nós também queremos que os anjos levem até Deus nossas orações, estes que são mensageiros do Senhor, mas também nossos mensageiros, uma vez que eles estão enviando nossas orações ao céu.
Muitas vezes, nossos anjos da guarda estão diante de Deus intercedendo por nós, pedindo a Ele as graças que precisamos. Desta forma, eles se tornam os intermediários entre Deus e nós. Há momentos em que não temos forças para seguir adiante, somos como Jacó que, ferido, não conseguia caminhar bem, mas o Senhor dizia a ele para não ter medo. Ora, Deus nos fere para que saibamos o quanto precisamos d'Ele
Irmãos, quando estamos fracos é que sentimos a necessidade do Senhor em nossa vida, pois sem o espinho na carne, acreditamos que podemos caminhar por nós mesmos. Deus feriu Jacó para que, todas as vezes que estivesse caminhando, se lembrasse de sua fraqueza e do Senhor; assim, recordasse o quanto precisava ser humilde. Isso também ocorre conosco. O Senhor não ouve nossas orações, mas nos fere para  que nos lembremos que não conseguimos nada sem Ele. 
Por outro lado, Deus nos oferece armas, as quais são como energias para caminharmos. Os anjos são uns dos meios pelo qual podemos conhecer a vontade de Deus para nós. Além dos anjos, temos a Eucaristia, presença real de Jesus. Muitas vezes, queremos recordar nossas energias longe de Deus, principalmente quando estamos passando por algum problema. Procuramos muitos meios, mas nos esquecemos da Eucaristia; porém, quando estamos passando por alguma dificuldade, precisamos dobrar nossos joelhos diante do Corpo de Cristo. 
Outra arma que temos em nossas mãos é o Sacramento da Reconciliação. Como eu disse, estamos em batalha e este campo é, justamente, a confissão. Vamos até este sacramento para renunciar todas as fraquezas que acabaram nos levando ao pecado. Assim, todo o território que o inimigo ganhou, por meio de nossos pecados, é retomado para Deus em nós, por isso o demônio tem tanto medo deste sacramento e faz de tudo para não recorrermos à confissão. Tenha certeza que este sacramento é mais poderoso do que qualquer exorcismo. 
Temos também, em nossas mãos, a Sagrada Cruz. O inimigo tem medo dela, porque sabe que, ali, está a sua derrota. Saiba que estamos numa batalha com alguém já derrotado. Então, não podemos ter medo dele, pois temos todas as armas em nossas mãos. 
Irmãos, quando você se sentir atordoado, clame o nome de Jesus, pois o inimigo também tem muito medo do nome d"Ele. Satanás também tem medo do nome da Virgem Maria, por isso clame sempre pela intercessão de nossa Mãe. Ele tem muita raiva da Santíssima Virgem por causa de sua humildade. O demônio tem medo dos humildes, porque ele não consegue sê-lo. Ele também tem medo da Palavra de Deus. 

Por fim, não podemos nos esquecer do Espírito Santo, este que é o próprio Deus. Quando você estiver espiritualmente cansado, peça que o Espírito do Senhor venha sobre você. Ele é nossa energia espiritual. 
Meus irmãos, como vocês viram, estamos muito bem equipados. Se colocamos todo este armamento em nossas mãos, o Senhor nos dará a vitória. A missão dos anjos é nos convencer de que não temos nada a temer, de nos mostrar que somente Jesus é o nosso Salvador. Somente Ele pode nos dar paz, alegria e amor. 
Frei Elias Vella

QUE NINGUEM SE PERCA !


Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo" (Sl 118,23).

A palavra 'lei' não está bem traduzida aqui para o português, porque o hebraico é uma língua bem diferente da nossa. Há uma cultura tão diferente, que não encontramos, na nossa língua, uma palavra semelhante. Quando a [lei] vemos escrito pensamos em ordens e mandamentos, mas é muito mais do que isso, é “Torá”, ou seja, todo o modo de vida que Deus nos dá para viver. A Bíblia tem também ordens e mandamentos, mas a maior parte nos mostra o modo de vida que Deus quer que vivamos, principalmente no Novo Testamento – o Evangelho e as Cartas dos Apóstolos. 
Precisamos conhecer o que Deus quer para nós. É grande a nossa tristeza porque, nos tempos de hoje, o mundo está caminhando o oposto do modo de vida que Deus quer para nós. 
Já é tempo de pedirmos: 'Vinde, Senhor Jesus', para que ninguém mais se perca. Nós queremos que Deus alongue o tempo da misericórdia. Nós mesmos somos consequências desse tempo em que Ele está derramando graças e misericórdias. Deus está de braços e coração abertos para nos receber. 
Contudo, há pessoas muito próximas de nós que estão distantes d'Ele, e o Senhor quer salvá-las também, mais do que nós o queremos. Por mais trabalho que uma pessoa nos dê, Jesus quer recuperá-la. Ele, o Filho de Deus, deixou o céu e se fez criatura humana, indo até a morte, a morte de cruz, para salvar a todos. O saudoso Papa João Paulo II disse que encontrou todas as respostas no amor. Por isso, se quisermos salvar nossos irmãos, vamos amá-los. O amor salva, cura, liberta. 
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

ORAÇÃO À NOSSA SENHORA DO DESTERRO




"Ó bem aventurada Virgem Maria, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo Salvador do mundo, Rainha do céu e da terra, advogada dos pecadores, auxiliadora dos cristãos, protetora dos pobres, consoladora dos tristes, amparo dos órfãos e viúvas, alívio das almas penantes, socorro dos aflitos, desterradora das indigências, das calamidades dos inimigos corporais e espirituais, da morte cruel dos tormentos eternos, de todo bicho e animal peçonhentos, dos maus pensamentos, do vício da bebida, dos sonhos pavorosos, das cenas terríveis e visões espantosas, do rigor do dia do juízo, das pragas, incêndios, desastres e maldições, dos malfeitores, ladrões, assaltantes e assassinos.
Minha Mãe Amada, eu prostrado agora aos vossos pés, com piedosíssimas lágrimas, cheio de arrependimento das minhas pesadas culpas, por vosso intermédio imploro perdão a Deus infinitamente bom.
Rogai ao Vosso Divino Filho Jesus, por nossas famílias, para
 que Ele desterre de nossas vidas todos estes males, nos dê perdão de nossos pecados e nos enriqueça de sua divina graça e misericórdia.
Desterrai de nós, todos os males e maldições. 
Afugentai de nós a peste, o vício do álcool e os desassossegos.
Possamos por vosso intermédio, obter de Deus, a cura de todas as doenças, o livramento dos vícios e encontrar as portas do Céu abertas e convosco ser felizes por toda a eternidade. Amém

Padre Marcelo Rossi

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A AÇÃO DOS ANJOS NA NOSSA VIDA


Muitas vezes, vemos a solução na nossa vida por meio de uma situação difícil como uma doença ou um acidente, o qual veio pela intervenção divina.
Uma das maiores realidades é o mundo espiritual. "Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou, para desfazer as obras do diabo"(1 João 3,8). Ele veio para destruir a nossa família, a nossa vida. Precisamos saber como age o mundo das trevas para aprendermos a lidar com ele.
Queridos irmãos, os que estão conosco são em maior número. Na sua casa, os anjos do Senhor estão cercando-os . A oração move o mundo espiritual, faz com que os anjos venham até nós. Todos as vezes que agimos com amor diante daqueles que nos ofendem, eles nos admiram. Quando agimos assim, a luz de Deus está sobre nós.
Santo Lorenzo é o santo da alegria; nem na morte ele perdeu o sorriso. O que lhe deu força foi o amor. Mesmo quem está no sofrimento, com dívidas e tristezas não pode deixar de amar. Envergonhamos o reino das trevas com o amor, pois amar nos dá forças para vence barreiras.
Quando amamos, somos a figura de Deus neste mundo sombrio. Quando agimos com amor, temos a mesmo forma de agir de Deus, pois Ele nos envia os anjos.
"A existência dos seres espirituais não-corporais, os quais a Sagrada Escritura chama, habitualmente, de anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura a respeito disso é tão claro quanto a unanimidade da tradição” (Catecismo da Igreja Católica paragrafo 328).
Não tem como ler a Palavra de Deus sem ler,  primeiro, com os olhos d'Ele. A Igreja pode se pronunciar, em dogma de fé, se alguém disser que "anjo não existe". Anjos são dogmas de fé! 

A oração é uma luta, porque, muitas vezes, estamos com sono; mas quando colocamos o nosso joelho no chão e rezamos, os anjos vêm em nosso socorro. Você quer lutar com a força do mundo ou com a força de Deus?
Muitas vezes, queremos obrigar as pessoas a sair da bebida, das drogas e acabamos as insultando. Não temos o direito de apontar o dedo e achar que podemos humilhar as pessoas. Devemos ser verdadeiros, porque, todas a vezes que somos sinceros, temos a bênção de Deus. Ele é justo e quer nos ver bem, por isso devemos rezar, porque a oração faz com que o mundo das trevas vá embora e, assim, podemos resgatar os nossos. 
Deus é poderoso e pode transformar o mais pecador, fazendo dele um santo. São os anjos de Deus que caminham em direção à sua casa. Neste momento, há um anjo intelectual e inteligente perto e você.
Aquele que ignora o adversário é derrotado, mas Santo Ambrósio diz: "Quem se entrega a Deus não teme ao demônio", porque os anjos nos protegem. Para isso é preciso se entregar a Jesus.
Você já agradeceu pelo seu anjo da guarda? Então,agradeça a Deus por ter lhe dado um anjo, agradeça-O pelo anjo que guarda sua casa e sua família.
Roberto Tannus 

ACOLHIMENTO UMA FORMA CONCRETA DE AMAR



 

Como Dom Bosco, precisamos ser sal e luz no mundo

O Sal é bom. Mas se este perde o sabor, com que se há de salgar? Não serve nem pra jogar na terra, nem para o esterco, mas só para ser jogado fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Lc 14,34-35).

Somos criados por Deus para uma finalidade: sermos Seus filhos e adorá-Lo, por isso o nosso primeiro chamado é a santidade. (cf. Ef 1,4). Se nossa vida perde este sentido primário [a santidade], não serve para mais nada, pois fica sem sabor. Então, seremos apenas seres ambulantes num espaço chamado Terra.

Como consagrados pelo batismo
, escolhidos e separados por Deus e para Ele, recebemos do Senhor uma missão. Porém, cada pessoa chamada recebe dons diferentes para que a missão aconteça com a contribuição de cada um. No entanto, os dons recebidos de Deus precisam ser instrumentos eficazes para nossa vida e para a vida dos outros. O dom se torna "graça" quando colocado à disposição da vida daqueles que nos rodeiam.
Dom Bosco tinha virtudes espetaculares: a bondade e o acolhimento. A Família Salesiana tem um pouco dessa essência de Dom Bosco, mas para não perdê-la, precisamos renová-la a cada dia.

O acolhimento é, antes de tudo,
 ver no outro aquilo que ele é sem colocar-lhe máscaras. Na Canção Nova – um ramo da videira Salesiana –, experimentamos, por meio dos testemunhos dos peregrinos que nos visitam, a eficácia do acolhimento. As pessoas, ao se encontrarem com um membro da Canção Nova, não têm receio de abrir seu coração e partilhar de suas vidas, pois se sentem acolhidas como se fosse pelo próprio Cristo.

Esta é nossa missão: comunicar ao mundo a vida nova que Cristo nos trouxe. Precisamos ser “sal” e dar sabor, com nossa vida de consagrados, à vida dos nossos irmãos. Para que isto aconteça é necessário assumir nossa identidade de consagrados. 

Seja qual for o lugar - na escola, no trabalho, na paróquia, no ônibus, em todo tempo e lugar -, sejamos acolhedores. O mundo está carente de amor e nós podemos dar a ele o amor puro e gratuito que recebemos de Deus.

Que o Senhor nos dê esta graça!
Adailton Batista

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

ORAÇÃO DIANTE DA CRUZ - PERDÃO AOS INIMIGOS




"Ó meu Jesus, perdôo aos meus inimigos por amor de Ti, perdôo-lhes porque mais gravemente a Ti eu tenho ofendido do que eles a mim.
Meu Jesus, faze que eu Te ame bastante e que não me ame tanto. Ensina-me a dominar as rebeldias da minha natureza e a crucificar as minhas paixões.
Ensina-me a prática da humildade, da vigilância e da oração, para que, em Ti, me fortaleça na obediência à Tua santa lei. Amém".
Padre Marcelo Rossi

AME O PRÓXIMO COMO A TI MESMO


 
 
Nos dias de hoje, existe uma grande distorção da Palavra de Deus no que diz respeito ao mandamento: "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo". Fala-se e repete-se com frequência que é preciso primeiramente amar a si mesmo, pois não é possível amar ao próximo se não amamos a nós mesmos. Com essa mentalidade, o demônio vai introduzindo em nós o veneno do egoísmo e, pior ainda: do egocentrismo. O Maligno quer nos levar a centralizar tudo em nós mesmos e nos convencer de que – em primeiro lugar e acima de tudo – precisamos amar a nós mesmos. Mas o que Nosso Senhor Jesus Cristo nos diz é "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo". Repito, Ele não disse: "Amarás a ti mesmo". Ele disse: "Amarás ao teu próximo como a ti mesmo."

Deus sabe que somos egoístas e que sempre queremos o melhor para nós mesmos, por isso, ensina-nos a amar o próximo. É como se Ele dissesse: "Vocês têm um amor-próprio muito grande, são egoístas, egocêntricos, justamente por causa disso amem ao próximo como vocês amam a si mesmos".

O "amar ao próximo como a si mesmo" é a luz refletida. É a própria luz do amor de Deus que "rebate" em nós e reflete nos outros. Por isso, amem, amem, amem! 

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

POR ONDE SEGUIR ?


Nós precisamos ter clareza da vontade de Deus para a nossa vida, para não ficarmos parados  no que não é essencial. Talvez você tenha se perguntado: Como faço para obter esta clareza? Todos os dias o Senhor nos dá uma direção precisa para seguirmos, e se  colocarmos em prática, a luz de Cristo nos conduzirá ao porto seguro porque a palavra do Senhor é lâmpada para os nossos passos.
Hoje, o Senhor nos dá esta direção: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará” (Mt 6,14-15).
Jesus, manso e humilde de coração, fazei o meu coração semelhante ao Vosso, fazei-nos viver o amor e a reconciliação.

A RESTAURAÇÃO DA FAMÍLIA


O Papa João Paulo II chamou a família de “Santuário da vida”(Carta às Famílias, 11). Santuário quer dizer “lugar sagrado”. É ali que a vida humana surge como de uma nascente sagrada, é cultivada e formada. É missão sagrada da família guardar, revelar e comunicar ao mundo o amor e a vida. É a “a Igreja doméstica” (LG, 11) onde Deus reside, é reconhecido, amado, adorado e servido. Disse o Concílio Vaticano II que: “A salvação da pessoa e da sociedade humana estão intimamente ligadas à condição feliz da comunidade conjugal e familiar” (Gaudium et Spes, 47) e “constitui o fundamento da sociedade” (GS, 52).
Desde que Deus desejou criar o homem e a mulher “à Sua imagem e semelhança” (cf. Gen 1,26), Ele os quis “em família”.Se ela for destruída, a sociedade também o será. O Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que ela é “vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Sua atividade procriadora e educadora é o reflexo da obra criadora do Pai” (§ 2205). Jesus nasceu e viveu numa família; fez Seu primeiro milagre nas Bodas de Caná, onde nascia uma nova família.
Mais do que nunca, hoje a família é ameaçada e atingida - como diz o  Papa João Paulo II - pela praga do divórcio, das “uniões livres”, do aborto, da eutanásia, do chamado “amor livre”, do “sexo seguro”, da “produção independente”, dos “casamentos” de homossexuais, dos preservativos, etc. Todos frutos de uma sociedade mergulhada no consumismo e no utilitarismo, a qual fez uma opção pela “cultura do prazer
O Papa disse, na Carta às Famílias, que “nos nossos dias, infelizmente, vários programas, sustentados por meios muito poderosos, parecem apostar na desagregação da família” (CF,5). “No contexto da civilização do desfrutamento, a mulher pode se tornar para o homem um objeto; o filho, um obstáculo para os pais; a família, uma instituição embaraçante para a liberdade dos membros que a compõem” (CF,13).

Quando, em 1994, o Parlamento Europeu reconheceu a validade jurídica dos matrimônios entre homossexuais, até admitindo a adoção de crianças por eles. A esta situação, o Papa João Paulo II reagiu de maneira forte e imediata: “Não é moralmente admissível a aprovação jurídica da prática homossexual. Ser compreensivos para com quem peca e para com quem não é capaz de se libertar desta tendência, não significa abdicar das exigências da norma moral… Não há dúvida de que estamos diante de uma grande e terrível tentação” (20/02/94). Quando se cria “famílias” falsas, que não estão de acordo com a vontade de Deus, destrói-se a família verdadeira e põe-se em risco a sociedade.
Hoje, estamos vendo, como disse o Papa João Paulo II, no Brasil, em 1997, milhares de “filhos órfãos de pais vivos” por causa do “sexo livre” e irresponsável. São milhares de crianças sendo criadas sem o calor do pai. E as mães tendo de lutar bravamente e sozinhas para que não falte o pão dos filhos. Por que? Porque se destruiu a família, o “Santuário da vida”; então, quem sofre são as próprias pessoas, especialmente os mais inocentes. A criança não pediu para vir ao mundo; não pediu para nascer; então, quem lhes dá a vida deve cuidar para que elas tenham um pai, uma mãe, um lar…
Por isso, as famílias precisam “ressuscitar” para uma vida nova em Jesus Cristo; isto é, viver segundo a lei de Deus: não pecar contra a castidade, não viver a vida sexual fora do casamento nem antes dele; casar apenas um homem com uma mulher unidos pelo sacramento do matrimônio. Nada de divórcio, amor e fidelidade até a morte. Está é a lei de Deus; este é o caminho da felicidade, da paz e da vida eterna no Senhor.
 Como disse o padre Zezinho: “Que nenhuma família comece em qualquer de repente, que nenhuma família termine por falta de amor. Que marido e mulher não se traiam e não traiam os seus filhos, que o homem carregue nos ombros a graça de um pai. Seja a firme esperança de um céu aqui mesmo e depois”.
Felipe Aquino

terça-feira, 4 de setembro de 2012

ACREDITAR E TESTEMUNHAR JESUS


Gostaria de fazer você recordar o seu encontro pessoal com Jesus, porque ele vai garantir a sua fidelidade a Ele. Hoje celebramos a festa de São Bartolomeu, que é citado na bíblia com o nome de Natanael (que significa dom de Deus) nos evangelhos sinóticos.

O povo de Deus, foi preparado pelo próprio Deus para aguardar e esperar a sua vinda messiânca, durante mais de mil anos, desde Abraão até João Batista, eles aguardavam o Messias. Quando de repente às margens do Rio Jordão estava lá João Batista, batizando o povo junto com seu discípulos, até que um dia. Até que um dia João estava lá, de novo, com dois dos seus discípulos. Vendo Jesus caminhando, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” Os dois discípulos ouviram esta declaração de João e passaram a seguir Jesus.” João 1,35-37.

Espero que você também esteja procurando este Jesus, que nesta noite a exemplo dos discípulos de João Batista, deixaram João e seguiram Jesus. A passagem continua em João 1,38-39: "Jesus voltou-se para trás e, vendo que eles o seguiam, perguntou-lhes: “Que procurais?” Eles responderam: “Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras? Ele respondeu: “Vinde e vede”! Foram, viram onde morava e permaneceram com ele aquele dia. Era por volta das quatro horas da tarde."
Esta foi uma preparação para te introduzir no evangelho de hoje.
No versículo 45: "Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. Vamos descobrir primeiramente o que Moisés disse na Lei, sobre o tão esperado Messias que está em Deuteronômio 18,18-19: "Suscitarei para eles, do meio dos irmãos, um profeta semelhante a ti. Porei as minhas palavras em sua boca e ele lhes comunicará tudo o que eu lhe ordenar. Eu mesmo pedirei contas a quem não escutar as palavras que ele pronunciar em meu nome." Existia outra profecia que afirmava: "Mas tu, Belém de Éfrata, pequenina entre as aldeias de Judá, de ti é que sairá para mim aquele que há de ser o governante de Israel. Sua origem é antiga, de épocas remotas". (Mq 5, 1)

Entendam, na cabeça de Natanael, o Messias nasceria em Belém. Jesus realmente nasceu em Belém, mas cresceu em Nazaré. Por isso que Felipe o apresentou como Jesus de Nazaré. Natanael desclassifica Jesus, mas Felipe insiste e convida Natanael para ver Jesus com seus próprios olhos
Continuando, no evangelho de hoje Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. 

Imediatamente ele reconhece Jesus, primeiro porque Jesus falou que o viu debaixo da figueira. Só Deus pode revelar o lugar mais escondido da face da terra, mas mesmo lá Deus te vê! A partir daí a vida de Natanael mudou, mas quem não acreditar não vai ver a glória de Deus. Veja, são mais de dois mil anos que acontece a evangelização cristã e ainad tem gente ainda que não acredita. Pessoas que criticam e faz piadinhas da fé cristã.

Você precisa anunciar a verdade do evangelho custe o que custar. 
Assim fez Natanael após ter o seu encontro pessoal com Jesus, passou a anunciá-lo em território pagão. E, por causa disso, o esfolaram, tiraram a sua pele enquanto ele ainda estava vivo e ele não esmoreceu, nem negou a sua fé, mas, permaneceu na verdade que Ele acreditava: Jesus Cristo.

Aquele que acredita no Deus do impossível terá, um dia, se preciso for, derramar o seu sangue para proclamar que Jesus Cristo é o Senhor! Precisamos ir com Jesus até o fim, seguindo, vivendo e proclamando as verdades do evangelho.Precisamos testemunhar Jesus Cristo por onde passarmos. 
Padre José Augusto 

ORAÇÃO DO PERDÃO




Senhor Jesus, peço-Vos hoje a graça de perdoar. 
Senhor, eu Vos perdôo pelas vezes em que a morte, a enfermidade e as dificuldades financeiras abateram minha família e por aquilo que me pareceu um castigo e que, segundo diziam, era a vontade de Deus. Tornei-me amargo e rebelde. 
Purificai hoje meu coração e minha mente, Senhor Jesus.
Senhor, perdôo a mim próprio por ter me envolvido com o ocultismo.
Rejeito em minha vida todo e qualquer envolvimento com coisas e práticas que não vem de Ti e Vos aceito como meu Senhor e Salvador. Comunicai-me Vosso Espírito Santo.
Senhor, perdôo à minha mãe pelas vezes que me magoou, ficou ressentida e zangada comigo, me puniu, preferiu meus irmãos e irmãs à mim, me chamou de tolo, feio, estúpido, o pior de seus filhos. 
Eu lhe perdôo por ter dito que eu dava muita despesa, era malquisto, um acidente, um erro, que não era o que ela esperava.
Perdôo ao meu pai pela falta de apoio, de amor (Ágape), de afeição, de atenção e de companhia. Dou-lhe meu perdão por suas brigas, discussões, abandonos, ausências de casa; por se haver divorciado de minha mãe, por suas bebedeiras, pelas suas ásperas críticas.
Senhor, perdôo aos meus irmãos e irmãs, aos que me rejeitaram, me caluniaram, me odiaram, me detestaram, disputaram o amor dos meus pais, me agrediram, foram severos demais comigo e tornaram minha vida desagradável.
Senhor, perdôo à minha esposa ( ao meu marido) pela falta de amor, de atenção e de comunicação, por seus defeitos, debilidades, falhas e outros atos de palavras que me prejudicaram e perturbaram.
Senhor, perdôo aos meus filhos pela falta de respeito, pela desobediência, pelo pouco amor, cordialidade e compreensão; pelos seus vícios e afastamento da Igreja.
Senhor, perdôo aos meus parentes próximos, meus avós, tios, além de outros que têm interferido em minha família, causando confusão, colocando meus pais um contra o outro.
Senhor, perdôo aos parentes, especialmente minha sogra e meu sogro, cunhados e cunhadas, além das pessoas que se tornaram meus parentes em virtude de meu casamento, que de algum forma me ofenderam.
Senhor, perdôo aos meus colegas de trabalho que são desagradáveis e tornam minha vida insuportável, empurram-me trabalho que não me compete, falam mal de mim, não cooperam comigo, tentam tirar meu emprego.
Senhor, perdôo também meus vizinhos, pois eles são barulhentos, dão festas à noite, têm cães que latem o tempo todo e que não me deixam dormir. Eles me importunam com suas brigas e mexericos.
Senhor, perdôo a todos os padres, a todas as freiras, a todos os bispos, à minha paróquia, as paróquias do passado, aos conselhos paroquiais e a todas as conferências da Igreja Católica Apostólica Romana, por todas as suas mudanças, falta de apoio, mesquinhez, maus sermões, falta de cordialidade; por não me apoiarem como devem, não me inspirarem, não me utilizarem em posição-chave não me utilizando no melhor de minhas capacidades, e por quaisquer aborrecimentos que hajam infligido a mim ou à minha família, mesmo em um passado distante. 
Perdôo a todos os profissionais que me prejudicaram de algum modo; médicos, enfermeiras, advogados, juízes, políticos e funcionários públicos.
Perdôo ao meu empregador que não me paga suficientemente, não aprecia meu trabalho, é descortês e pouco razoável, ranzinza, implicante e, além de tudo, não me promove.
Perdôo, Senhor, a todos os professores da escola e a todos os instrutores do passado ou do presente. Também àqueles que me insultaram, me humilharam, zombaram de mim, me chamaram de tolo e me prenderam depois da aula.
Senhor, perdôo aos amigos que me decepcionaram, perderam contato comigo, não se prontificaram quando precisei de ajuda, pediram-me dinheiro emprestado e não pagaram.
Senhor, rezo especialmente pela graça de perdoar aquela pessoa que mais me prejudicou na vida e rezo em especial para que eu possa perdoar a mim próprio por haver magoado meus pais, por me ter embebedado, por usar drogas, pelos pecados contra a pureza, pelos maus livros e filmes, e pela fornicação, adultério, abortos, furtos, mentiras, tapeações, fraudes.
Senhor, suplico o perdão de todas essas pessoas pelas mágoas que lhes causei, especialmente meu pai, minha mãe, meu cônjuge e meus filhos. Agradeço-Vos, Senhor, pelo amor que recebi por meio deles. Amém.
Padre Marcelo

O VALOR DO TEMPO


A virtude da ordem é instrumento da ação de Deus

Temos consciência de que a vida é breve, e para isso não é necessário chegar a uma idade em que, como dizia alguém, já só resta reconhecer: “O meu futuro agora está atrás de mim”. A vida vai-se e o tempo que passa é irrecuperável. Quem pode armazenar um sopro de brisa numa tarde abafada de verão? Passou; não volta.
Esta realidade em idade nenhuma é deprimente, sobretudo para quem assume a fé como um valor vital. É, antes, um estímulo: precisamente por ser irrepetível, convida a viver o momento presente em plenitude, porque, bem vistas as coisas, o instante que passa é um pedaço de eternidade que se antecipa para bem ou para mal, conforme exerçamos a liberdade correta ou indevidamente.
Há os que fazem da liberdade um álibi para se ocuparem em tudo, menos naquilo que devem naquele momento. Entretêm-se com pretextos de todo o gênero, esquecidos de que o valor de um homem se mede pelo valor do seu hoje e agora. Uma das mais claras manifestações de imaturidade é trocar aquilo que se deve fazer por aquilo que custa menos ou agrada mais – o adiamento indefinido, com muita mordacidade e pouca justiça na generalização, dizia o escritor Paulo Mendes Campos:
“Há em nosso povo duas constantes que nos induzem a sustentar que o Brasil é o único país brasileiro do mundo. Brasileiro até demais! Colunas da brasilidade, as duas colunas são: a capacidade de dar um jeito e a capacidade de adiar [...]. O brasileiro adia; logo existe.”
Em contrapartida, o cristão percebe que está em jogo algo muito sério – nada menos que a correspondência à graça, afirmava São Josemaria Escrivá: “Sempre pensei que muitos chamam 'amanhã', 'depois', uma resistência à graça”, porque o tempo da graça é agora. No instante que passa, Deus nos espera com Suas luzes e com Seu auxílio, em reforço da nossa vontade débil.
Houve quem qualificasse de "sacramento" o dever do momento presente. E assim é, de algum modo, o que agora me cabe fazer, se realmente o faço, como que cristaliza, materializa a graça divina. A pontualidade é veículo da ação de Deus, ponto de aplicação da força de Deus.
E por isso é fonte de alegria. Não pode deixar de ser alegre o encontro da vontade atual do homem com a vontade eterna de Deus. É como se, naquele momento, comungássemos o agora, no cumprimento do dever em comunhão espiritual.
Nessa fidelidade, ao dever do momento, não há, pois, motivo para resmungos, caras feias, má-vontade, cansaço ou tédio. E se, por vezes, essa pontualidade custa uma lágrima, a lágrima torna-se sorriso. Aparece o rosto de Deus, infinitamente amável e consolador.
Portanto, uma vida natural e sobrenaturalmente em ordem, discorre e se estrutura segundo o querer de Deus. A virtude da ordem, implantada serena, mas firmemente, dia após dia, com as lutas e os corretivos necessários, representa o heroísmo que se esconde no carisma do homem que vê, na sua ordem, o grande instrumento da ação de Deus.
Francisco José de Almeida

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

É PRECISO PERDER O MEDO DE ERRAR


O humilde não tem medo de errar

Quem se reconhece e se aceita, quem é humilde, não tem medo de errar. Por quê? Porque se, depois de ponderar, prudentemente, a sua decisão, ainda cometer um erro, isso não o surpreenderá, pois sabe que é próprio da sua condição limitada. São Francisco de Sales dizia de uma forma muito expressiva: “Por que se surpreender que a miséria seja miserável?”.Lembro-me ainda daquele dia em que subia a encosta da Perdizes, lá em São Paulo, para dar a minha primeira aula na Faculdade Paulista de Direito, da PUC (Pontifícia Universidade Católica). Ia virando e revirando as matérias, repetindo conceitos e ideias. Estava nervoso; não sabia que impressão causariam as minhas palavras naqueles alunos de rosto desconhecido. E se me fizessem alguma pergunta a qual eu não saberia responder? E se, no meio da exposição, eu esquecesse a sequência de ideias?
Entrei na sala de aula tenso, com um sorriso artificial. Comecei a falar. Estava excessivamente pendente do que dizia, nem olhava para a cara dos alunos. Falei quarenta e cinco minutos seguidos sem interrupção, sem consultar uma nota sequer.
Percebi, porém, um certo distanciamento da “turma”, um certo respeito. Um rapaz, muito comunicativo e inteligente, talvez para superar a distância criada entre o grupo e o professor, aproximou-se e me cumprimentou: “Parabéns, professor. Que memória! Não consultou, em nenhum momento, os seus apontamentos. Foi muito interessante!
Respirei, mas, desconfiado, quis saber: "Você entendeu o que eu disse?" Admirou-se com a minha pergunta; não a esperava. Sorrindo, encabulado, confessou-me: "Entendi muito pouco, e, pelo que pude observar, a 'turma' entendeu menos ainda".
A lição estava clara: "Dei a aula para mim e não para eles. Dei a aula para demonstrar que estava capacitado, mas não para ensinar”. Faltara descontração, didática, empatia; não fizera nenhuma pausa, nenhuma pergunta. Fora tudo academicamente perfeito, como um belo cadáver. Fora um fracasso.
Lembro-me também que, quando descia aquela encosta, fiz o propósito de tentar ser mais humilde, de preparar um esquema mais simples, de perder o medo de errar, esse medo que me deixara tão tenso e tão cansado; de pensar mais nos meus alunos e menos na imagem que eles pudessem fazer de mim. E se me fizessem uma pergunta a qual não soubesse responder, o que diria? Pois bem, diria a verdade, que precisava estudar a questão com mais calma e, na próxima aula, lhes responderia. Tão simples assim.Que tranquilidade a minha ao subir a encosta no dia seguinte! E que agradecimento dos alunos ao verem a minha atitude mais solta, mais desinibida, mais simpática! Uma lição que tive de reaprender muitas vezes ao longo da minha vida de professor e de sacerdote: a simplicidade, a transparência e a espontaneidade são o melhor remédio para a tensão e a timidez e o recurso mais eficaz para que as nossas palavras e os nossos desejos de fazer o bem tenham eco.
Não olhemos as pupilas alheias como se fossem um espelho, no qual se reflete a nossa própria imagem; não estejamos pendentes da resposta que esse espelho possa dar às perguntas que a nossa vaidade formula continuamente: "O que é que você pensa de mim? Gostou da colocação que fiz?" Tudo isso é raquítico, decadente, cheira ao mofo do próprio "eu", imobiliza e retrai, inibe e tranca a espontaneidade. Percamos o medo de errar e erraremos menos.

Dom Rafael Llano Cifuentes

SEJA DIFERENTE.SEJA LIVRE !


No livro de I João 5,19 está escrito: "Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo jaz sob o maligno". Nós também jazíamos sob o domínio do inimigo. A Palavra de Deus tem uma lógica admirável, pois quem jaz está no cemitério, porque o príncipe deste mundo é um príncipe de morte. O que você quer: morte ou vida, tristeza ou felicidade? É claro que você quer alegria. 
Então diga comigo: “Não vou mais atrapalhar o Espírito Santo, vou deixá-Lo formar em mim a criatura nova. Eu me liberto, hoje, de toda mentira que o inimigo me disse. O Espírito Santo está fazendo uma criatura nova em mim. Não sei quantos anos ainda me restam, nem dias, nem horas, por isso preciso aproveitar todas as horas, dias, meses e anos para que a criatura nova se forme em mim. Já perdi muito tempo, agora basta! Dou agora o primeiro passo para uma vida nova, para o meu destino divino, e a criação toda aguarda a manifestação da criatura nova que há em mim. Eu serei a nova criatura”.
Muitas das pessoas que rodeiam você estão de olhos fechados, pois estão ainda sob o domínio do maligno, é por isso que – nós que fomos arrancados de tudo isso – somos diferentes de todos, pois o nosso jeito não é o jeito deles. Precisamos arrancá-los dessa forma de viver também. Mas nós, infelizmente, não temos tido a coragem de remar contra a correnteza. Mas para mudar esta situação, precisamos pedir ao Espírito Santo que nos dê essa coragem para arrancarmos outros dessa correnteza, que está levando todo o mundo para baixo. E eles não percebem, estão sendo enganados. Precisamos remar contra a correnteza!
É proibido ser diferente? É preciso ser diferente! Diga comigo: “Vou ser diferente, vou ser livre!” Nós pensamos que ser livre é fazer o que todo o mundo faz, mas isso é ser trouxa e não livre.
Ser diferente é duro. Ser diferente do seu pai e da sua mãe, que não pensam como você, não é fácil, mas é preciso ser diferente e fazê-los diferentes, para fazer a diferença, – pois quando fazemos a diferença – os fazemos diferentes, e assim podemos ser iguais a eles
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

JESUS MUDA MEU CORAÇÃO


Ó meu Deus, Trindade que eu adoro, pacificai a minha alma; fazei dela o vosso céu, vossa morada querida e o lugar do vosso repouso. Que eu não vos deixe nunca só, mas que esteja lá, com todo o meu ser, toda vigilante na minha fé, toda em adoração, toda oferecida à vossa ação criadora" (Beata Isabel da Trindade). 
Senhor, perdão por todos os meus pecados e pelos de toda a humanidade. Dá-nos a graça da conversão e mudança de vida. Dá-me o Seu Santo Espírito para que a minha vida seja transformada. Coloca em mim o arrependimento dos meus pecados. Dá-me a contrição perfeita.
Sou pecador, mas digo, como os três Pastorzinhos de Fátima: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para todos os que não crêem, não adoram, não esperam e não vos amam”.
Dá-me, Jesus, uma busca sincera de conversão. Quero mudar de vida. Preciso vencer o mal com o bem, vencendo a doença do pecado que está em mim. Lava-me de todo pecado pela força da Sua presença na Eucaristia, pela força do Seu sangue derramado pelos meus pecados.
Senhor, assumo para mim a vida em santidade e o horror a todo pecado. Dá-me a graça da cura desta doença, que é o pecado em minha vida. Extermina toda lepra que atinge a minha alma. Assumo a santidade que o Senhor tem para mim e digo “não” a todo pecado.
Jesus, muda o meu coração. Eu quero a vida eterna. Senhor, sei que hoje o mais importante é a minha conversão. Converte o meu coração. Esta é a minha maior necessidade. Estou aqui para adorá-Lo, Senhor. É uma imensa graça, para mim, poder expressar com todo o meu ser o quanto te amo. Amém.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

domingo, 2 de setembro de 2012

PARTICIPAR DA SANTA MISSA É A MAIOR ORAÇÃO


Participar da Santa Missa é a maior oração que o cristão pode fazer, é o maior presente que ele pode receber: o Corpo e Sangue de Cristo!
Todos os dias tenho a graça de participar da Santa Missa. Não que ela venha até mim, mas eu que me desloco para ir à Igreja e ali participar do mistério da Salvação. Estando na CN ou em viagens missionárias, ou até mesmo no período de descanso, todos os dias busco a Eucaristia, pois tenho certeza de que ela é o meu sustento maior, o alimento da minha alma.
Semana passada fui até a catedral de Natal participar da Santa Missa e ao chegar lá percebi que havia faltado energia. A igreja é bem grande, e fica no centro da cidade, logo há muito barulho ao redor dela.
As pessoas estavam ali. A comentarista se esforçava ao máximo para falar de maneira que pudéssemos ouvir. Com o canto de entrada a Celebração começou. O sacerdote, já idoso, também se esforçava para se fazer ouvir pela comunidade. Infelizmente quase nada se ouvia.
Algumas pessoas, por alguns momentos, conversavam e até murmuravam, mas a grande maioria se esforçava no silêncio para ouvir as palavras do sacerdote. Eu tentei ao máximo me concentrar no mistério que estava sendo celebrado.
Por que esta partilha? Para dizer que a Santa Missa, por si só, é o mistério da Salvação. Ali aconteceu a proclamação da Palavra. Ali aconteceu a transubstanciação do corpo e do Sangue de Jesus. Ali, naquele altar, revivemos a morte e ressurreição de Cristo. Ali fomos convidados para a Ceia com o Cordeiro. Ali comungamos o alimento da nossa alma.
Tudo o que a Santa Missa traz de graça aconteceu naquele dia, mesmo sem energia elétrica, mesmo que não ouvíssemos claramente a voz do padre. Meus olhos viram o pão, e minha fé viu Jesus.
Naquele dia Jesus me disse: ‘Não importa se a igreja (templo) é feia, se o padre tem o sermão ruim, se o ministério de música desafina, se há muitas ‘firulas’ desnecessárias durante a celebração, etc; o que importa é que o mistério é celebrado, o alimento é posto a mesa, e o Céu se faz presente.’
Essa mensagem de Cristo é pra você, que talvez resmungue, murmure da sua paróquia, do seu pároco; que talvez deixe de ir a Missa por nào gostar de como ela é celebrada na sua comunidade; que talvez vai à Missa de padre ‘fulano’, ‘sicrano’, porque são animados…
Não podemos colocar limites humanos àquilo que é graça divina. Participe da Santa Missa, comungue a Palavra de Deus, ouça-a com atenção, guarde no coração a leitura, o Evangelho. Viva com intensidade cada momento e comungue com humildade e amor o Corpo do Senhor, alimento que nos sustenta nessa vida terra.
Não falta a missa dominical. Nada é mais importante do que ela no domingo.
Emanuel Stênio

SETEMBRO MÊS DA BÍBLIA



A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar

Ao celebrar o Mês da Bíblia, a Igreja nos convida a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la cada vez mais e a fazer dela, a cada dia, uma leitura meditada e rezada. É essencial ao discípulo missionário o contato com a Palavra de Deus para ficar solidamente firmado em Cristo e poder testemunhá-Lo no mundo presente, tão necessitado de Sua presença. “Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo  é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DA 247).
A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação à nossa salvação. Jesus é o centro e o coração da Sagrada Escritura. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas no Antigo Testamento para o povo de Deus.
Ao lê-la, não devemos nos esquecer de que Cristo é o ápice da revelação de Deus. Ele é a Palavra viva de Deus. Todas  as palavras da Sagrada Escritura têm seu sentido definitivo n'Ele, porque é no mistério de Sua Morte  e Ressurreição que o plano de Deus Pai para a nossa salvação se cumpre plenamente.
Dom Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida

sábado, 1 de setembro de 2012

SEJAMOS HOMENS E MULHERES DE MISÉRICORDIA


Muitas coisas, nesta vida, são importantes, mas o essencial é que “sejamos homens de misericórdia, porque nossos gestos de bondade não serão esquecidos” (Eclo 44,10).
É isso que conta diante de Deus. Façamos o bem não para mostrar às pessoas, mas para agradar a Deus, na certeza de que, um dia, O contemplaremos face a face.
Um homem e uma mulher de misericórdia, antes de fazer qualquer coisa, deve se perguntar: “Eu gostaria de ser tratado(a) desta forma? Este deve ser um critério para nós, porque ‘tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles’” (Mt 7,12).
Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.
Jesus, eu confio em Vós!

ACOLHIMENTO UMA FORMA CONCRETA DE AMAR


Como Dom Bosco, precisamos ser sal e luz no mundo

O Sal é bom. Mas se este perde o sabor, com que se há de salgar? Não serve nem pra jogar na terra, nem para o esterco, mas só para ser jogado fora. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Lc 14,34-35).

Somos criados por Deus para uma finalidade: sermos Seus filhos e adorá-Lo, por isso o nosso primeiro chamado é a santidade. (cf. Ef 1,4). Se nossa vida perde este sentido primário [a santidade], não serve para mais nada, pois fica sem sabor. Então, seremos apenas seres ambulantes num espaço chamado Terra.

Como consagrados pelo batismo, escolhidos e separados por Deus e para Ele, recebemos do Senhor uma missão. Porém, cada pessoa chamada recebe dons diferentes para que a missão aconteça com a contribuição de cada um. No entanto, os dons recebidos de Deus precisam ser instrumentos eficazes para nossa vida e para a vida dos outros. O dom se torna "graça" quando colocado à disposição da vida daqueles que nos rodeiam.
Dom Bosco tinha virtudes espetaculares: a bondade e o acolhimento. A Família Salesiana tem um pouco dessa essência de Dom Bosco, mas para não perdê-la, precisamos renová-la a cada dia.

O acolhimento é, antes de tudo, ver no outro aquilo que ele é sem colocar-lhe máscaras. Na Canção Nova – um ramo da videira Salesiana –, experimentamos, por meio dos testemunhos dos peregrinos que nos visitam, a eficácia do acolhimento. As pessoas, ao se encontrarem com um membro da Canção Nova, não têm receio de abrir seu coração e partilhar de suas vidas, pois se sentem acolhidas como se fosse pelo próprio Cristo.

Esta é nossa missão: comunicar ao mundo a vida nova que Cristo nos trouxe. Precisamos ser “sal” e dar sabor, com nossa vida de consagrados, à vida dos nossos irmãos. Para que isto aconteça é necessário assumir nossa identidade de consagrados. 

Seja qual for o lugar - na escola, no trabalho, na paróquia, no ônibus, em todo tempo e lugar -, sejamos acolhedores. O mundo está carente de amor e nós podemos dar a ele o amor puro e gratuito que recebemos de Deus.

Que o Senhor nos dê esta graça!
Adailton Batista

ENTREGUE SUA VIDA A DEUS



Deixe-me dizer-lhes, sem falsa modéstia, que a Canção Nova é uma ótima escolha. Deus foi generoso conosco. Claro, é preciso ser chamado por Ele, ser vocacionado. Não é pela nossa vontade que isso acontece, nós temos de provar nossas vocações; é por isso que temos os encontros dos candidatos. 
O que Deus queria de nós ao suscitar em nosso interior o desejo pela vida comunitária? Ele queria atender a esta grande e urgente necessidade, dos tempos de hoje, que é a evangelização. A insistência do Santo Padre, o Papa Bento XVI, e de nossos bispos durante a “V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe” - realizada em 2007 no Santuário Nacional de Aparecida (SP) - foi justamente para que nós da América Latina evangelizássemos com novo ardor, com novos métodos, com tudo aquilo que Deus está suscitando para nós.
Esta é uma maneira nova, linda, de consagrar a própria vida a Deus. Minha vida mudou muito porque o Senhor me pôs na Comunidade Canção Nova. Sou grato a Ele e agradeço à imensa família Canção Nova, que faz com que essa vocação continue na Igreja e há mais de 30 anos. 
Só posso dizer: "Obrigado, Senhor, por tudo aquilo que fez, especialmente pelas pessoas que o Senhor mandou. O Senhor é quem dirige esta obra e ainda vai mandar muitas outras pessoas. Muitas pessoas vão ser tocadas para que assumam a própria vocação. Obrigado, porque a Canção Nova é verdadeiramente uma obra de Deus". 

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova