Campanha SOS Matriz

domingo, 21 de outubro de 2012

AS TREVAS DA DOR



Calvário, caminho cotidiano

Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-me (Lc 9, 23). O problema da dor é o maior e o mais grave dos que se apresentam ao homem. Quem não vencer a dor não vencerá a vida. Compreendê-la é compreender a própria vida.  
Todos devemos contar com sofrimentos na vida. Não podemos imaginá-la como um sonho cor-de-rosa, não devemos esperar que ela nos cumule de benesses, porque só assim evitaremos grandes decepções. Se alguém anda, constantemente, atrás da felicidade, de “dias melhores e mais belos”, a dor irá apanhá-lo inesperada e desprevenidamente, e parecer-lhe-á mais dura e pesada. Já os pagãos contavam com os sofrimentos e chegavam mesmo a considerar de mau agouro uma felicidade perfeita, que lhes parecia uma afronta aos deuses. Por isso, evitavam um homem demasiado feliz, fugiam dele.

Com o pecado original começou a dor; com ele terminou a primeira felicidade, o jardim de delícias que Deus nos dera. E começou também um processo de atingirmos o céu baseado em Cristo, no qual a dor e a cruz desempenham um papel proeminente. Logo após o pecado original, o Senhor promulgou a lei do sofrimento para o homem (cfr. Gên 3, 17-19) e para a mulher (cfr. Gên 3, 16), e, desde então, nunca mais se interrompeu a cadeia de dores. A nossa vida é uma luta, os seus dias são como os dias de um mercenário (Jó 7,1). A todo homem são dadas tarefas penosas, e um jugo pesado o oprime desde o dia do nascimento até ao da morte.


Um cristão, mais do que qualquer outra pessoa, deve contar sempre e por toda a parte com a cruz e o sofrimento: Meu filho, se tencionas servir o Senhor, [...] prepara-te para a provação (Eclo 2, 1). Aliás, o Divino Mestre esclareceu-nos bem a este respeito: "Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-me" (Lc 9, 23). Não é o servo maior do que o seu senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão de perseguir a vós (Jo 15, 20).

Se pertencêssemos ao mundo, este amar-nos-ia, mas, porque não somos do mundo, odeia-nos (cfr. Jo 15, 19): Sereis odiados por todas as nações (cfr. Mt 24, 9). Os Apóstolos não nos deixam dúvida alguma a este respeito. Segundo São Pedro, somos chamados a suportar dores, não como castigo dos nossos pecados, mas pela nossa boa conduta (1 Pe 2, 19-24). São Paulo diz-nos: Todos os que quiserem viver piedosamente sofrerão perseguição (2 Tim 3, 12).

A experiência e a Sagrada Escritura mostram-nos assim a realidade da dor; daí que esta não nos deva encontrar desprevenidos. Esperar a dor é já uma vantagem que lhe lima as arestas mais duras. A fé diz-nos qual é o sentido e finalidade do sofrimento, e assim achamo-nos perante a vida em condições muito diferentes das daqueles que não gozam da luz da fé. Como é difícil a vida para aqueles que nada sabem da Revelação e por isso não conseguem compreender o sofrimento!

Sem a graça divina, não conseguiremos dominar a dor.
 Cristo salvou-nos, apagou o pecado que clamava contra nós (cfr. Col 2, 13-15; Rom 3, 22-24). Mas cada um de nós tem de levar a cabo os sofrimentos salvadores, com e em Cristo, e colaborar na edificação do Corpo Místico com a dor correspondente à sua posição (cfr. Ef 4, 12-16). Por meio da nossa união com Cristo, podemos interceder, expiando, por membros imprevidentes ou mesmo mortos.
Richard Gräf 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

QUAIS SÃO OS FRUTOS QUE NOSSA VIDA TEM PRODUZIDO ?



Um certo dia, dois discípulos de Jesus, diante de uma situação meio conflitante, perguntaram a Ele: “Senhor, queres que mandemos que desça fogo do céu e os consuma? Jesus voltou-se e repreendeu-os severamente. Não sabeis de que espírito sois animados. O Filho do homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para salvá-las” (Lc 9,54-56).
Pelos frutos que a nossa vida tem produzido, podemos identificar qual o espírito que nos anima. Nem sempre somos conduzidos pelo Espírito Santo de Deus, mas “se vivemos pelo Espírito, procedamos também segundo o Espírito, corretamente” (Gl 5,25). O fruto que Ele produz em nós é:“caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, lealdade, mansidão, continência” (Gl 5,22-23).
Olhando para a nossa vida com sinceridade, quais  frutos identificamos: da carne ou do Espírito?
Peçamos hoje a Jesus a graça de sermos animados constantemente pelo Espírito Santo, principalmente em meio às situações conflitantes.

CUMULADOS PELA GRAÇA DA SABEDORIA



Em I Coríntios 2,6-7 está escrito: “Entretanto, o que pregamos entre os perfeitos é uma sabedoria, porém, não a sabedoria deste mundo nem a dos grandes deste mundo, que são, aos olhos daquela, desqualificados. Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus predeterminou antes de existir o tempo, para a nossa glória”.

Sabedoria que nenhuma autoridade deste mundo conheceu (pois se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da Glória). Aqui Paulo diz dos dons do Espírito Santo; estes foram o meio que Deus nos deu. 

Os dons do Espírito Santo foram reservados para nós, por isso devemos ser apóstolos do uso dos dons, pois quem tem o Espírito tem os dons d’Ele. Da mesma forma, que nós somos inseparáveis dos nossos defeitos e qualidades, assim é o Espírito Santo e os seus dons. Para Deus nada é impossível. Não podemos nos basear no intelectual dos homens, mas sim, na sabedoria de Deus. Peçamos ao Divino Amigo que nos cumule com essa graça [sabedoria]

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

CAMINHAR MESMO NA AUSENCIAS DE SUAS RESPOSTAS



Hoje desejo falar sobre um dos aspectos da fé, que é muito interessante para cada um de nós!
Quando se fala da dinâmica da fé, um dos argumentos que se levanta contra quem crê, como diz o Catecismo da Igreja Católica sobre o mistério do mal, é o mistério da iniquidade.
Uma das coisas que nós cristãos, devemos ter consciência é que o mal existe e é verdadeiro, que o mistério do mal é um argumentos para combater a nossa fé cristã, basta assistir um telejornal, por exemplo, que lá estará relatado os acontecimentos de nossa sociedade.
É importante que você saiba que Deus não é está distante, pelo contrário, Ele é um Deus bem próximo de cada um de nós. Ele poderia ter vindo de tantas maneiras para salvar este mundo, mas, Ele escolheu se encarnar no seio da Virgem Maria, para se fazer um conosco, para sentir aquilo que eu e você sente, para se fazer um conosco, exceto no pecado. Jesus está encarnado nos problemas da história.
São tantas perguntas sem respostas, são tantos os desafios que se levantam contra a nossa fé.
Para isso, precisamos precisamos dar uma resposta! De fato o mal e o sofrimento são inerentes a vida humana, todos em algum momento de sua história deverão enfrentar algumas realidades de sofrimento, como afirma o Catecismo da Igreja Católica ( CIC385):
“Deus é infinitamente bom e todas as suas obras são boas. No entanto, ninguém escapa à experiência do sofrimento, dos males da natureza – que aparecem como ligados aos limites próprios das criaturas –, e sobretudo à questão do mal moral. Donde vem o mal? «Quaerebam unde malum et non erat exitus – Procurava a origem do mal e não encontrava solução», diz Santo Agostinho (258). A sua própria busca dolorosa só encontrará saída na conversão ao Deus vivo. Porque «o mistério da iniquidade» (2 Ts 2, 7) só se esclarece à luz do «mistério da piedade» (259). A revelação do amor divino em Cristo manifestou, ao mesmo tempo, a extensão do mal e a superabundância da graça (260). Devemos, portanto, abordar a questão da origem do mal, fixando o olhar da nossa fé n'Aquele que é o seu único vencedor(261).” 
Nós precisaremos aprender a conviver com o mal e vencê-lo com o bem e pela fé. Assim, como relata aquela passagem do evangelho do trigo e do joio, que na verdade o bem e o mal está dentro do nosso coração e ao nosso redor. Porém, precisamos aprender a cultivar o bem em nosso interior para que ele cresça e tome o lugar do mal, que está em nós e ao nosso redor.
Nós somos finitos e o que causa muito sofrimento neste mundo atual é aceitar sua finitude. Nunca na história da humanidade se gastou tanto dinheiro com cosméticos, plásticas e estética. Realmente precisamos nos cuidar mas precisamos aprender a lidar com a realidade do tempo, e que existe um limite no qual precisamos amadurecer e aprender a conviver.
A vida não é uma contínua aventura, é uma aventura que se faz confiando na aventura da fé! 
O Papa Bento XVI em sua Carta apostólica PORTA FIDEI, parágrafo 15 nos ensina a respeito do sofrimento humano: 
"Possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia de um amor autêntico e duradouro. As seguintes palavras do apóstolo Pedro lançam um último jorro de luz sobre a fé: «É por isso que exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por diversas provações; deste modo, a qualidade genuína da vossa fé – muito mais preciosa do que o ouro perecível, por certo também provado pelo fogo – será achada digna de louvor, de glória e de honra, na altura da manifestação de Jesus Cristo. Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, credes n’Ele e vos alegrais com uma alegria indescritível e irradiante, alcançando assim a meta da vossa fé: a salvação das almas» (1 Ped 1, 6-9). A vida dos cristãos conhece a experiência da alegria e a do sofrimento. Quantos Santos viveram na solidão! Quantos crentes, mesmo em nossos dias, provados pelo silêncio de Deus, cuja voz consoladora queriam ouvir! As provas da vida, ao mesmo tempo que permitem compreender o mistério da Cruz e participar nos sofrimentos de Cristo (cf. Cl 1, 24), são prelúdio da alegria e da esperança a que a fé conduz: «Quando sou fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12, 10). Com firme certeza, acreditamos que o Senhor Jesus derrotou o mal e a morte. Com esta confiança segura, confiamo-nos a Ele: Ele, presente no meio de nós, vence o poder do maligno (cf. Lc 11, 20); e a Igreja, comunidade visível da sua misericórdia, permanece n’Ele como sinal da reconciliação definitiva com o Pai.E São Pedro nos diz em sua primeira carta (I Pedro 1,6-9):
"Isso é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que no momento estejais por algum tempo aflitos, por causa de várias provações. Deste modo, o quilate de vossa fé, que tem mais valor que o ouro testado no fogo, alcançará louvor, honra e glória, no dia da revelação de Jesus Cristo. Sem terdes visto o Senhor, vós o amais. Sem que agora o estejais vendo, credes nele. Isto será para vós fonte de alegria inefável e gloriosa, pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação. "

A resposta diante dos sofrimentos é a fé e tudo aquilo que ela comporta!
Porque para se acreditar é preciso conviver com o mistério. A fé é uma experiência com uma pessoa Jesus Cristo. Eu não seio porque o mal acontece, mas eu sei que Deus pode retirar um bem maior dele, assim como afirma São Paulo em sua carta aos Romanos 8,28: “Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus”
Precisamos ter paciência, o imediatismo aniquila a fé. Temos que aprender a conviver com o mistério, com a ausência de respostas, porem não podemos parar, precisamos caminhar mesmo sem respostas, que no caminha estas nos serão revelada.
Você não tem que perguntar o porquê, mas você precisa acreditar! E Saiba: “não existe respostas fácil para problemas difíceis.”
Deus não quer te agradar, Ele quer te salvar, e Ele vai fazer o que for preciso, mesmo que seja morrer no alto da cruz.
O amor que existe dentro de nós, nos revela que nós nascemos para as coisas do alto e por isso quem existe perguntas que só a eternidade poderão responder, e a fé é infinita e contem a eternidade! A fé a esperança e o amor nos faz eterno antecipar o que viveremos na eternidade.
Quero concluir esta reflexão com o parágrafo 309 do Catecismo da Igreja Católica que afirma: ”Se Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do mundo ordenado e bom, cuida de todas as suas criaturas, por que então o mal existe? Para esta pergunta tão premente quão inevitável, tão dolorosa quanto misteriosa, não há uma resposta rápida. É o conjunto da fé cristã que constitui a resposta a esta pergunta: a bondade da criação, o drama do pecado, o amor paciente de Deus que se antecipa ao homem por suas Alianças, pela Encarnação redentora de seu Filho, pelo dom do Espírito, pelo congraçamento da Igreja, pela força dos sacramentos, pelo chamado a uma vida bem-aventurada à qual as criaturas livres são convidadas antecipadamente a assentir, mas da qual podem, por um terrível mistério, abrir mão também antecipadamente. Não há nenhum elemento da mensagem cristã que não seja, por uma parte, uma resposta à questão do mal.” 
Padre Adriano

TENHA FORÇA ,LEVANTA E ANDA !



O Deus que você conhece está te ouvindo agora, então peça, nessa tarde, que Ele faça o milagre que você precisa. No livro de São Marcos 16, 14, o Senhor chama a atenção dos discípulos e nessa tarde chama também a minha e a sua atenção. Ele quer falar conosco, porque agora é a nossa vez! 
“Por fim apareceu aos Onze, quando estavam sentados à mesa, e censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado”. 
Jesus ressuscitou e está “aparecendo” no meio de nós, mas a nossa falta de fé, confiança e esperança é que nos leva para longe de Jesus Cristo. Acreditamos em tantas coisas, em pessoas, em jornais, em revistas, em novelas, em feiticeiros, em bruxos, acreditamos nas cartas.... e menos em Jesus Cristo e Jesus te diz hoje: Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado . (Marcos 16:16). 
Quantas pessoas que você conhece e não acreditam em Jesus Cristo? 
Talvez na sua casa você tenha um “ateu prático”, aquele que diz “Deus está em todos os lugares, vou rezar em casa mesmo” e por vezes, nem reza. Essas são pessoas que tem uma fé morna. Mas São Paulo diz: Se creres, tu e tua casa será salva.
"Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa". (Atos 16:31)
Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. 
Atos 16:31
Se você quiser salvar a sua casa, você tem quem acreditar em Jesus Cristo. Não tem outro que salve que não seja Ele. Não existe Salvação fora de Jesus Cristo.
Não adianta buscar Salvação onde não tem. 
Com alegria eu vim aqui para dizer isso: Jesus Cristo cura, liberta. Ele é o grande libertador. 
As pessoas precisam saber que Jesus Cristo está vivo! E o Jesus Cristo que está vivo precisa de você; você precisa ser a boca de Deus porque o Senhor conta contigo para anunciar que Ele é o Senhor. 
E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. (Marcos 16:17-18) Eu também procurei cura onde você procurou: no mundo, nas coisas...mas eu só encontrei o verdadeiro amor, a cura e a libertação em Jesus Cristo. Vai fazer 30 anos que me aconteceu a melhor na minha vida que foi encontrar Jesus Cristo e o Senhor faz a diferença
E você precisa conhecer Jesus Cristo. Ele está contigo! 
Continuando o Evangelho: Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram.Marcos 16:19-20 
Precisamos cooperar com Jesus Cristo e anunciar o Seu Nome. 
Estamos começando a mergulhar numa nova evangelização. O Espírito Santo está conduzindo o povo a tomar a Água que sacia a nossa sede, como a Samaritana. E você encontra essa Água na Igreja Católica Apostólica Romana. 
Fora da Igreja você não vai beber da Água Pura, da Água Viva! 
Se você quiser ficar cheio do Espírito Santo abrace Maria, porque Isabel quando se encontrou com a Virgem Maria ficou cheia do Espírito Santo. 
”E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo” . (Lucas 1:41) 
O mundo só precisa de Jesus Cristo. A sociedade, a sua casa, a Canção Nova precisa todos os dias de Jesus Cristo. 
Jesus Cristo te garante a vida eterna! 
Se creres verás a glória de Deus, transformando, curando e salvando a tua vida. 
Eu estou preocupado com os católicos não evangelizados que precisam dessa Água Viva, e quem vai levar essa Água Viva para essas pessoas é você, porque você é a Boca de Deus e por isso não tenha medo. O Senhor está contigo, nada temas! 
Os milagres acompanharão aqueles que crerem. Creia!
Padre Moacir Anastácio

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ELE TE COROA DE BENIGNIDADE E DE MISERICÓRDIA


"Ele te coroa de benignidade e de misericórdia". (Salmos 103:4)

É hora de deixar o amor de Deus cobrir todas as coisas em sua vida. Todos os segredos. Todas as feridas. Todas as horas de maldade e os minutos de angústia. Descubra com o salmista "Ele… te coroa de benignidade e de misericórdia". Imagine um caminhão de gigante cheio de amor. Você está atrás dele. Deus levanta a caçamba até o amor co
meçar a escorregar. Devagar no começo, depois descendo, descendo, descendo até você ficar escondido, enterrado e coberto pelo seu amor…Esse Amor te Perdoa, te Salva e te Abençoa. Pelo amor, Ele te ouve e, segundo Seus planos para você, Ele te atende.
Entre no maior Lugar Sagrado, a Presença desse Deus feito de Amor, fonte do amor, e receba misericórdia e benignidade eternas.

PORQUE SANTA EDWIGES É PROTETORA DOS POBRES E ENDIVIDADOS


Santa Edwiges nasceu na Bavária, por volta do ano 1174. Aos 12 anos casou-se com o duque da Silésia, Henrique I. Foi mãe de seis filhos. Uma mulher marcada pelo sofrimento diante da morte, pois viu seus filhos morrerem um a um, ficando viva apenas uma filha, Gertrudes. Dedicou-se inteiramente ao serviço dos necessitados: protegia os órfãos e as viúvas, visitava hospitais, amparava a juventude carente, educando-a e instruindo-a na fé cristã, cuidando dos leprosos… Quando seu marido morreu, ela se retirou para o convento, onde sua filha Gertrudes era abadessa. Passou os restos de seus dias na austeridade. Morreu no mosteiro de Trebnitz, no ano 1243 com grande fama de santidade.

O Papa Clemente IV disse que Edwiges gravou em seu coração as palavras do Senhor: “Sede, pois, misericordiosos como também vosso Pai é misericordioso” (Lucas 6, 36). Edwiges espalhava o bem entre os necessitados, com rapidez e decisão, como se tivesse sempre em mente as palavras do Evangelho: “E respondendo, o Rei lhes dirá: ‘Em verdade vos digo que, quantas vezes vós fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim é que o fizestes” (Mateus 25, 40). Edwiges ajudava os pobres, cuidava dos doentes e famintos, tratava com carinho e atenção às parturientes e jamais esquecia as viúvas e órfãos. Em qualquer parte onde pudesse perceber necessidades e falta de recursos, acorria em auxílio, guiada pelo amor de seu coração.

“Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia” (Mateus 5, 7). A Duquesa Edwiges tinha como princípio que nenhum dos pobres e necessitados sofresse fome no castelo ducal de Wroclaw. Isto a motivou a construir uma cozinha para os pobres sob a direção de um cozinheiro experiente. Para os que tinham forme havia um cozinheiro e auxiliares à vontade. É bom saber para rezar melhor, por isso, comecemos rezando o Salmo 91:

Eu procuro a segurança no Altíssimo Deus e me abrigo na sombra protetora do Todo-poderoso. Eu digo ao Deus Eterno: “Tu és o meu defensor e o meu protetor, Tu és o meu Deus, eu confio em ti”. 
Deus me livrará dos perigos escondidos e de doenças mortais. 
Ele me cobre com suas asas, e debaixo delas ficarei seguro. 
Eu não tenho medo dos perigos da noite e nem dos assaltos durante o dia. 
Não tenho medo da peste que se espalha na escuridão, nem dos males que matam ao meio dia. Ainda que mil pessoas sejam mortas ao meu lado, e dez mil ao meu redor, eu nada sofrerei. Eu olharei e verei os maus serem castigados. Eu fiz de Deus o meu protetor e o meu defensor. 
Por isso nenhum desastre me ferirá, e nenhum mal chegará perto da minha casa.
Deus mandará que os seus anjos cuidem de mim, para proteger-me em todos os momentos da minha vida. Eles irão segurar-me com as suas mãos, para que nem mesmo os meus pés sejam machucados nas pedras. 
Com os pés eu esmagarei leões e cobras, leões ferozes e cobras venenosas. 
Deus diz: “Salvarei aqueles que me amam e protegerei os que me conhecem como o Deus eterno. Quando você me chamar, eu responderei e estarei com você nas horas de aflição. Eu o livrarei e farei que seja respeitado. Como recompensa eu lhe darei vida longa e mostrarei que EU SOU O SEU SALVADOR”.

ORAÇÃO – Ó Santa Edwiges, vós que na terra fostes o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o Socorro dos endividados, e no Céu agora desfrutais do eterno prêmio da caridade que em vida praticastes, suplicante te peço que sejais a minha advogada, para que eu obtenha de Deus o auxílio de que urgentemente preciso: (fazer o pedido). Alcançai-me também a suprema graça da salvação eterna.

Ó Santa Edwiges, protetora dos aflitos e endividados, venho implorar a vossa proteção. Vós que amastes a Cruz nas trevas de vossas penas, e cumpristes sempre a vontade de Deus, alcançai-me que na penúria, na doença, nas perturbações e nos perigos, sempre encontre auxílio junto a Vós. Por Cristo Nosso Senhor. Amém. Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria Glória ao Pai

A FÉ É CRER NO PODER DE DEUS

S


A fé é crer no poder de Deus e na realização de todas as Suas promessas. A fé faz com que o impossível se torne realidade. E quem tem que dar este passo é o homem. É o que vemos acontecer em Mc 6,56:“ Onde quer que Ele entrasse, fosse nas aldeias ou nos povoados, ou nas cidades, punham os enfermos nas ruas e pediam-lhe que os deixassem tocar ao menos na orla de suas vestes, E todos os que tocavam em Jesus eram curados.”O poder estava diante daquela multidão. Era uma questão de tocá-lo com fé apropriada, para receber a cura. Quantas pessoas tem medo de colocar em ação o poder da fé.Esse poder não é nada menos do que o poder do Espírito Santo. Um cristianismo sem o Espírito Santo não é capaz de produzir nenhum efeito na vida de quem se diz cristão. Por quê? O verdadeiro cristianismo é poder para viver tudo aquilo que esta escrito na Palavra de Deus.

Jesus misericordioso, eu confio em vós!
Renova-me com a força do Espírito Santo,
dando-me uma fé vi
va capaz de remover montanhas.
Ensina-me a agir com entusiasmo. Amém




Padre Alberto Gambarini

terça-feira, 16 de outubro de 2012

TODO CRISTÃO É CHAMADO A SER MISSIONÁRIO



Todo batizado é missionário. O Concílio Vaticano II, que completa 50 anos em 2012, colocou esse aspecto de forma muito clara, ao afirmar no Decreto Ad Gentes que todos os fiéis, como membros de Cristo, têm por obrigação "colaborar no crescimento e na expansão do Seu corpo para o levar a atingir, quanto antes, a sua plenitude" (n 36).
 Papa para o Dia Mundial das Missões, "aumentou o número daqueles que ainda não conhecem Cristo".

"Não podemos ficar tranquilos, ao pensar nos milhões de irmãos e irmãs nossas, também eles redimidos pelo sangue de Cristo, que ignoram ainda o amor de Deus", foi o que disse o Beato João Paulo II na Encíclica Redemptoris missio.

Ao proclamar o Ano da Fé, Bento XVI, escreveu que Cristo "hoje, como outrora, envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra".

Em muitos lugares do mundo se celebra apenas o Dia Mundial das Missões, no 3º domingo deste mês, mas no Brasil, todo o mês é festivo, e a cada ano com uma temática própria.

"O tema desse ano é 'Brasil Missionário, partilha tua fé', e todo um material foi preparado para os fiéis, com uma novena e um DVD com entrevistas de missionários brasileiros que trabalham em outros continentes", explicou o presidente da Comissão Episcopal para a Ação Missionária da CNBB, Dom Sérgio Braschi.

A essa missão de levar o Evangelho além-fronteiras, dá-se o nome de Ad Gentes. "É uma vocação específica - explica Dom Sérgio - temos aí os padres diocesanos Fidei Donum (dons da Fé), os padres de congregações religiosas, irmãos de congregações missionárias, como os Xaverianos, os Combonianos, os Vicentinos, Franciscanos, Capuchinhos, Jesuístas, etc. Temos também as religiosas e hoje, muitos leigos e leigas, jovens e até casais, famílias, que dão um tempo de sua vida em uma missão, na África, Ásia, Oceania, ou mesmo aqui dentro do país, nas Igrejas irmãs da Amazônia ou em outros lugares onde há mais falta de evangelização".

No entanto, o bispo explica que há também a missão ad intra, que, seria a missão dentro da própria comunidade. "Digamos, ter aquele espírito de sair e ir visitar as pessoas, ir ao encontro das pessoas que estão afastadas da Igreja".

Todo o povo de Deus pode contribuir com a missão evangelizadora da Igreja também a partir do próprio testemunho de vida, como destaca o Decreto Ad Gentes. "Todos os filhos da Igreja tenham consciência viva das suas responsabilidades para com o mundo, fomentem em si um espírito verdadeiramente católico e ponham as suas forças ao serviço da obra da evangelização. Saibam todos, porém, que o primeiro e mais irrecusável contributo para a difusão da fé é viver profundamente a vida cristã" (n 36). 
 Dom Sérgio Braschi sobre a missão Ad Gentes

PROFESSOR MISSÃO DE EDUCAR



A professora é uma satisfação dar aula para crianças que estão iniciando a alfabetização, pois no meio de tantas crianças é preciso que o educador tenha a sensibilidade para enxergar que cada criança que inicia s
ua vida escolar tem um tempo para aprender.
“No meio tantas diferenças é preciso conseguir ensinar a todos, desta forma o lecionar será o mesmo, mas cada criança tem o seu tempo para aprender e a história que traz de casa para vida escolar. O professor precisa no meio destas diferenças conseguir ensinar a todos e exercer seu papel de educador”,

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

OS EFEITOS DA FOFOCA



Ela tem o poder de destruir os relacionamentos

Já sofremos muitas vezes com os efeitos malévolos da fofoca em nossos relacionamentos.

Muito longe de um diálogo, certos comentários rompem com qualquer possibilidade de entendimento, pois nunca acontecem na presença da pessoa de quem se fala. Quase sempre as observações feitas nesta conversa acontecem em tom de maldade e exageros, sobre uma verdade distorcida, a qual, as pessoas se julgam capazes de dar soluções para a vida de outros. 

Seja por conta de um problema que alguém está vivendo momentaneamente ou até mesmo pelo sucesso em seus empreendimentos, sempre haverá alguém desejoso (a) em fazer suas especulações. 

Assim, no propósito de “fazer apenas um comentário”, a conversa termina estabelecendo conceitos nada edificadores a respeito de quem não pode se defender. 

A fofoca age como uma praga e se espalha rapidamente entre as pessoas dentro de nossos relacionamentos. Da mesma maneira que a lenha é combustível para o fogo, aquele que dá ouvidos aos mexericos alimenta uma tendência que pode provocar as discórdias entre aqueles com quem até pouco tempo conviviam. 

Quem se presta a esse tipo de serviço, certamente conta com a sua credibilidade para reforçar aquilo que se tem interesse em divulgar. E um fator que torna este tipo de conversa ainda mais prejudicial é a maneira como o fato é transmitido, pois cada pessoa ao fazer seu comentário a um terceiro, agrega elementos que ofuscam ou desvirtuam a verdade. 
As reuniões familiares, que têm como proposta a confraternização e a aproximação entre os parentes, podem da mesma maneira ser palco para situações nada agradáveis. 

Dessa forma, a fim de evitar maiores constrangimentos, precisamos estar atentos sobre aquilo que queremos partilhar, pois, quando nos envolvemos em determinados assuntos, tornamo-nos também responsáveis por aquilo que falamos.

Algumas pessoas, não contentes em falar da vida de outrem, ainda se comprometem em divulgar a notícia, segundo as suas próprias deduções. Em uma atmosfera onde a ponderação nas palavras corre, muitas vezes, às margens da maledicência, não será difícil de acontecer os cismas e as indiferenças entre parentes. Entretanto, quando as consequências de um comentário infeliz ganham grandes proporções, raramente, essas pessoas que promoveram as injúrias serão capazes de assumir a responsabilidade sobre aquilo que foi falado, esquivando-se sorrateiramente ou em outros casos, simplesmente, procuram se afastar de quem ela própria ajudou caluniar. 

O restabelecimento da amizade provocado pelos abalos de uma fofoca em nossas relações, poderá ser possível após a pessoa reconhecer os males provocados na vida do outro. Por meio da reconciliação, a reaproximação poderá acontecer a partir das atividades  que eram vividas em comum. Todavia, há situações que a prudência nos ensina a manter somente a cordialidade da boa educação, sem grandes intimidades; especialmente, se percebemos que os vícios acima citados ainda existem como sinal da personalidade de pessoas, as quais, ainda não aprenderam a dominar a própria língua. 

Podemos conversar sobre tudo e sobre todos, apenas tomando o cuidado de identificar se a pauta da nossa conversa tem a intenção de erguer, denegrir ou apenas de expor a intimidade da vida de alguém que se encontra sufocado por uma situação delicada. 

Se há verdadeiramente uma intenção de ajudar o nosso próximo que está com problemas, a pessoa mais indicada para você apresentar sua opinião ou conselho – e de maneira reservada – é aquela cujo o (a) fofoqueiro (a) faz como temas de suas conversas.
Dado Moura

DEUS QUER QUE SEJAMOS LIVRES DO PECADO


A Sagrada Escritura nos ensina que é o Espírito Santo que nos inspira a realizar as ações em nosso dia a dia. Que Ele nos convença a decidirmos por Cristo. 

Quem não se torna ativo pela força do Espírito Santo, acaba se tornando refém das coisas do pecado, escravos do mundo em que vive. Os escritos paulinos são ricos em significado e na leitura de hoje, Deus nos quer fazer-nos livres.

Precisamos ter a disposição em viver na liberdade. Você está pronto para ser livre? A liberdade é exigente, então seja firme, para que depois você não venha a se revoltar contra Deus, culpando-o de suas escolhas.

Nós somos filhos de Deus, e Ele te ama não por aquilo que você faz, mas por aquilo que você é! Muitas pessoas, vão à igreja de forma ativa, mas não se sentem filhos dele e ainda se revolta contra Deus por não entender daquilo que vivem. Como pode o barro dizer para o oleiro o que ele deve fazer? O Senhor quer nos educar a sermos livres. Perceba que até mesmo na Sagrada Escritura depois que o povo é libertado pelo Senhor, através das mãos de Moisés, culpou a Deus por conta de tudo o que estavam vivendo, pois estavam acostumados em viver na escravidão, sendo escravos do faraó. Eles não estavam acostumados a serem livres!

Trazendo para nós, estamos mal-acostumados a sermos escravos, pois as pessoas que nos dizem não, fazem com que crescemos muito mais do que aquelas que apenas dizem sim. Quantas e quantas vezes, queremos ficar em nossa zona de conforto, ficando apenas com as pessoas que nos dizem sim, pois não nos desafiamos à pessoas que nos contrariam. Deus tem um manjar para nós e nos acostumamos com um pastel amanhecido. 

Deus quer nos educar a escolhermos o bem e que assumamos as consequências das suas escolhas.

Deus quis formar o povo do Egito a pensar com a própria cabeça e a não ser escravos do pecado. É difícil sermos responsáveis por nossas escolhas, mas sejamos fiéis.

Quem não aprende a escolher se torna escravo da escolha de um outro. Cristo nos libertou, por isso, vocês precisam assumir a liberdade de filho dada pelo Filho de Deus.

Escravos são aqueles que obedecem aos outros sem saber o porquê. A verdade é objetiva, nós não podemos torná-la subjetiva. A verdade não precisa de subterfúgio para existir, não podemos ser marionetes nas mãos das escolhas das outras pessoas. 
As pessoas livres são aquelas que não se deixam levar pelas más escolhas dos outros, precisamos entender o porquê de nossas ações, rompamos com aquilo que não constrói, o mal só sairá de nossas vidas quando dizermos não a ele. 
Em nossos relacionamentos, muitos de nós deixam -se levar pelo outro: o relacionamento só dá certo quando ambos seguem na mesma verdade. Você só será livre quando você mesmo, em Deus, construir sua liberdade.

Cristo lhe fez livre, você precisar ser autônomo. Não nos enganemos só quem é livre pode se doar. Muitas vezes, você vai olhar para traz e voltar para a sua zona de conforto, mas Deus lhe pede para ir para águas mais profundas. Você precisa tomar a decisão de romper com as más companhias.

Ser livre é ser responsável e não é status, mas é uma decisão diária. Lembre-se não existe Terra Prometida sem deserto. Sabemos que não é fácil atravessar o deserto, mas saiba que Deus enviou o maná quando o seu povo estava faminto.

Quem é livre não perde a capacidade de escolher, tem metas, sonhos e ideais. Quem é livre caminha na fé: mesmo tendo uma mar na frente, mas pela fé em Deus acredita que ele abrirá!

Muitas vezes, a pessoa é tão dependente que torna o outro também dependente. Tem pessoas que é tão dependente que só se realiza quando torna o outro inseguro em relação ao que faz.

Precisamos lembrar que é pelo Espírito Santo, no sacramento do Batismo que nos tornamos livres e não podemos nos deixar levar pelo consumismo, pela gula, pela ganância e pelo pecado.

Aprendamos com Nossa Senhora, que mesmo sem entender nada permaneceu fiel até ver seu Filho sendo morto na cruz.
Padre Adriano Zandoná

sábado, 13 de outubro de 2012

O QUE É O ANO DA FÉ O PORQUE A IGREJA CELEBRA ?



“Em Nazaré, conforme seu costume, no dia de sábado, foi à sinagoga e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, encontrou o lugar onde está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor”. Depois, fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Os olhos de todos, na sinagoga, estavam fixos nele. Então, começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir” (cf. Lc 4, 14-21; Isaías 61,1-2).

Celebrar O Ano da Fé é muito mais do que viver 365 dias como um ano civil, não é um tempo cronológico, mas um “ano da graça do Senhor”. É um Kairós, um tempo em que Deus através da Igreja nos chama para si, para determinada graça que quer renovar ou derramar sobre nós em vista de nossa conversão e de sua Vinda próxima, seguindo a necessidade dos tempos. Segundo a Tradição, o povo Hebreu vivia a cada sete anos um ano sabático, onde durante aquele ano, libertavam-se os presos, perdoavam-se as dividas, e tudo que os animais e a terra produziam pertencia ao Senhor. Era um ano de perdão e ação de graças.

Qual é a grande necessidade dos nossos tempos? “Desde o princípio do meu ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Durante a homilia da Santa Missa no início do pontificado, disse: “A Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela, como Cristo devem pôr-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida, a vida em plenitude” (cf. Jo 10,10). Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas.” (cf. Porta Fidei n°2).

“Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram tudo o que Deus fizera por meio deles e como ele havia aberto a porta da fé”. (cf. At 14,27).

No Catecismo da Igreja Católica, Professor Felipe Aquino nos apresenta a Fé da Igreja, e nos convida a aprofundar nossos estudos, veja o vídeo:

Pelo Batismo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo recebemos o Dom da Fé, que nos une a Cristo que é a PORTA para a plenitude da vida humana, pelo qual podemos nos dirigir a Deus como Pai e está concluída com a passagem da morte para vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que com o dom do Espírito Santo quis nos fazer participantes de sua própria glória àqueles que creem. Essa é a nossa fé! O Batismo será o sacramento a ser renovado e vivido.

“Pelo batismo fomos sepultados com ele em sua morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos pela ação gloriosa do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova”. (cf. Rm 6,4).

Reavivar o dom da fé através do encontro com a Pessoa de Cristo: Também o homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde jorra água viva: Jesus respondeu: “Todo o que bebe desta água, terá sede de novo; (cf. Jo 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. Jo 6, 51). De fato, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma força, este ensinamento de Jesus: “Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna” (Jo 6, 27). E a questão, então posta por aqueles que O escutavam, é a mesma que colocamos nós também hoje: “Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?” (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de Jesus: “A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou” (Jo 6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação (cf. Porta Fidei n°3).

Devemos viver este Ano da Fé abrindo o nosso coração ao convite da Mãe Igreja, para aprofundar a nossa fé, nas seguintes e importantes dimensões:

-A fé recebida como um Dom gratuito fruto principal do encontro pessoal com Jesus e do Sacramento do Batismo, que nos une a Cristo e a Sua Igreja;

- Renovar e aprofundar o dom da Fé: através de um caminho de escuta e diálogo com Deus e com os irmãos, pela Sagrada Escritura e pela sã Doutrina da Igreja, ouvindo os seus pastores e os sinais dos tempos;

- Celebrar a fé: no dia a dia celebramos a fé na oração e na celebração, principalmente dos Sacramentos, por excelência a Eucaristia, supremo Sacramento da fé. Este é um dos motivos do Ano da Fé. Celebrar o 50° do Concilio vaticano II na data de 11 de Outubro de 2012; Celebrar o 20° ano da publicação do Catecismo da Igreja Católica promulgação pelo Beato João Paulo II; Celebrar o primeiro fruto deste ano da fé, Assembleia geral do Sínodo dos Bispos neste Mês de Outubro tendo como tema A nova evangelização para a transmissão da fé Cristã;

- Professar a fé: “Idealizou-o como um momento solene, para que houvesse, em toda a Igreja, “uma autêntica e sincera profissão da mesma fé”; quis ainda que esta fosse confirmada de maneira “individual e coletiva, livre e consciente, interior e exterior, humilde e franca” (Disc Paulo VI). Pensava que a Igreja poderia assim retomar “exata consciência da sua fé para reavivá-la, purificar, confirmar, confessar” (Disc Paulo VI). As grandes convulsões, que se verificaram naquele Ano, tornaram ainda mais evidente à necessidade duma tal celebração. Esta terminou com a Profissão de Fé do Povo de Deus, para atestar como os conteúdos essenciais, que há séculos constituem o patrimônio de todos os crentes, necessitam de ser confirmados (cf. Porta Fidei n° 4).

- Testemunhar a fé: estes conteúdos da fé “compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova para se dar testemunho coerente deles em condições históricas diversas das do passado” (cf. Porta Fidei n° 4).

- Anunciar a fé: sempre com a Igreja e enviados por Ela os cristãos conscientes e renovados na sua fé anunciarão a Boa Nova com renovado ardor missionário atendendo aos apelos dos nossos tempos.

Motiva-nos o Santo Padre: Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, “não perdem o seu valor nem a sua beleza. É necessário fazê-los ler de forma tal que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificados e normativos do Magistério, no âmbito da Tradição da Igreja. Sinto hoje ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX: nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa”. Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: “Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja” (cf. Porta Fidei n° 5).

Vamos unidos com toda a Igreja e confiantes trilhar este caminho, atravessar esta Porta, que implica comprometer-se num caminho que dura à vida inteira, pois “eu sei em quem coloquei a minha fé” (cf. 2Tm 1).

“Quero confiar à Santíssima Mãe de Deus todas as dificuldades que vive o nosso mundo na busca de serenidade e de paz; os problemas de tantas famílias que olham para o futuro com preocupação, os desejos dos jovens que se abrem à vida, os sofrimentos dos que esperam gestos e escolhas de solidariedade e de amor. Quero confiar à Mãe de Deus também este especial tempo de graça para a Igreja, que se abre diante de nós. Vós, Mãe do ‘sim’, que escutastes Jesus, falai-nos d’Ele, contai-nos sobre vossa estrada para segui-lo no caminho da fé, ajudai-nos a anunciá-lo para que cada homem possa acolhê-lo e se tornar morada de Deus. Amém!”. Papa Bento XVI
Padre Luizinho

ORAÇÃO MARIA CUIDA DE NÓS





Maria passa na frente e faça tudo o que eu não posso fazer!
Cuida da minha família.
Cuida de nossas crianças.
Cuida da minha casa.
Cuida do meu trabalho.
Cuida dos meus amigos.
Cuida do meu futuro.
Cuida de nossas preocupações.
Cuida da minha história.
Mãe cuida de mim. Amém!
 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

DESCEU Á MANSÃO DOS MORTOS


É na esperança que fomos Salvos!

O Credo ensina que "Jesus desceu à mansão dos mortos". Isso significa que, de fato, Ele morreu e que, por Sua morte por nós, venceu a morte e o diabo, o dominador da morte (Hb 2,14). São João disse que Ele veio a nós para "destruir as obras do demônio" (1 Jo 3,8). "Ele foi eliminado da terra dos vivos" (Is 53,8). "Minha carne repousará na esperança, porque não abandonarás minha alma no Hades nem permitirás que teu Santo veja a corrupção" (At 2,26-27).
Jesus morreu, mas Sua alma, embora separada de Seu corpo, ficou unida à Sua Pessoa Divina, o Verbo, e desceu à morada dos mortos para abrir as portas do céu aos justos que o haviam precedido (cf. Cat. §637). Para lá foi como Salvador, proclamando a Boa Nova aos espíritos que ali estavam aprisionados. Os Santos Padres da igreja dos primeiros séculos explicaram bem isso. São Gregório de Nissa (†340) disse: "Deus [o Filho] não impediu a morte de separar a alma do corpo, segundo a ordem necessária à natureza, mas os reuniu novamente um ao outro pela Ressurreição, a fim de ser Ele mesmo, em Sua pessoa, o ponto de encontro da morte e da vida, e tornando-se, Ele mesmo, princípio de reunião para as partes separadas” (Or. Catech. , 16: PG: 45,52B).
São João Damasceno (†407), doutor da Igreja e patriarca de Constantinopla ensinou que: “Pelo fato de que, na morte de Cristo, a Sua alma tenha sido separada da carne, a única pessoa não foi dividida em duas pessoas, pois o corpo e alma de Jesus existiram da mesma forma desde o início na pessoa do Verbo; e na Morte, embora separados um do outro, ficaram cada um com a mesma e única pessoa do Verbo” (De fide orthodoxa, 3, 37: PG 94, 109 BA).
A Escritura chama de 'Morada dos Mortos', Inferno, Sheol ou Hades, o estado das almas privadas da visão de Deus; são todos os mortos, maus ou justos, à espera do Redentor. Mas o destino deles não é o mesmo como mostra Jesus na parábola do pobre Lázaro recebido no "seio de Abraão". Jesus não desceu aos infernos (= interior) para ali libertar os condenados nem para destruir o inferno da condenação, mas para liberAssim, a Boa Nova foi anunciada também aos mortos, como fala São Pedro (1Pd 4,6). Esta descida de Jesus ao Hades é o cumprimento, até sua plenitude, do anúncio do Evangelho da salvação, e é a última fase da missão de Cristo, é a extensão da redenção a todos os homens de todos os tempos e de todos os lugares. São João disse que Cristo desceu ao seio da terra [um modo de falar], a fim de que "os mortos ouçam a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem vivam" (Jo 5,25). Assim, Jesus, "o Príncipe da vida", "destruiu  pela morte o dominador da morte, isto é, o diabo, e libertou os que passaram toda a vida em estado de servidão, pelo temor da morte" (Hb 2,5). A partir de agora, Cristo ressuscitado "detém a chave da morte e do Hades" (Ap 1,18), e "ao nome de Jesus todo joelho se dobra no Céu, na Terra e nos Infernos" (Fl 2,10). Uma antiga homilia, de um autor grego desconhecido, e que a Igreja colocou na segunda leitura da Liturgia das Horas, no dia de Sábado Santo, diz: 
“Um grande silêncio reina, hoje, na terra, um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei dorme. A terra tremeu e acalmou-se, porque Deus adormeceu na carne e foi acordar os que dormiam desde séculos. Ele vai procurar Adão, nosso primeiro Pai, a ovelha perdida. Quer visitar todos os que se assentaram nas trevas e à sombra da morte. Vai libertar de suas dores aqueles dos quais é filho e para os quais é Deus: Adão, acorrentado, e Eva com ele cativa. "Eu sou teu Deus e por causa de ti me tornei teu filho. Levanta-te, tu que dormes, pois não te criei para que fiques prisioneiro do Inferno: Levanta-te dentre os mortos, eu sou a Vida dos mortos."
O Papa beato João Paulo II, falando sobre este mistério, disse: “Depois da deposição de Jesus no sepulcro, Maria é a única que permanece a ter viva a chama da fé, preparando-se para acolher o anúncio jubiloso e surpreendente da ressurreição. A espera vivida no Sábado Santo constitui um dos momentos mais altos da fé da Mãe do Senhor. Na obscuridade que envolve o universo, Ela se entrega plenamente ao Deus da vida e, recordando as palavras do Filho, espera a realização plena das promessas divinas”. (L'Osservatore Romano, ed. port. n.21, 24/05/1997, pag. 12(240).tar os justos, diz o Catecismo (§ 633).
Felipe Aquino

É TEMPO DE DECISÃO



Quando nos decidimos a viver a verdade e na verdade, tudo se faz novo na nossa vida, porque ela nos conduz corretamente, e faz-nos homens e mulheres livres.
Ninguém está livre das ciladas e emboscadas deste mundo, mas unidos ao Senhor, a Suprema Verdade, podemos prosseguir em paz e confiantemente, porque “é o nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança” (Sl 32).
Peçamos hoje a Jesus a graça de sermos guiados pela verdade.
Obrigada, Jesus!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A INSEGURANÇA EM DETERMINADOS MOMENTOS


Quantos de nós já experimentamos a terrível sensação de insegurança em determinados momentos da vida ... Quando nada mais parece sustentar nossa caminhada, nós percebemos que sem Deus não é possível ter segurança.Em Jeremias 17,7: “Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor”. Tropeçar na vida, cair, fazer a experiência de queda diante das dificuldades é algo que faz parte da nossa vida. Mas uma coisa diferencia o homem de fé daquele que não possui fé. A pessoa que possui uma fé verdadeira sabe que, mesmo caindo, pode e deve erguer-se, aprendendo com a queda uma lição de vida. Por mais difícil que seja o caminho que devemos percorrer é preciso ter na mente e no coração de que Deus é sempre a nossa segurança e salvação. Sem Ele nada somos, sem Ele seremos invadidos pelo fracasso, pelo desanimo, pela insegurança. Lembre-se sempre sozinho nada podemos, mas sustentados pela graça de Deus somos mais que vencedores.

Oração:
Bondoso Senhor, vem em nosso auxílio,
aumenta a nossa fé,
para que sejamos capazes de sentir
cada vez mais sua presença. Amém!
Padre Alberto Gambarini