Campanha SOS Matriz

quinta-feira, 7 de junho de 2012

QUEIRA O ESPÍRITO SANTO DE TODO O CORAÇÃO



Não é preciso que você participe de encontros especiais para ser batizado no Espírito Santo. Existem as "Experiências de Oração", os "Seminários de Vida no Espírito" e muitos outros tipos de encontros. Isso tudo é muito bom, pois ajuda as pessoas a adquirirem mais conhecimentos e se abrirem a essa graça.

Muitos receberam a efusão do Espírito Santo em alguns desses encontros. Eles foram preparados para recebê-Lo. Com essa preparação, abriram-se e permitiram o batismo no Espírito Santo de Deus. No entanto, essa não é a única maneira. Eu O recebi assim, de repente. Padre Haroldo Rahm, SJ, passou por mim, falou sobre o que eu queria, graças a Deus; eu buscava e pedi.

Há pessoas que recebem a efusão do Espírito Santo ao lerem livros sobre esse assunto. Elas querem, estão buscando, pedem e, por isso, recebem essa graça. Outras recebem o Espírito Santo escutando áudios de palestras. Como você pode perceber, existem muitas maneiras, mas o importante é querer essa bênção de todo o coração.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

POR QUE IR A IGREJA ?


Lá mataremos nossa sede

Nas regiões onde a carência de água é bastante prejudicial à sobrevivência do ser humano, os caminhões-pipa são indispensáveis para que muitas famílias possam receber periodicamente o mínimo necessário de água para sua sobrevivência. Sem este veículo que leva a água em seu reservatório, muitas famílias estariam condenadas a conviver com a falta d'água. E todos sabem que esse líquido é um elemento necessário para nossa sobrevivência.
O caminhão-pipa transportando a água está de certa forma levando vida a todos aqueles que dependem  dessa substância para continuar vivos. Abastecido, ele cumpre o seu papel de ser um rio onde não há nascentes.
Muitas pessoas se perguntam qual a importância de participar da Igreja. Muitos se afastam da comunidade cristã pelos mais variados motivos. Outros até participam, mas voltam para casa do mesmo modo como chegaram. Em meio a uma sociedade que, muito rapidamente, vai criando a mentalidade de que a espiritualidade é algo individualista, qual o sentido de participar da Igreja? Por que ir à igreja?
Muitas vezes se chega à igreja como um caminhão-pipa, porém vazio, sem a água necessária que é sinal de vida. Diante do mistério de Deus, da Palavra proclamada, refletida e meditada, do pão e do vinho que se tornam o Corpo e Sangue de Cristo, nos abastecemos da Vida em Plenitude oferecida pelo próprio Cristo. Deste modo voltamos para casa cheios da Água Viva e, assim, podemos partilhar com aqueles que convivem conosco a Água que em nós foi depositada em nosso coração.
O coração é o depósito da Vida em Plenitude, no qual levamos o amor de Deus a nossos irmãos e irmãs. Quando deixamos de participar da Igreja nosso coração fica vazio e seco. Como alguém pode saciar a sede de outra pessoa se não possui nem mesmo água suficiente para saciar a própria sede?
Um caminhão-pipa só cumpre seu papel se estiver abastecido de água. Um ser humano só se sente completo como pessoa se estiver abastecido da presença de Deus. Por que ir à igreja? Ir à igreja porque nela está a Fonte de Água Viva, que sacia nossas sedes interiores. E porque, uma vez abastecidos da presença de Deus em nós, podemos levar esta mesma Água a todos aqueles que pedem uma gota da Água da Vida, a qual lhes devolva o sentido de viver em uma sociedade que partilha outras águas artificiais que não saciam a sede; mas pelo contrário, fazem com que o ser humano sempre tenha mais sede de vida verdadeira.
Ir à igreja porque lá encontramos a comunidade reunida. Na união com os irmãos e irmãs de comunidade partilhamos as dores e alegrias da vida em uma comum unidade. Ir à igreja porque é lá que o milagre da Eucaristia acontece em toda Santa Missa celebrada. Ir à igreja para voltarmos para casa melhores do que chegamos.
Muitas pessoas quando voltam para casa, ouvem de seus familiares: “Você foi rezar e voltou pior?” Quando voltamos para casa abastecidos do Amor de Cristo em nós é impossível voltarmos para o cotidiano da vida do mesmo jeito que chegamos. Somente quem teve sua sede saciada por Deus poderá saciar a sede de outras pessoas com o mesmo amor que recebeu.
Se o caminhão-pipa leva a água que sacia a sede humana biológica, nós somos convidamos a sair da igreja com o coração abastecido da Água Viva que sacia a nossa sede humana do Amor Divino.
Padre Flávio Sobreiro

A DOR HUMANA COMO LUGAR DE REVELAÇÃO


O sofrimento nos leva a Cristo

Em sua Carta Apostólica sobre o significado cristão do sofrimento humano (já expressa em nosso trabalho), “Salvifici Doloris” (1984, n° 26), o saudoso Pontífice João Paulo II expressou, com maestria, a ideia enunciada: A dor humana como lugar de "revelação".
“Temos visto, através dos séculos e das gerações, que há no sofrimento um certo poder escondido, ou seja, uma graça especial que leva a pessoa, interiormente, para perto de Cristo. Uma graça particular.
A esta ficaram a dever a sua própria conversão muitos santos, como, por exemplo, São Francisco de Assis, Santo Inácio de Loyola, etc. O fruto de semelhante conversão é não apenas o fato de que o homem descobre o sentido salvífico do sofrimento, mas sobretudo que no sofrimento ele se torna um homem totalmente novo”.
De fato, a partir do evento Cruz, a dor humana se tornou um lugar privilegiado de manifestação/revelação do Sagrado, da presença e ação do próprio Deus, que, no mistério de sua Sexta-feira Santa, atrai a si todos os homens (cf. Jo 12,32). E este poder escondido – acima citado pelo Pontífice – presente no mistério da dor, manifesta, concretamente no território humano, a sua graça particular: No “alto do madeiro” o coração do homem sofredor tende a se dilatar e, a consequentemente, se questionar sobre a própria existência e sobre sua finalidade no solo de nosso tempo.
Precisamente aí ele “pode” – exercendo sua liberdade de criatura – olhar a seu lado e perceber que não está só, pois com ele está também o “Crucificado por excelência”, acompanhando-o em seu sofrer cotidiano e manifestando-Se a ele em expressão máxima de amor/doação por intermédio do emblema de sua dor.
O Crucificado da Sexta-feira Santa se torna presente na dor dos sacrificados do mundo. A paixão do mundo é alcançada e fermentada pela Paixão de Cristo, de modo que o peso da finitude não se torna ocasião de desespero e de condenação, mas caminho de ressurreição e de vida.
Ele, que, por amor à criatura humana e em obediência ao Pai, “foi transpassado” (cf. Zc 12,10; Jo 19,37) pela dor/finitude e pelo abandono, acompanha todos os crucificados de nossa terra, oferecendo a estes um perene sentido para seu sofrer, e inserindo-os em valores que transcendem a imanência (visão encerrada na finitude) própria da criaturalidade humana.
Na cruz do homem o Crucificado se desvela profundamente sob o signo do amor: “mais forte que a finitude e a morte” (cf. Ct 8,6b), e que tudo redime em seu sacrifício de obediência e liberdade.
Assim sendo, a partir de Cristo sofredor, a dor do homem se torna um específico território de revelação de um Deus que não o abandona à mercê de seus próprios dissabores, mas, que segue com ele até o fim de sua “Via Crucis” (Via dolorosa; em seu caminho de sofrimentos).Como consequência de tal compreensão, a dor do homem acaba por manifestar-se como uma perene possibilidade de redenção/salvação e, evidentemente, como um preciso espaço de revelação para os que a experienciam e para toda a humanidade
Padre Adriano Zandoná

quarta-feira, 6 de junho de 2012

POR QUE ME PERTUBO FACILMENTE ?



Grandes perturbações, muitas vezes, surgem de escolhas malfeitas; e é sobre isso que eu quero conversar um pouquinho com você. Muitas de nossas perturbações possuem origem nos momentos em que escolhemos sempre o que seria mais fácil, sem muitas exigências, e assim, a gente segue escolhendo facilitar aqui, ali e acolá, sem fazer crescer o amor, a misericórdia, a paciência, a capacidade de perdoar e esperar; qualidades que são tão úteis e fundamentais para crescermos.

É por isso que muita gente perde até o sentido da vida! As escolhas fáceis retiram o sabor que a vida tem, enfraquece o que precisa ser forte e vibrante em nós, acomoda o que necessitaria ser movido, fragilizando a alma e as forças do coração! Observe-se e verá!

Escolhas fáceis geram pessoas frágeis e, por isso, perturbadas! Essa perturbação é a ausência de sentido da vida!

Ricardo de Sá

terça-feira, 5 de junho de 2012

A PAZ É O DOM QUE CONTÉM TODOS OS OUTROS

Desejar “a paz” [shalom] a alguém era a saudação judaica corrente tanto na hora da chegada como na despedida. O mundo oferece muitas formas paliativas de “paz”, diferentes da apresentada e desejada por Jesus.
Todos nós precisamos e devemos ser portadores e construtores desse dom. Onde estivermos, deveremos espalhar a paz vinda de Cristo, que é diferente da paz do mundo. A paz que vem de Deus é duradoura e eficaz.
A paz oriunda de Jesus Cristo nasce de um amor mais forte que a morte, porque Ele morreu e ressuscitou por nós. Cristo é a nossa paz!
Jesus, eu confio em Vós!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

PARA SEGUIR JESUS É PRECISO PASSAR PELA CRUZ


A Paixão de Jesus está presente nas paixões de tantas pessoas que vivem nas comunidades, nas pastorais, nos movimentos sociais e testemunham, radicalmente, o projeto libertador de Jesus de Nazaré. Assim, os anúncios da Paixão se tornam o centro, o núcleo da fé cristã na perspectiva da Ressurreição. Esta é a força motivadora para superarmos as contradições, as dificuldades e os desafios da caminhada.
Estão subindo para Jerusalém e, embora já saibam qual será o destino de Jesus, acontece o anúncio: “…o Filho do Homem vai ser entregue aos chefes dos sacerdotes e aos doutores da Lei. Eles O condenarão à morte e O entregarão aos pagãos. Vão caçoar d’Ele, cuspir n’Ele, torturá-Lo e matá-Lo. Depois de três dias, Ele ressuscitará”.
Esse último anúncio mostrará, claramente, que o seguimento de Jesus não tem privilégios como pensavam os discípulos, porque a caminhada não é marcada apenas de glória, mas pela coragem de deixar tudo para suportar a opção de vida que os levará ao longo do caminho. A estrada de Jesus será marcada de rejeição, perseguição, luta e sofrimento. Essas são as condições para chegar à glória. Para, definitivamente, segui-Lo é preciso estar curado da surdez e da cegueira que estavam presente durante todo o percurso. Essa era a razão pela qual os apóstolos tinham dificuldade de compreender a mensagem de  Cristo sobre Sua Paixão como condição para segui-Lo.
O Senhor nos anuncia que o seguimento a Ele deverá passar pela cruz, pois  seguimento e cruz são inseparáveis. Porém, os apóstolos não compreenderam e, entre si, discutiram quem era o maior (9,34).
Jesus lhes mostrará que o maior é aquele que serve; o primeiro deve ser o último, mudando assim, completamente, a lógica da caminhada.
Padre Bantu Mendonça

SANTÍSSIMA TRINDADE


O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Deus se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo. Foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem nos revelou este mistério. Ele falou do Pai, do Espírito Santo e d'Ele mesmo como Deus. Logo, não é uma verdade inventada pela Igreja, mas revelada por Jesus. Não a podemos compreender, porque o Mistério de Deus não cabe em nossa cabeça, mas é a verdade revelada.
Santo Agostinho (†430) dizia que: “O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte primeira e, pela doação eterna deste último ao Filho, do Pai e do Filho em comunhão” (A Trindade, 15,26,47).
Só existe um Deus, mas n'Ele há três Pessoas divinas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Não pode haver mais que um Deus, pois este é absoluto. Se houvesse dois deuses, um deles seria menor que o outro, e Deus não pode ser menor que outro, pois não seria Deus.
A Trindade é Una. “Não professamos três deuses, mas um só Deus em três Pessoas: “A Trindade consubstancial” (II Conc. Constantinopla, DS 421). “O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus por natureza” (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). “Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina” (IV Conc. Latrão, em 1215, DS 804).
A Profissão de Fé do Papa Dâmaso diz: “Deus é único, mas não solitário” (Fides Damasi, DS 71). “Pai”, “Filho”, “Espírito Santo” não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino, pois são realmente distintos entre si: “Aquele que é Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho” (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). São distintos entre si por suas relações de origem: “É o Pai que gera, o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede” (IV Conc. Latrão, e, 1215, DS 804).
A Igreja ensina que as Pessoas divinas são relativas umas às outras. Por não dividir a unidade divina, a distinção real das Pessoas entre si reside unicamente nas relações que as referem umas às outras:
“Nos nomes relativos das Pessoas, o Pai é referido ao Filho, o Filho ao Pai, o Espírito Santo aos dois; quando se fala destas três Pessoas, considerando as relações, crê-se todavia em uma só natureza ou substância” (XI Conc. Toledo, DS 675). “Tudo é uno [n'Eles] lá onde não se encontra a oposição de relação” (Conc. Florença, em 1442, DS 1330). “Por causa desta unidade, o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo, todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho” (Conc. Florença, em 1442, DS 1331).
Aos Catecúmenos de Constantinopla, S. Gregório Nazianzeno (330-379), “o Teólogo”, explicava:
“Antes de todas as coisas, conservai-me este bem depósito, pelo qual vivo e combato, com o qual quero morrer, que me faz suportar todos os males e desprezar todos os prazeres: refiro-me à profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Eu vo-la confio hoje. É por ela que daqui a pouco vou mergulhar-vos na água e vos tirar dela. Eu vo-la dou como companheira e dona de toda a vossa vida. Dou-vos uma só Divindade e Poder, que existe Una nos Três, e que contém os Três de maneira distinta. Divindade sem diferença de substância ou de natureza, sem grau superior que eleve ou grau inferior que rebaixe [...]. A infinita conaturalidade é de três infinitos. Cada um considerado em si mesmo é Deus todo inteiro [...]. Deus os Três considerados juntos. Nem comecei a pensar na Unidade, e a Trindade me banha em Seu esplendor. Nem comecei a pensar na Trindade, e a unidade toma conta de mim (Or. 40,41).
O primeiro Catecismo, chamado "Didaqué", do ano 90 dizia:
"No que diz respeito ao Batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo em água corrente. Se não houver água corrente, batizai em outra água; se não puder batizar em água fria, façais com água quente. Na falta de uma ou outra, derramai três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Didaqué 7,1-3).
São Clemente de Roma, Papa no ano 96, ensinava: "Um Deus, um Cristo, um Espírito de graça" (Carta aos Coríntios 46,6). "Como Deus vive, assim vive o Senhor e o Espírito Santo" (Carta aos Coríntios 58,2).
Santo Inácio, bispo de Antioquia (†107), mártir em Roma, afirmava: "Vós sois as pedras do templo do Pai, elevado para o alto pelo guindaste de Jesus Cristo, que é a sua cruz, com o Espírito Santo como corda" (Carta aos Efésios 9,1).
"Procurai manter-vos firmes nos ensinamentos do Senhor e dos Apóstolos, para que prospere tudo o que fizerdes na carne e no espírito, na fé e no amor, no Filho, no Pai e no Espírito, no princípio e no fim, unidos ao vosso digníssimo bispo e à preciosa coroa espiritual formada pelos vossos presbíteros e diáconos segundo Deus. Sejam submissos ao bispo e também uns aos outros, assim como Jesus Cristo se submeteu, na carne, ao Pai, e os apóstolos se submeteram a Cristo, ao Pai e ao Espírito, a fim de que haja união, tanto física como espiritual" (Carta aos Magnésios 13,1-2).
São Justino, mártir no ano 151, escreveu essas palavras ao imperador romano Antonino Pio: "Os que são batizados por nós são levados para um lugar onde haja água e são regenerados da mesma forma como nós o fomos. É em nome do Pai de todos e Senhor Deus, e de Nosso Senhor Jesus Cristo, e do Espírito Santo que recebem a loção na água. Este rito foi-nos entregue pelos apóstolos" (I Apologia 61).
São Policarpo de Esmirna, que foi discípulo de S. João evangelista, mártir no ano 156, declarou: "Eu te louvo, Deus da Verdade, te bendigo, te glorifico por teu Filho Jesus Cristo, nosso eterno e Sumo Sacerdote no céu; por Ele, com Ele e o Espírito Santo, glória seja dada a ti, agora e nos séculos futuros! Amém" (Martírio de Policarpo 14,1-3).
Teófilo de Antioquia, ano 181, confirmou: "Igualmente os três dias que precedem a criação dos luzeiros são símbolo da Trindade: de Deus [=Pai], de seu Verbo [=Filho] e de sua Sabedoria [=Espírito Santo]" (Segundo Livro a Autólico 15,3).
S. Irineu de Lião, ano 189, afirmou: "Com efeito, a Igreja espalhada pelo mundo inteiro até os confins da terra recebeu dos apóstolos e seus discípulos a fé em um só Deus, Pai onipotente, que fez o céu e a terra, o mar e tudo quanto nele existe; em um só Jesus Cristo, Filho de Deus, encarnado para nossa salvação; e no Espírito Santo que, pelos profetas, anunciou a economia de Deus [...]" (Contra as Heresias I,10,1).
"Já temos mostrado que o Verbo, isto é, o Filho esteve sempre com o Pai. Mas também a Sabedoria, o Espírito estava igualmente junto d'Ele antes de toda a criação" (Contra as Heresias IV,20,4).
Tertuliano, escritor romano cristão, no ano 210: "Foi estabelecida a lei de batizar e prescrita a fórmula: 'Ide, ensinai os povos batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo'" (Do Batismo 13).
E o Concílio de Nicéia, ano 325, confirmou toda essa verdade:
"Cremos [...] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido do Pai como Unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, consubstancial com o Pai, por quem foi feito tudo que há no céu e na terra. [...] Cremos no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai, com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o qual falou pelos Profetas" (Credo de Nicéia)
Felipe Aquino

domingo, 3 de junho de 2012

ADORAÇÃO, CAMINHO PARA CURA



A cura física e espiritual de que necessitamos está na adoração Eucarística. Está em nos aproximarmos do trono da graça com o propósito de sermos atingidos pela divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Precisamos adorar em espírito e em verdade. Mesmo na fraqueza, usar nossa boca, nossa mente, nossos sentimentos, nossos joelhos para adorar a Jesus. A cura virá sobre nós. Essa é a maneira de o Senhor agir.

Jesus apontou o caminho para a cura: a adoração. O Pai está procurando adoradores em espírito e em verdade. Adorar em espírito quer dizer colocar o nosso espírito em adoração. Temos a graça do batismo no Espírito Santo, somos cheios dos Seus dons, Ele ora em nós. Mesmo que nossa carne esteja doente, podemos orar em espírito.

Talvez estejamos com a alma cheia de dor em decorrência de problemas e situações que parecem ser difíceis de resolver. Por isso não temos palavras para adorar o Senhor. Mas, na Carta de São Paulo aos Romanos, lemos: “O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis” (Rm 8,26).

Não temos palavras para nos expressar diante de Jesus Eucarístico, mas o Espírito vem em nosso auxílio. Se você se entrega nesse tipo de oração, mesmo em meio à muita dor e lágrimas, estará adorando em espírito e em verdade

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

VOCE NECESSITA DE ARMAS ESPIRITUAIS



Para ver sua família liberta, você precisa de armas espirituais poderosas. A arma espiritual que Deus está lhe dando é o Espírito Santo, com todos os Seus dons.

A cada um é dada a manifestação do Espírito, em vista do bem de todos. A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de conhecimento segundo o mesmo Espírito. A outro é dada a fé, pelo mesmo Espírito. A outro são dados dons de cura, pelo mesmo Espírito. A outro, o poder de fazer milagres. A outro, a profecia. A outro, o discernimento dos espíritos. A outro, a diversidade de línguas. A outro, o dom de as interpretar. Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo. De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num só Espírito, para formarmos um só corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito (I Cor 12,7-10.12-13).

Quando nasce uma criança, a primeira coisa que se quer saber é se ela é perfeita. Os pais da criança a querem perfeita: que não lhe falte nenhum de seus órgãos. É doloroso quando a criança nasce sem algum órgão.

Deus não quer o corpo, que é a Sua Igreja, com deficiências: ao contrário, Ele quer que ele tenha todos os membros perfeitos. Não basta ter orelhas, é preciso ouvir. Não basta ter olhos, é preciso ver. Não basta ter boca, é preciso falar. Não basta ter pés, é preciso andar. Não basta ter mãos, é preciso movê-las.

O Altíssimo não quer uma Igreja atrofiada. Se padecemos tanto é porque o inimigo de Deus nos tem amarrado, cegado, ensurdecido, amordaçado e segurado nossos pés e nossas mãos para não andarmos nem agirmos: ele tem nos impedido de usar os dons. Já fomos impedidos demais! Deus não quer mais isso, Ele quer que os dons do Espírito Santo estejam em Seu corpo, que é a Igreja.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

HOJE NOSSA SENHORA QUER NOS VISITAR


Há momentos em nossa vida, a depender do que estamos vivendo, que precisamos de graças especiais para seguirmos em frente.
Hoje é um dia especial porque celebramos a festa da visitação da Virgem Maria à sua prima Isabel; por essa razão é propício para suplicarmos ao Senhor que nos visite por meio de Nossa Senhora e nos socorra em todas as nossas necessidades. Quando Isabel recebeu a visita da Santíssima Virgem, teve a vida completamente transformada e tudo se fez novo.
“Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo” (Lc 1,40-41).
O que hoje na sua vida precisa ser renovado? Rezemos com o coração cheio de confiança na materna intercessão da Virgem Maria: Cuide de mim, Mãezinha do céu.
Jesus, eu confio em Vós!

sábado, 2 de junho de 2012

TRISTEZA NÃO É DEPRESSÃO’

Temos uma boa notícia: aquela tristeza que bate de vez em quando, vontade de sumir e de chorar, não é depressão. Segundo o psicólogo Alexandre Rivero, a tristeza é comum, vivenciada por todo ser humano ao longo da vida. A depressão, por outro lado, é um processo de adoecimento que paralisa a vida da pessoa.
“Na depressão não queremos contato com ninguém, a pessoa se sente culpada, vive chorando, fica irritada e o seu humor oscila muito. É como se a energia para a vida fosse embora”, explica Rivero. Além disso, há uma série de sintomas físicos que acompanham a doença, como manchas roxas pelo corpo, dor no estômago, dor no coração, falta de ar, perda de apetite e falta de sono
De acordo com o psicólogo, pesquisas modernas sobre a depressão apontam ainda que o estereótipo de perfeição, vendido pela mídia e pela sociedade, influencia o quadro depressivo. “A mídia arquiteta um corpo perfeito, sucesso o tempo todo… No imaginário do jovem criam-se parâmetros absurdos e inatingíveis que o fazem se depreciar”.
Para Rivero, quando o jovem tem com quem dialogar suporta mais a ansiedade de ‘ser perfeito’ e filtra melhor o que recebe. “Quando o jovem vive sob muita pressão se sente na obrigação de ter uma identidade rapidinho, daí ele se torna presa desses grupos que oferecem ‘modelos prontos’. Essa identidade pré-montada o leva a experiências com sequelas muito preocupantes; o papel da família é fundamental nesse processo”

DEUS NÃO IMPROVISA


Bondade gera bondade

Há quem diga que nossa vida é como o tear e todos os acontecimentos são como fios entrelaçados entre si e revestidos de significados. Nada acontece por acaso e, à medida que o tempo vai passando, vamos, cada vez mais, tomando conhecimento do “bordado”,  resultado da nossa história.
Contemplar a obra terminada é tarefa que foge das nossas mãos, mas colaborar para que ela seja apreciável é missão que se dá na generosidade partilhada por nós a cada dia.
Nossa vida é repleta de acontecimentos, às vezes passam-se anos sem sabermos notícias de quem um dia fomos cúmplices e, de repente, o reencontro acontece. Em outros casos fomos ajudados por alguém e nunca o encontramos para, ao menos, lhe agradecer. Há também situações em que não conseguimos ser tão gentis com alguém como deveríamos, mas não houve tempo para, nem sequer, pedir-lhe perdão... E por aí seguem os acontecimentos que se entrelaçam como fios, dando cor e forma ao "bordado" da nosso história.
Ouvi uma história que me fez pensar muito sobre isso. Partilho com você:
Conta-se que, há muitos anos, um aristocrata inglês dirigia-se da Escócia para Londres a fim de participar de uma sessão urgente do Parlamento. A sua carruagem ficou atolada na lama e ele estava à beira do desespero quando um jovem camponês apareceu com a sua junta de bois e a puxou para a estrada seca. O homem nobre ficou tão grato que perguntou ao rapaz como lhe poderia agradecer. O rapaz respondeu que não era preciso nada, pois ficava feliz por ter sido útil. Mas o aristocrata insistiu, perguntando-lhe: “Com certeza tens um sonho, ou alguma coisa de que gostarias de realizar na vida?” Então o jovem respondeu: “Sempre sonhei em me tornar médico, mas isso nunca será possível para mim”
Quando o lorde chegou a Londres tomou providências para que o jovem camponês recebesse uma bolsa de estudos e estudasse nas melhores escolas. Anos mais tarde, num momento decisivo da Segunda Guerra Mundial, Sir Winston Churchill estava morrendo vitima da gripe pneumônica. Nessa ocasião foi-lhe administrado um novo remédio que lhe salvou a vida. Era a penicilina. O remédio tinha sido descoberto pelo Dr. Alexander Fleming, ninguém mais nem menos do que aquele jovem camponês. E o lorde inglês que lhe tinha dado a bolsa de estudo, era justamente o pai do próprio Winston Churchill.
É interessante observar, ainda mais com a ajuda da história, o quanto estamos interligados uns aos outros e como nossos atos gratuitos de bondade tocam as pessoas que estão à nossa volta. Fica bem claro que a lei da natureza funciona também neste sentido: O que plantamos é isso que vamos colher.
Tudo começou com um simples gesto de bondade da parte de um rapaz do campo. A resposta foi outro ato de bondade, que se tornou benéfico para toda a humanidade. Milhões de pessoas, até hoje, são curadas de doenças terríveis graças à descoberta da penicilina. Ou seja: graças à generosidade partilhada pelo pobre e pelo rico. Este é um exemplo apenas, entre tantos que conhecemos.
É bom saber que não estamos isolados neste mundo! Independentemente da nossa condição, nossos atos têm consequências e podem podem mudar muitas coisas. Eu, particularmente, já vi realidades difíceis serem mudadas pelos pequenos e constantes gestos de bondade. Poderia citar aqui o caso de um esposo agressivo, sem fé e preso aos vicíos voltar para sua família e tornar-se um homem bom devido ao amor persistente e corajoso de sua esposa, que nunca deixou de o tratar bem e rezar pela  conversão dele durante anos.
E a história não para, Deus, que é o Autor da bondade, constantemente bate à nossa porta à espera de que possamos dar um "sim" à generosidade, como fez a Virgem Maria.  
O Cardeal Inglês, Seán O'malley, certa vez em visita ao Santuário de Fátima, explicou que foi Nossa Senhora quem, generosamente, abriu as portas da humanidade para Deus entrar pelo "sim" dela. Segundo ele, Deus escolheu colocar o destino de todos os homens nas mãos de uma jovem e contar com a bondade dela para enviar Seu Filho ao mundo e, depois por intermédio d'Ele, nos salvar. 
E Maria, completamente livre diante de Deus, poderia ter se apegado aos seus projetos pessoais ou alegado estar ocupada, inclusive com “as coisas do Senhor”, a ponto de não O poder servir e Lhe dizer "não". No entanto, ela foi generosa, aceitou despojar-se de si mesma e, com seu “sim”, permitiu a Deus entrar na nossa história e na nossa família humana. Desta forma, a Santíssima Virgem tornou-se o modelo a ser seguido por cada um que, ao passar por este mundo fazendo o bem, deseja um dia ser reconhecido pelo Senhor como “Benditos do meu Pai [...]” (Mt 25,34).
Hoje, inspirados pelo exemplo da Mãe de Deus e de tantos outros que conhecemos, tenhamos a coragem de optar pelo bem. Isso, sim, vale a pena! O tear da nossa vida precisa de fios coloridos e fortes para dar continuidade à obra começada desde o nosso nascimento. Estejamos atentos e não deixemos passar as oportunidades que temos de praticar o bem, principalmente para com os mais necessitados, sabendo que Deus não improvisa. A bondade ou a maldade que semeamos hoje havemos de colher amanhã.
Dijanira Silva

sexta-feira, 1 de junho de 2012

SUA LUZ NOS DÁ A VIDA .SEU AMOR NOS DÁ O CÉU


Amparados na fé, que transforma aflição em conforto e nos faz acreditar em dias melhores, somos iluminados pelo carinho de Nossa Senhora e abençoados por sua presença. Aprendemos com seus gestos o valor de pensar no próximo, o poder de ceder pela harmonia da família, o olhar carinhoso nos momentos em que as palavras fogem e o incondicional amor dedicado a seus filhos.

É com a graça de todos que participam desta obra de evangelização que deixamos nosso carinho a todas as mães que vivem para levar luz e amor ao próximo. Que Nossa Senhora, a Mãe da Divina Providência, interceda por nosso futuro, iluminando e protegendo nossos passos. Mãe de amor e de bondade

SENHOR ENSINA-NOS A PROCURÁ-LO


Todo homem tem sede de Deus, mesmo quando ele não sabe dizer o que está procurando.
“Vamos, coragem, pobre homem! Foge um pouco de tuas ocupações. Esconde-te um instante do tumulto de teus pensamentos. Põe de parte os cuidados que te absorvem e livra-te das preocupações que te afligem. Dá um pouco de tempo a Deus e repousa n’Ele.
Entra no íntimo de tua alma, afasta tudo de ti, exceto Deus ou o que possa ajudar-te a procurá-lo; fecha a porta e põe-te à sua procura. Agora fala, meu coração, abre-te e diz a Deus: Busco a vossa face; Senhor, é a vossa face que eu procuro (cf. Sl 26,8).

E agora, Senhor meu Deus, ensinai a meu coração onde e como vos procurar, onde e como vos encontrar. Senhor, se não estais aqui, se estais ausente, onde vos procurarei? E se estais, em toda parte, por que não vos encontro presente? É certo que habitais numa luz inacessível e como chegarei a ela? Quem me conduzirá e nela me introduzirá, para que nela eu vos veja? E depois, com que sinais e sob que aspecto vos devo procurar? Nunca vos vi, Senhor meu Deus, não conheço a vossa face.

Ensinai-me a vos procurar e mostrai-vos quando vos procuro; pois não posso procurar-vos se não me ensinais nem encontrar-vos se não vos mostrais. Que desejando eu vos procure, procurando vos deseje, amando vos encontre, e encontrando vos ame” (Santo Anselmo, Bispo).

Senhor, inclina o nosso coração em Tua direção para que O encontremos e contemplemos a Tua face.
Jesus, eu confio em Vós!

VISITAÇÃO DE MARIA SUA PRIMA ISABEL


Uma reflexão sobre o significado da visita de Maria a sua prima Isabel.
reflexão sobre a visita de Maria a Isabel
A Visitação da Virgem Maria a sua prima Santa Isabel, cuja festa comemoramos dia 31 de Maio, é um acontecimento no mínimo enigmático, que não compreendemos facilmente. Maria estava grávida e partiu para uma longa viagem, pois na época não havia as estradas e os meios de transporte de hoje. De Nazaré, na Galileia, até Ain Karin, na Judéia, onde morava Isabel são 150 quilômetros de distância. Para ir até a casa de sua prima eram necessários vários dias de viagem. Certamente não foi uma viagem fácil, principalmente por causa da gravidez de Maria. Por isso, não é fácil compreender o que levou Nossa Senhora a empreender essa caminhada.
Maria, contra todas as expectativas, depois de receber do anjo Gabriel o anúncio: “Conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus” (Lc 1, 31), ela parte para a casa de Isabel. Lembre-se que Isabel estava grávida de seis meses (cf. Lc 1, 36). Quando Nossa Senhora saudou Isabel, “a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (Lc, 1, 41). Era João Batista, primo de Jesus, que estava no ventre de Isabel e certamente teve sua vida marcada pelo seu encontro com o Verbo Encarnado.
Isabel, depois de saudar Maria, diz: “Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar? (Lc 1, 43). Ela diz isso por que Nossa Senhora, sua prima, estava grávida do Verbo Encarnado e, por isso, estranha a sua visita. Isabel também não compreendeu o motivo daquela visita inesperada de Maria, principalmente por que ela seria mão do seu Senhor.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

ONDE ESTÁ O ESPÍRITO DO SENHOR , AI HÁ LIBERDADE

Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo durante toda a Sua caminhada terrena e, assim, também deve ser a nossa vida. Há uma grande sede de liberdade em nós, e a melhor forma de a vivenciarmos é deixando-nos guiar pelo Espírito Santo, “porque onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (II Cor 3,17b).
Muitas vezes, deparamos com certos sentimentos confusos em nosso interior e necessidades cuja origem desconhecemos. Nessas horas devemos pedir ao Espírito Santo que venha em nosso auxílio e nos mostre a razão pela qual está acontecendo, porque Ele nos conhece verdadeiramente e sempre vem em socorro da nossa fraqueza.
Invoquemos hoje o Espírito Santo Paráclito de todo o nosso coração para que vivamos a verdadeira liberdade dos filhos de Deus.
Vinde, Espírito Santo! Vinde com força, vinde com poder!
Jesus, eu confio em Vós!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

QUEM NÃO AMA NÃO CONHECE A DEUS

”Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele” (I Jo 4,16b).
A grande graça para nós é amar e morrer amando. Mesmo se cumprirmos todos os Mandamentos da Lei de Deus, se não amarmos, isso de nada nos valerá.
Só conhecemos a Deus verdadeiramente se amamos a Ele e a nossos próximos. E um dos grandes frutos do amor é querer e fazer o bem ao outro.
O amor traduz-se em gestos concretos; lembremo-nos daquelas pessoas que nos causaram mal e peçamos ao Espírito Santo que nos aproxime delas e nos conceda a graça de amá-las e perdoá-las.
”Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. Quem não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor” (I Jo 4,7-8).
Ao amarmos somos os primeiros beneficiados, porque o amor cura, liberta, restaura e nos conduz à plena liberdade. Olhemos para Jesus, que se entregou por amor a nós e sigamos o exemplo d’Ele.
Jesus, eu confio em Vós!

TERÇO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO


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Primeiro Mistério:
Na conta grande:
Neste primeiro mistério contemplamos como Nosso Senhor Jesus Cristo desceu do seio de seu eterno Pai para vir ao mundo e livrar-nos com Sua morte santíssima da escravidão do pecado, a abrir-nos as portas do céu.
Nas contas pequenas:
Bendito e louvado seja o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, o fruto do ventre sagrado da Virgem puríssima (Dez vezes)
Jaculatória:
Ó Jesus, Deus de bondade, da paz e Autor da vida, enchei nossos corações de vosso divino amor!
Oração:
Santíssimo Jesus, pela infinita caridade com que quisestes sofrer a fraqueza humana para o nosso bem e nossa felicidade, nós Vos pedimos o perdão de nossas culpas e um amor para Convosco que abrase nosso coração de tal sorte que só procuremos a Vossa honra e a Vossa Glória.

Segundo Mistério
Na conta grande:
Neste segundo mistério contemplamos como Nosso Senhor Jesus Cristo nasceu no presépio de Belém, desprezado, pobre e desconhecido para nos merecer o Céu e ensinar-nos a desprezar as riquezas da terra e procurar só as do Céu.
Nas contas pequenas:
Bendito e louvado seja! (Dez vezes)
Jaculatória:
Ó Jesus Divino, nossa vida, nosso amor, enchei o nosso espírito de um verdadeiro fervor.
Oração:
Ó bondade infinita do meu Jesus, de infinita caridade e sabedoria, com que quisestes nascer sobre a terra, experimentando logo as tiranias do cego mundo para assim ensinardes aos vossos escolhidos e lhes conseguirdes a felicidade eterna, nós vos pedimos que purifiqueis os nossos corações do vil interesse por honras e riquezas caducas e os orneis dos puros sentimentos de que é dotado o Vosso, para que assim, desprezando tudo que é terreno, só a vós louvemos e amemos. Amém.
Terceiro Mistério
Na conta grande:
Contemplemos neste mistério como Nosso Senhor Jesus Cristo na noite da Ceia institui este Sacramento de amor, repartindo entre Seus discípulos com Suas próprias mãos o seu Santíssimo Corpo, para os confortar e encher de amor e santidade.
Nas contas pequenas:
Bendito e louvado seja! (Dez vezes)
Jaculatória:
Bom Jesus, nós vos louvamos no sacramento do Amor; sede sempre para nós um compassivo Senhor!
Oração:
Santíssimo Jesus e Bom Pastor de nossas almas, pela infinita caridade com que Vós quisestes deixar sacramentado para nosso socorro, amparo e consolação, nós vos pedimos que não consintais que nossos corações tenham amor e interesse mais do que a Vossa Honra e a Vossa Glória. Amém.
Quarto Mistério
Na conta grande:
Contemplemos neste mistério como Nosso Senhor Jesus Cristo, justamente no dia em que instituiu o Sacramento augusto de Seu Santíssimo Corpo, foi ofendido pelo pérfido Judas, que não temeu recebê-lo indignamente.
Nas contas pequenas:
Bendito e louvado seja! (Dez vezes)
Jaculatória:
Bom Jesus, sejais Bendito, pois sois Nossa Redenção; sois toda nossa ventura. nosso amparo e nossa consolação.
Oração:
Santíssimo Jesus, Mestre de paciência e bondade, pela mansidão e pelo sofrimento consentistes que Vosso indigno discípulo Vos recebesse sacrilegalmente. Pedimos que não permitais que nós pecadores sem a cândida estola da graça Vos recebamos, mas antes enchei-nos de uma grande pureza e perfeita caridade, para termos o prazer de muitas vezes comungar e louvar-Vos. Amém.
Quinto Mistério
Na conta grande:
Contemplemos neste mistério como Nosso Senhor Jesus Cristo, depois de Sua ressurreição, apareceu a Seus discípulos confirmando-os na fé e nas verdades do Reino Eterno, prometendo-lhes mandar sobre eles o Divino Espírito Santo, para os encher de todas as virtudes.
Nas contas pequenas:
Bendito e louvado seja! (Dez vezes)
Jaculatória:
Coração misericordioso de Jesus, tende misericórdia de nós!
Oração:
Ó bom Jesus, pelo inefável mistério da vinda do Espírito Santo sobre Vossos apóstolos e discípulos, nós vos pedimos que sejam cheias as nossas almas de Vossas santíssimas luzes, para acertarmos o caminho reto de Vos servir e amar, afim de termos a felicidade de sempre Vos louvar sobre a terra, e reinar Convosco no Céu, por todos os séculos.
Amém.

TUDO MUDARÁ EM SUA VIDA COM A AJUDA DO ESPÍRITO SANTO



O que é ser batizado no Espírito Santo? Desde seu batismo, Deus está em você. O Pai, o Filho e o Espírito Santo estão em você. Mas não basta, pois é preciso que esse Deus, que está em você, venha à tona. De que adianta você ter um poço e não tirar água dele? Da mesma forma, de nada adianta Deus estar em você se Ele não se manifesta em sua vida. O batismo no Espírito Santo é isto: o Espírito, que já está em você, vem à tona. Como disse Jesus: “Do seu interior correrão rios de água viva” (Jo 7,38b).
A partir do batismo no Espírito Santo tudo começa a mudar!“Mandas teu espírito, são criados, e assim renovas a face da terra”(Sl 104,30).
Essa renovação da face da terra começa a partir da nossa renovação dia após dia. Essa renovação é carismática, pois é feita com as armas mais poderosas de Deus: os carismas, os dons do Espírito Santo. É só abrir o livro dos Atos dos Apóstolos e veremos quantas maravilhas!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova