Campanha SOS Matriz

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O REMÉDIO QUE NOS LIBERTA DE TODA VAIDADE




A ligação entre o episódio do lava-pés e a Eucaristia está no fato de que, nesta, o Senhor se "perde" completamente. Jesus já havia posto de lado Sua divindade, vindo a nós e fazendo-se homem como nós. Feito homem humilhou-se ainda mais e enfrentou a mais infame das mortes.

Na Eucaristia é como se Ele descesse mais ainda, e "se eclipsasse" totalmente: ali não se mostra Sua divindade, nem mesmo Sua humanidade. Ele se perde totalmente e assume a posição de alimento. Na forma e na aparência de pão e vinho, Ele "se eclipsa" totalmente e se faz escravo a nosso serviço.

Tudo isso para aprendermos a nos despir de nós mesmos, a nos libertar de todo egoísmo, vaidade e presunção. Para nos humilharmos e lavar os pés dos nossos irmãos, assumindo assim nossa posição de escravos de Jesus.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 17 de julho de 2012

POR QUE SÃO TÃO MEDROSO !


Aprenda a reconhecer Jesus em meio aos conflitos

Muitos procuram explicar quem é Jesus. Os discípulos estão na barca em direção à outra margem. O dia está para terminar. “Passar para a outra margem” do lago Genesaré significa ir a outros povos (pagãos) para levar a eles a força da semente. Ser comunidade cristã é estar a caminho, e este é, muitas vezes, penoso e assustador.Jesus participa da travessia cheia de perigos e conflitos, mas tem-se a impressão de que Ele, ao dar a ordem de passar para o outro lado, toma a iniciativa e precede os discípulos no embarque. O evangelista recorda que "havia outras barcas para ele", sinal de que não só a comunidade dos primeiros discípulos, mas as de todos os tempos e lugares são convocadas a atravessar. 
A travessia é difícil e perigosa. Levanta-se um furacão no mar da Galileia, o qual sintetiza as forças geradoras do mal e hostis ao projeto de Deus. A cena toda possui caráter simbólico e catequético, ajudando a buscar, descobrir e superar todos os conflitos que emperram ou tentam sufocar o projeto de vida e liberdade, herança deixada por Jesus aos cristãos. 
Em meio aos conflitos, as comunidades têm a sensação de que Jesus está alheio aos dramas e tempestades que as ameaçam. Ele está na parte de trás da barca e dorme sobre um travesseiro. Aos discípulos cabe a tarefa de remar, enfrentando o furacão. Daí a pergunta um tanto irônica dos discípulos: “Mestre, não te importas se vamos perecer?”
É um pouco a sensação dos que não acreditam, fortemente, na força que levam consigo no barco. De fato, as ordens de Jesus ao vento e ao mar: “Silêncio! Cale-se! E a consequente bonança obtida revelam quem Ele é.
Aplacar o mar e amansar suas ondas é, segundo o Antigo Testamento, prerrogativa exclusiva do Senhor. Em Jesus age Deus. Cristo tem o mesmo poder do Pai de reduzir ao silêncio e ao nada o que impede às comunidades cristãs a realização do projeto divino. Mais do que um Jesus taumaturgo, o Evangelho nos fala de Alguém a quem os cristãos precisam aderir plenamente, como condição única para realizar com sucesso a travessia. ”Por que são tão medrosos? Ainda não têm fé?” 
Só os que, de fato, aderem plenamente ao Senhor é que poderão reconhecê-Lo como Filho de Deus.
Dom Eurico dos Santos Veloso

NOSSA SENHORA DO CARMO


Ao olharmos para a história da Igreja encontramos uma linda página marcada pelos homens de Deus, mas também pela dor, fervor e amor à Virgem Mãe de Deus: é a história da Ordem dos Carmelitas, da qual testemunha o cardeal Piazza: "O Carmo existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e de triunfos, na sua vida interior e espiritual". 
Carmelo (em hebraico, "carmo" significa vinha; e "elo" significa senhor; portanto, "Vinha do Senhor"): este nome nos aponta para a famosa montanha que fica na Palestina, donde o profeta Elias e o sucessor Elizeu fizeram história com Deus e com Nossa Senhora, que foi pré-figurada pelo primeiro numa pequena nuvem (cf. I Rs 18,20-45). Estes profetas foram "participantes" da Obra Carmelita, que só vingou devido à intervenção de Maria, pois a parte dos monges do Carmelo que sobreviveram (século XII) da perseguição dos muçulmanos, chegaram fugidos na Europa e elegeram São Simão Stock como seu superior geral; este, por sua vez, estava no dia 16 de julho intercedendo com o Terço, quando Nossa Senhora apareceu com um escapulário na mão e disse-lhe: "Recebe, meu filho, este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno". 
Vários Papas promoveram o uso do escapulário e Pio XII chegou a escrever: "Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo - e ainda - escapulário não é 'carta-branca' para pecar; é uma 'lembrança' para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte". Neste dia de Nossa Senhora do Carmo, não há como não falar da história dos Carmelitas e do escapulário, pois onde estão os filhos aí está a amorosa Mãe. 
Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

DEUS TEM COMPAIXÃO DAS NOSSAS FERIDAS


Vamos deixar que o Espírito Santo aja e interceda por nós. Talvez você pense que o Ele venha de algum lugar, mas o Espírito Santo é Deus, Aquele que nos revela, ensina e advoga nossas causas juntos ao Senhor. É este Espírito que habita em nós e move a nossa vida.
Diga estas Palavras do Evangelho: "Em verdade, em verdade, vós digo: quem não nascer de novo não poderá ver o reino de Deus". Peça a Deus para abrir seu coração ao Espírito Santo.
Neste tempo de graça, somos convidados a olhar para o coração transpassado do Senhor e depositar nele as nossas enfermidades interiores.
São tantas as feridas internas que carregamos; e nesta ferida exposta de Jesus vamos pedir as curas para as nossas chagas. Muitas vezes, nós nos encontramos perdidos, e quem nos encontra é Jesus. Por isso seu coração ficou transpassado para salvar a cada um de nós.
Quando o coração de Jesus foi apunhalado pela lança pontiaguda do soldado e jorrou sangue e água, a humanidade foi curada das suas chagas. É ao lado do Senhor que você pode curar todos seus machucados.
Só em Deus vamos encontrar a cura das nossas feridas interiores, pois o coração d'Ele foi doado a nós. O maior sacramento de cura interior é a comunhão. Só o homem pode se alimentar do Corpo e do Sangue de Cristo para que Ele se torne vida em nós, curando todas as nossas lesões.
Entregue suas enfermidades a Deus, porque você foi chamado a amar mais e melhor. Deposite no coração d'Ele as feridas que estão abertas em seu coração: são traumas emocionais, interiores, que recebemos ao longo da caminhada. É preciso que você cure estes machucados.
O mundo está repleto de pessoas com ferimentos abertos. Deus tem compaixão da sua lesão e se debruça sobre ela, porque Ele é a eterna misericórdia. A palavra "misericórdia" é tão forte que esconde dois significados importantes: miséria e coração. Isso é Deus, compadecido do nosso sofrimento e curando todos as nossas amarguras. 
Precisamos estar no coração de Deus, pois Ele é o Cordeiro que tira todos os pecados do mundo. Portanto, é preciso retirar esta dor, mas não podemos nos entregar ao pecado,  ainda mais depois que Jesus nos deu livre acesso ao Seu coração. De maneira nenhuma, deixe-se entregar ao pecado, porque não podemos nos tornar escravos deste mal.
Todos somos pecadores e não podemos nos entregar, porque o Senhor veio até nós e deixou a porta do Seu coração aberta para que deixemos ali nossos pecados.
Deus cuida de nós, portanto, entregue suas enfermidades e as retire do seu coração. A minha cura está nas 'chagas gloriosas' de Cristo, portanto lançai suas misérias. Se não nos utilizarmos de Suas chagas para nos curarmos, não entraremos no Reino dos Céus.
Hoje, temos uma aliança de sangue com Jesus, pois Ele veio até nós para curar todos os males do mundo. Não importa o tamanho da sua amargura, da sua dor e da sua tristeza,  é preciso que você entregue estes sentimentos na cruz de Jesus, pois Ele é a cura e a força.
Não existe sofrimento algum que Deus não possa curar. Quando você tiver uma grande dor, seja ela qual for, olhe para cruz e para a chaga aberta; tenha a certeza de que é dali que vem o remédio.
Irmã Maria Eunice

CONSTRUIR UM CAMINHO DE INTERIORIDADE


Estamos refletindo sobre a dinâmica do nosso interior. “No meu interior tem Deus” significa, em primeiro lugar, que Deus habita dentro de nós. Somos portadores da Sua presença. Contudo, esta presença divina em nós é muito discreta. Ela exige de nós um processo de descoberta. Não se trata de um simples “passe de mágica”. Não basta estar ciente de que Deus está dentro de nós e pronto! Não, meus irmãos. É preciso fazer uma linda experiência com esta divina presença em nosso interior.
O nosso mundo é muito imediatista, por isso, somos desafiados constantemente a fazer um caminho de interioridade, precisamos construir esta interioridade .
O processo de construção da própria interioridade não nos priva da luta, precisamos nos empenhar neste processo, e voltarmo-nos para dentro de nós mesmos. E isso não em uma espécie de “ostracismo”, fechado egoísticamente em si, mas sim olhando para a presença 
divina que age em nós e através de nós.
Não se iluda: viveremos a luta neste processo. Diante da perda de um ente querido, diante de uma situação de dor e de sofrimento, nós nos questionamos: “Por quê?” Mas a busca verdadeira que precisamos fazer nesta hora dolorosa é a de descobrirmos o sentido PARA o qual caminhamos mediante esta tribulação.
O beato João Paulo II nos ensinou a respeito da dolorosa experiência do silêncio de Deus. Não é fácil, meus irmãos, caminhar sem respostas. O mundo é muito imediatista. Lembra-se? Mas precisamos reconhecer que as respostas virão com o tempo, com os passos a serem dados a cada dia, dentro deste processo da busca de uma interioridade.
Deus quer falar ao nosso interior. E, neste caminho de regresso interioridade, você precisa estar atento a coisas bem concretas. Jesus se fez humano, Ele se fez gente. E por que disso? Para carregar as nossas fragilidades e alegrias, para se fazer um de nós, exceto no pecado.
Deus não é distância. Ele é proximidade. Ele assumiu as nossas fraquezas. Mas, infelizmente, nós ficamos nos culpando pelas nossas limitações. Não somos é o “super-homem” ou a “mulher-maravilha”. Vamos errar, pois ainda não somos perfeito. Portanto, é preciso que respeitemos nossa própria humanidade.
Quantas pessoas vivem cobrando as outras porque, na verdade, elas mesmas se cobram demais. Pessoas que não conseguem se reconciliar com a sua própria história. Quem não consegue fazer uma experiência de fraqueza na vida terá muita dificuldade em reconhecer a grandeza do amor de Deus.
Deus nos ama não somente por aquilo que fazemos de bom. Ele também nos ama pelas nossas virtudes. Mas, saiba, Deus também nos ama a partir daquilo que trazemos de pior. Eis a gratuidade do amor de Deus! Ele nos ama com esse amor ágape. Um amor sem medidas e que vai ao encontro de nossas mais profundas misérias.
Neste caminho de interioridade quantas feridas, quantos recalques, quantas mágoas e ressentimentos encontraremos dentro de nós. Olhe quanto entulho há dentro de nós e que sufoca a voz de Deus em nosso interior. Não tenha receio de entrar nesta “caverna” e arrancar de lá estes entulhos. Reconcilie-se com a sua história!
Vamos encontrar muita coisa que não gostaríamos de nos deparar durante este caminho de regresso. Mas não desista! Vale a pena fazer este caminho regresso. Vale muito a pena descobrir Deus em nosso interior!
Agora, esta descoberta, não fazemos sozinhos. Somente com o auxílio divino. É Deus que se deixa revelar a cada um de nós. Sozinhos nós não conseguimos remover estes escombros, estes entulhos. Somente Jesus, com o Seu jeito de ser e de falar, é que consegue extrair de nós o melhor que trazemos.
Quando nos depararmos com estes escombros, creia: Jesus nos ajudará. Ele mesmo virá em nosso auxílio para retirar estes entulhos que trazemos em nosso interior.
Veja o que nos afirma a Palavra de Deus em João 4,5-19:
"Chegou, pois, a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto da propriedade que Jacó tinha dado a seu filho José. Havia ali a fonte de Jacó. Jesus, cansado da viagem, sentou-se junto à fonte. Era por volta do meio dia. Veio uma mulher da Samaria buscar água. Jesus lhe disse: “Dá-me de beber!” Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar algo para comer. A samaritana disse a Jesus: “Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?” De fato, os judeus não se relacionam com os samaritanos. Jesus respondeu: “Se conhecesses o dom de Deus e quem é aquele que te diz: ‘Dá-me de beber’, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva”. A mulher disse: “Senhor, não tens sequer um balde, e o poço é fundo; de onde tens essa água viva? Serás maior que nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual bebeu ele mesmo, como também seus filhos e seus animais?” Jesus respondeu: “Todo o que bebe desta água, terá sede de novo; mas quem beber da água que eu darei, nunca mais terá sede, porque a água que eu darei se tornará nele uma fonte de água jorrando para a vida eterna”. A mulher disse então a Jesus: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem tenha de vir aqui tirar água”. Ele lhe disse: “Vai chamar teu marido e volta aqui!” — “Eu não tenho marido”, respondeu a mulher. Ao que Jesus retrucou: “Disseste bem que não tens marido. De fato, tiveste cinco maridos, e o que tens agora não é teu marido. Nisto falaste a verdade”. A mulher lhe disse: “Senhor, vejo que és um profeta!"
Preste atenção, meu irmão, neste diálogo. Veja a paciência com a qual Jesus tem para entrar na nossa história. Esta mulher samaritana tinha uma história “rasa”. Era uma mulher confusa, perdida, tinha vida enrolada. Veja a pedagogia de Jesus: Ele vai pacientemente entrando na história desta mulher, conversa com ela, mostra suas feridas, mas Jesus não fica somente nisso, ele também indica àquela mulher o que ela trazia de bom.
Jesus tem uma “água viva” para nos oferecer, Ele quer hoje saciar a nossa sede, a sede da nossa alma. Você que hoje está se machucando em meio aos vícios, à prostituição, à violência e tantos outros males, saiba: Jesus quer saciar a sede da sua alma! Deixe Ele entrar na sua vida e transformar o seu interior. Jesus revela à samaritana sua identidade de filha de Deus. 
Hoje o Senhor quer fazer isso conosco: Ele nos revela a nossa identidade de filhos de Deus. Esta é a nossa real identidade. Somos feitos para a felicidade e não para a amargura. 
Façamos hoje esta descoberta. Deixemos Jesus sentar-se ao lado do “poço” da nossa existência e falar conosco. Ele quer indicar nossas mazelas e a nossa real identidade. Desta forma, descobrimos a felicidade a partir da bela constatação de que no nosso interior tem Deus.
E, a partir desta constatação, ame concretamente. Porque no nosso interior tem Deus, podemos e devemos agir com amor e por amor. 
Hoje é o dia para você exercer gestos concretos de amor: um beijo, um abraço, um presentinho (quem não gosta de ganhar um?), um elogio, uma palavra de carinho, enfim, porque Deus habita dentro de nós e descobrimos a Sua presença em nosso interior, reconhecemos a força deste amor que supera todas as feridas e mágoas que trazemos.
Padre Adriano Zandoná 

domingo, 15 de julho de 2012

CONFISSÃO PECADO VENIAL



Entre os hebreus usavam-se duas sortes de pesos e de balanças. Havia o chamado peso do Santuário, que era verdadeiro e justo; e o chamado peso público, que era falso e injusto.
Ora, com duas sortes de balanças se pesam também os pecados dos homens. Se se pesam na balança pública do mundo, que é mentirosa e falaz (Prov 11, 1), dir-se-á que o pecado mortal não é coisa de valor, e que o venial, como leve que é, não tem nenhuma importância. Mas esse modo de pensar já o lamentava Santo Antônio de Pádua em seu tempo (Dom. 4 post Trin.).
Os Santos, porém, e as almas iluminadas pela fé, pesam o pecado venial com a balança do Santuário, e por isso, o choravam e detestavam de morte. Santa Catarina de Gênova quase morria ao considerar a gravidade do pecado venial; e São Luís Gonzaga [em sua primeira confissão] caiu desfalecido aos pés do confessor, depois de confessar suas levíssimas culpas. São João Crisóstomo chegou a dizer que lhe parecia que se deviam evitar com mais cuidado os pecados veniais que os mortais. E dá a razão: os pecados mortais por sua natureza repelem [a alma justa]; porém, os veniais, por isso mesmo que são leves, não amedrontam, e se cometem facilmente.
Meditemos, pois, sobre o pecado venial, para nos enchermos de um grande temor de o cometer. Dividiremos a meditação em três pontos: I. O que é o pecado venial; II. Os danos que causa à alma; III. Como Deus o castiga. (...)
Ah! Meu Deus, meu divino Samaritano, eu, pelos meus pecados veniais, me encontro ferido e despojado dos bens sobrenaturais, e só me encontro com a vida da graça. Tende compaixão de mim, curai a minha alma de tantos pecados veniais. Curai-me com o óleo das Vossas divinas inspirações, e com o vinho do Vosso amor fortificai a minha vontade para me levantar, e começar a viver uma vida mais fervorosa.
I. O que é o pecado venial?
Verdadeiramente sábio é aquele que julga das coisas como elas são. Ora, vejamos à luz da fé e da teologia o que é o pecado venial. São Tomás diz que o pecado mortal é uma desordem da alma, pela qual volta as costas a Deus, seu último fim, para aderir à criatura. Para adquirir algum bem temporal, perde o princípio da vida espiritual, que é a caridade do amor de Deus e a graça. Pelo pecado venial, a alma adere a algum bem mundano, mas não de modo que renuncie ao seu último fim, e sem perder o princípio vital da graça. Está enferma, mas não está morta.
1. Suposto isto, discorramos. É certo que o pecado venial não despreza a Deus como o mortal; todavia não faz de Deus a devida estima. Não se opõe de todo à Vontade divina, mas opõe-se-lhe ao menos no modo, como diz S. Tomás (1-2, q. 88, a. I). Desgosta a Deus, não observando perfeitamente os Seus mandamentos.
E se é assim, como se pode chamar leve? Quem tal dissesse proferiria uma blasfêmia, segundo afirma São Bernardo.
No pecado venial não se há de considerar tanto a leve transgressão do divino preceito, quanto a infinita majestade de Deus, que só se contenta com a perfeita observância dos Seus mandamentos. São Jerônimo, escrevendo a Celância, diz: 'Não sei se podemos chamar leve algum pecado que se comete com desprezo de Deus. E só é prudentíssimo aquele que não considera só o que se manda, mas quem manda; nem quão grande é a ordem, mas a dignidade do que ordena'.
2. Ajuntemos a isto que, se o homem falta ao divino preceito em uma coisa pequena, por isso mesmo comete uma falta indesculpável, porque poderia facilmente evitá-la.
Foi maior a culpa de Adão por não obedecer a Deus em coisa tão leve, como era privar-se de comer um fruto, ordem que tão facilmente podia cumprir. Naamam foi censurado também por não cumprir uma lei tão fácil, que lhe impôs o profeta para o curar da lepra, como era banhar-se sete vezes no Jordão. A culpa de Naamam está em que, sendo-lhe imposta condição tão fácil para o curar da lepra, a não quis aceitar por achá-la tão ligeira. Se lhe impusesse o profeta algum remédio violento, certamente que o tomaria. O mesmo motivo tira toda escusa a quem comete um pecado venial; pois, se para evitá-lo tivesse de suportar grande fadiga e vencer uma grande repugnância, poderia haver alguma desculpa se não o evitasse; mas para vencer-se numa coisa tão fácil, que desculpa pode haver?
3. Além disto, devemos considerar o pecado venial em duas relações importantes: em relação à pessoa ofendida, que é Deus; e em relação à pessoa ofensora, que é o pecador.
Com relação à majestade da pessoa ofendida: quem não sabe que, tratando-se de um alto personagem, ninguém tem por leve a menor falta de respeito? Com freqüência lemos nas histórias como grandes príncipes castigaram, com a pena de morte, as menores faltas de atenção e respeito dos seus vassalos. E será o pecado venial uma coisa tão ligeira, ofendendo e desgostando a infinita majestade de Deus? 'Nunca é leve desprezar a Deus numa coisa pequenina', diz São Bernardo. A Lei de Deus se há de guardar como a menina dos olhos, aos quais basta um argueiro para lhes causar uma grande dor.
Com relação à qualidade da pessoa ofendida, que é Deus sob o título de Pai, que filho haverá tão desleal e ingrato, que diga: 'A meu pai não quero tirar-lhe a vida, nem feri-lo mortalmente. Isso não; mas quero desgostá-lo de manhã até à noite, e magoá-lo nas mais pequenas coisas'. Que filho desnaturado seria este! Pois outro tanto faz o pecador com Deus, seu Pai, pagando-Lhe os benefícios com ingratidões, com desacatos, com indelicadezas. É semelhante aos judeus, que não só crucificaram a Cristo, mas O flagelaram, coroaram de espinhos, e insultaram com palavras sarcásticas e afrontosas. E parecerá a alguém coisa leve tanta impiedade?
Com relação ao ofensor, quanto aumenta a malícia do pecado venial o ser cometido por uma alma justa, que pela graça santificante é amiga de Deus, filha adotiva e esposa do Espírito Santo? Quem não sabe que os desgostos e ofensas que se recebem de um amigo, e muito mais de um filho ou de uma esposa, são sempre muito mais sensíveis, que as ofensas recebidas de um estranho ou de um inimigo?
O patriarca Jacó não acabava de se lamentar de que Ruben, seu primogênito, e a quem amava como a pupila dos seus olhos, tivesse cometido em sua própria casa um delito (Gn 49, 3). E o divino Salvador, na traição de Judas, parece sentir menos a entrega a Seus inimigos, que a ingratidão de um discípulo, de uma pessoa, por assim dizer, de Sua família, que por tantos títulos Lhe estava obrigada. Do que se lamentou por boca do profeta Davi: Se meu inimigo me atraiçoasse, eu o suportaria facilmente; mas, tu, meu discípulo e apóstolo?... (Sl 54, 13).
Aqui é o lugar de refletir, como sendo eu tão amado de Deus, de Quem estou recebendo continuamente tantos benefícios, ouso desgostá-lO com as minhas infidelidades, com as minhas culpas, ligeiras sim, mas que ferem profundamente o Seu amoroso Coração. A estas culpas e ingratidões chama o Senhor, pelo profeta Zacarias, feridas profundíssimas que recebe dos que Lhe são mais caros: ' -Que querem dizer estas feridas em meio de tuas mãos? -Delas fui traspassado na casa daqueles que me amavam' (Zac 13, 6).

ESTAR COM CRISTO É ESTAR A FAVOR DA VIDA




Deus não quer apenas filhos para esta terra, mas quer uma multidão de filhos com Ele, na eternidade. O Senhor quer "vida eterna"; e o plano do demônio é acabar com a vida: a vida nesta terra e a vida eterna. O próprio Jesus atesta que ele é assassino: "Desde o princípio ele [demônio] se empenhou em fazer morrer o homem" (Jo 8,44b). Ele faz isso por inveja.

Todas as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação, para a vida, para que haja a vida e em abundância. Quem está com Cristo só pode ser a favor da vida e de tudo aquilo que promove a vida.Quem está com Cristo precisa estar contra tudo aquilo que é a favor da morte. Todos os que estão no trabalho de legalizar a morte, sob qualquer forma, estão com aquele que trouxe a morte a este mundo, ou seja, estão com o maligno.

Estamos em Cristo! Estamos com a Igreja! Estamos com o Papa! Estamos com o defensor da vida e da família! Estamos com Aquele que disse: “Eu vim para que os homens tenham a vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sábado, 14 de julho de 2012

NOSSAS ACÕES REVELAM NOSSO CORAÇÃO


“Toda árvore boa produz  frutos bons, e toda árvore má, produz frutos maus” (Mt 7,17).
Hoje é um novo dia. Temos a oportunidade de começar tudo de novo. Não há ninguém mais verdadeiro conosco do que nós mesmos, por isso podemos nos perguntar sinceramente: Que tipo de árvore tenho sido? Quais frutos tenho produzido?
As nossas ações revelam o nosso coração. Por elas podemos nos avaliar e rever o nosso comportamento. É claro que não vamos conseguir, de uma só vez, remover todas as nossas más ações, mas, com confiança na misericórdia de Deus, podemos melhorar pouco a pouco e imitar as ações de Cristo no nosso dia a dia.
Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.
Jesus, eu confio em Vós!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

TEMOS O HOJE PARA PRATICAR O BEM


Somos filhos de Deus e, naturalmente, devemos fazer o que é próprio do Senhor e agradável a Ele.
É próprio de Deus fazer bem todas as coisas e fazer sempre o bem; é este caminho que Ele nos aconselha a seguir: “Buscai o bem, não o mal, para terdes mais vida” (Am 5,14a).
É sempre um desafio escolher pelas boas atitudes, porque a nossa natureza, muitas vezes, se inclina ao mal, mas, com o auxílio da graça do Todo-Poderoso, nós conseguimos seguir o Seu exemplo.
O amor a Deus nos lança ao amor ao próximo; se isso não acontece, alguma coisa em nossa vida está errada, porque a Palavra de Deus nos assegura: ”Se alguém disser: amo Deus, mas odeio meu irmão, é um mentiroso; pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus a quem não vê” (I Jo 4,20).
Senhor, ensina-nos a fazer sempre o bem e a amar, incondicionalmente, nossos irmãos, mesmo quando tudo se mostra contrário e desencontrado dentro e fora de nós.
Jesus, eu confio em Vós!

A CARNE É FRACA MAS O ESPÍRITO É FORTE


Quando ouvimos falar em castidade, devemos nos lembrar da importância de ver o nosso corpo como o verdadeiro templo de Deus. A própria Bíblia condena a fornicação (Copular; Ter Cópula; Acasalar) em diversos trechos ela mostra o quanto são essenciais a fidelidade no relacionamento e o respeito ao nosso corpo.
É importante não deixar-se levar pelas “campanhas mundiais” a favor do sexo inconsequente e imoral, principalmente entre os jovens.
Nos seguintes trechos: (I Coríntios 6,18) “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo” e (I coríntios 7,9) “Mas, se não poderem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se” podemos observar que Deus é a favor do casamento e não abrasar-se pelo mundo afora.
Pensando nisso, é normal vermos propagandas incentivando o uso de preservativos como a camisinha. A Igreja se opõe a essa ideia devido às escrituras Bíblicas serem bem claras quanto o relacionamento conjugal. Se permitisse o uso da camisinha a Igreja Católica estaria sendo contra aquilo que ela prega que é estar aberto à vida sempre. Liberando então a fornicação entre todas as pessoas.
Quando vivemos na fé e ouvimos aquilo que o mandamento diz “Não pecar contra a castidade” Estamos realizando a vontade de Deus e nos tornando exemplo para iniciarmos uma família aberta à vida e se utilizando do relacionamento sexual como algo sublime e santo.
Como afirmei no início o nosso corpo é o templo de Deus, A Igreja é clara devemos nos prevenir de forma moral e de acordo com as leis de Deus; 
Conforme a bíblia diz em (Eclesiástico 41,21) “Envergonhai-vos da fornicação, diante de vosso pai e de vossa mãe; e da mentira, diante do que governa e do poderoso”. Como queremos que nosso pai nos veja? Além de prestar contas a Deus, também prestamos contas aos nossos pais. Devemos ter vergonha de atos que não favorecem o laço familiar. Hoje somos filhos, amanhã seremos os pais, o que queremos ver de nossas próximas gerações? Podemos observar também o outro mandamento “Honrar Pai e Mãe”.

Sejam dignos de olhar nos olhos de seus pais, se sua vida for impura envergonhe-se de seus pais e de Deus.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

COMO VOCE SE VE?


Como é maravilhoso pararmos diante de Jesus, com toda sinceridade, e perguntar-Lhe: “Jesus, como o Senhor me vê?”. Seguramente, sempre que Lhe fazemos essa indagação, Ele nos revela a nossa verdade.
A verdade sobre nós mesmos, compreendida e assumida, é sinal de humildade, maturidade e liberdade, pois: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará” (Jo 8,32).
Somente a verdade nos torna livres. No entanto, muitas vezes, admiti-la nos traz sofrimento. Mas quando temos a coragem de colocá-la sob a luz de Cristo e assumi-la verdadeiramente tudo se faz novo para nós.
Senhor, dá-nos a coragem de assumirmos a nossa verdade para que realmente possamos viver como filhos de Deus, crescendo em estatura, graça e santidade.
Jesus, eu confio em Vós

COMO RECEBER A SAGRADA COMUNHÃO ?


Para receber a Sagrada Comunhão, com todo o respeito que Jesus merece, devemos cuidar de alguns aspectos fundamentais:

• Apresentar-se decentemente vestido, com modéstia, dignidade, elegância e limpeza. Nunca ir comungar de bermudas, calções, blusas decotadas e sem mangas, chinelos etc.. É, antes de tudo, uma questão de respeito e amor para com Jesus.
• Na fila da Comunhão, manter a devida compostura e respeito. Ao chegar na frente do sacerdote que lhe dará a Sagrada Comunhão, fazer uma inclinação do corpo, como sinal de respeito ao Senhor.
• O sacerdote dirá: "O Corpo de Cristo". Responda, em voz alta e clara: "AMÉM". É seu assentimento, sua manifestação de fé na presença real do Senhor na Eucaristia.
• Você poderá comungar de duas maneiras: ou recebendo o Corpo do Senhor diretamente na boca ou poderá estender a mão esquerda aberta, espalmada para cima, com a mão direita embaixo. O sacerdote colocará a Sagrada Comunhão nesta mão e aí, NA FRENTE DO SACERDOTE, você levará a Sagrada Comunhão à própria boca, com a mão direita.

SÃO BENTO


Abade vem de "Abbá", que significa pai, e isto o santo de hoje bem soube ser do monaquismo ocidental. São Bento nasceu em Núrcia, próximo de Roma, em 480, numa nobre família que o enviou para estudar na Cidade Eterna, no período de decadência do Império. 
Diante da decadência – também moral e espiritual – o jovem Bento abandonou todos os projetos humanos para se retirar nas montanhas da Úmbria, onde dedicou-se à vida de oração, meditação e aos diversos exercícios para a santidade. Depois de três anos numa retirada gruta, passou a atrair outros que se tornaram discípulos de Cristo pelos passos traçados por ele, que buscou nas Regras de São Pacômio e de São Basílio uma maneira ocidental e romana de vida monástica. Foi assim que nasceu o famoso mosteiro de Monte Cassino. 
A Regra Beneditina, devido a sua eficácia de inspiração que formava cristãos santos por meio do seguimento dos ensinamentos de Jesus e da prática dos Mandamentos e conselhos evangélicos, logo encantou e dominou a Europa, principalmente com a máxima "Ora et labora". Para São Bento a vida comunitária facilitaria a vivência da Regra, pois dela depende o total equilíbrio psicológico; desta maneira os inúmeros mosteiros, que enriqueceram o Cristianismo no Ocidente, tornaram-se faróis de evangelização, ciência, escolas de agricultura, entre outras, isso até mesmo depois de São Bento ter entrado no céu com 67 anos. 

São Bento, rogai por nós!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O TRONO DE MARIA É A CRUZ


Admira a firmeza de Santa Maria: ao pé da Cruz, com a maior dor humana - não há dor como a sua dor -, cheia de fortaleza. - E pede-lhe dessa firmeza, para que saibas também estar junto da Cruz.

O trono de Maria, como o de seu Filho, é a Cruz. E durante o resto da sua existência, até que subiu em corpo e alma aos Céus, o que nos impressiona é a sua calada presença. São Lucas, que a conhecia bem, anota que Maria está junto dos primeiros discípulos, em oração. Assim termina os seus dias terrenos Aquela que haveria de ser louvada pelas criaturas até a eternidade.

Como contrasta a esperança de Nossa Senhora com a nossa impaciência! Com freqüência reclamamos de Deus que nos pague imediatamente o pouco bem que praticamos. Mal aflora a primeira dificuldade, queixamo-nos. Somos muitas vezes incapazes de perseverar no esforço, de manter a esperança. Porque nos falta fé. Bem-aventurada tu, que creste, porque se cumprirão as coisas que te foram ditas da parte do Senhor (Lc 1, 45).

ORAÇÃO PEDINDO A PROTEÇÃO DO SENHOR




"Amabilíssimo Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus, que do seio do eterno Pai onipotente fostes mandado ao mundo para absolver pecados, remir aflitos, soltar encarcerados, congregar vagabundos, conduzir para sua pátria os peregrinos, compadecei-vos dos verdadeiramente arrependidos, consolai os oprimidos e atribulados; dignai-vos absolver e livrar a mim, criatura vossa, da aflição e atribulação em que me vejo, porque vós recebestes de Deus Pai Todo-Poderoso o gênero humano para o comprardes e, feito homem, prodigiosamente nos comprastes o paraíso com o Vosso preciso Sangue, estabelecendo uma inteira paz entre os anjos e os homens. 
Assim pois, dignai-vos, Senhor, introduzir e confirmar uma perfeita concórdia entre mim e os meus inimigos e fazer que sobre mim resplandeça vossa paz, graça e misericórdia, mitigando e extinguindo todo o ódio e furor que contra mim tiveram os meus adversários, como praticastes com Esaú, tirando-lhe toda a aversão que tinha contra seu irmão Jacó. 
Estendei, Senhor Jesus Cristo, sobre mim, criatura Vossa, o Vosso braço e a Vossa graça, e dignai-vos livrar-me de todos os que me têm ódio, como livrastes Abraão das mãos dos caldeusseu filho Isaac da consumação do sacrifício; José da tirania de seus irmãos; Noé do dilúvio universal; Ló, do incêndio de Sodoma; Moisés e Abraão, vosso servos, e o povo de Israel, do poder do Faraó e da escravidão do Egito; 
Davi, das mãos de Saul e do gigante Golias; Suzana, do crime e testemunho falso; Judite, do soberbo e impuro Holofernes; Daniel da cova dos leões; os três rapazes, Sidrac, Misac e Abedênego, da fornalha ardente; Jonas, do ventre da baleia; a filha da Cananéia, da vexação do demônio; Adão, da pena do inferno; Pedro, das ondas do mar; e Paulo, das prisões do cárcere. 
Oh, pois, amabilíssimo Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus Vivo, atendei também a mim ( dizer o nome ), criatura Vossa, e vinde com presteza em meu socorro, pela Vossa encarnação, pelo vosso nascimento, pela fome, pela sede, pelo frio, pelo calor, pelos trabalhos e pelas aflições; pelas salivas e bofetadas; pelos açoites e coroa de espinhos; pelos cravos, fel e vinagre; pela cruel morte que por mim padecestes; pela lança que transpassou o vosso peito; pelas sete palavras que na cruz dissestes, em primeiro lugar a Deus Pai onipotente: “Perdoai-lhes, Senhor, pois não sabem o que fazem”. 
Depois ao bom ladrão que estava convosco crucificado: “Digo-te, na verdade, que hoje estarás comigo no paraíso.” Depois ao mesmo Pai: “Eli, Eli, Lama Sabatani,” que vem a dizer “Deus meu, Deus meu, por que me desamparastes?”. Depois à vossa Mãe: “Mulher, eis aí o teu filho”. Depois ao discípulo: “Eis aí a tua Mãe”, mostrando que cuidáveis dos vossos amigos. 
Depois dissestes: Tenho sede”, porque desejáveis a nossa salvação e das almas santas que estavam no limbo. Dissestes depois a vosso Pai: “Nas vossas mãos encomendo o meu Espírito”. E por último exclamastes, dizendo: “Está consumado”, porque estavam concluídos todos os vossos trabalhos e dores. 
Rogo-vos, pois, por todas estas coisas, e pela vossa descida ao limbo, pela vossa ressurreição gloriosa, pelas freqüentes consolações que destes aos vossos discípulos, pela vossa admirável ascensão, pela vinda do Espírito Santo, pelo tremendo dia do juízo, como também por todos os benefícios que tenho recebido da vossa bondade. 
Vós me criastes do nada, me remistes, me concedestes a vossa santa fé, me fortalecestes contra as tentações do demônio e me prometestes a vida eterna. 
Por tudo isso, meu Redentor, meu Senhor Jesus Cristo, humildemente vos peço que agora e sempre me defendais do maligno adversário e de todo o perigo para que, depois da presente vida, mereça gozar na bem-aventurança a vossa divina presença. 
Sim, meu Deus e meu Senhor, compadecei-vos de mim, miserável criatura, em todos os dias da minha vida. Ó Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacó, compadecei-vos de mim ( Dizer o nome ), criatura vossa e mandai para meu socorro vosso Santo Miguel Arcanjo, que me guarde e me defenda de todos os meus inimigos carnais e espirituais, visíveis e invisíveis. 
E vós, Miguel, Santo arcanjo de Cristo, defendei-me na última batalha, para que não pereça no tremendo juízo. Arcanjo de Cristo, São Miguel, rogo-vos pela graça que merecestes e por Nosso Senhor Jesus Cristo, que me livreis de todo o mal e do último perigo na última hora da morte. 
São Miguel, São Gabriel, São Rafael e todos os outros anjos e arcanjos de Deus, socorrei esta miserável criatura.
Rogo-vos humildemente que me presteis o vosso auxílio, para que nenhum inimigo me possa causar dano, tanto no caminho, como em casa, assim na água como no fogo, ou velando ou dormindo, ou falando ou calando, tanto na vida como na morte. 
Eis aqui a cruz † do Senhor; fugi potências inimigas. Venceu o Leão da tribo de Judá, descendente de Davi. Aleluia! 
Salvador do mundo, salvai-me. Salvador do mundo, ajudai-me. Vós que pelo Vosso Sangue e pela Vossa cruz me remistes, salvai-me e defendei-me hoje e em todo o tempo. 
AGIOS O THEOS † AGIOS ISCHIROS † AGIOS ATHANATOS † ELEISON IMAS. Deus santo † Deus forte † , Deus imortal †, tende misericórdia de nós. Cruz de Cristo †, salvai-me. Cruz de Cristo †, protegei-me. Cruz de Cristo †, defendei-me. 
Em nome do Pai †, do Filho † e do Espírito Santo †. Amém!"
Padre Marcelo Rossi

terça-feira, 10 de julho de 2012

O QUERER É SEU, O REALIZAR É DE DEUS




Nossa parte é querer. É pedir! É se abrir. Como nas bodas de Caná, na qual havia uma missão para os serventes: encher as talhas de água. Se tivessem colocado a água pela metade, só teriam nas talhas a metade do vinho. Mas uma vez que as encheram até a borda, tiveram as talhas cheias de vinho. Quem transformou a água em vinho foi Jesus, mas quem a carregou foram os serventes (cf. Jo 2,1-11).
Sua parte é querer e pedir. Você precisa querer e pedir que o Senhor reavive o carisma de Deus que está em você. Só você pode fazer isso, ninguém pode fazê-lo em seu lugar. É a parte que lhe cabe.
O querer é seu, o realizar é de Deus. Lembre sempre, vou repetir: o querer é seu; é a parte que lhe cabe, mas o realizar é de Deus. Pode experimentar: se você sinceramente deseja e pede, o Senhor fará a parte que cabe a Ele, derramando sobre você o Espírito Santo. Reinflamará o carisma que Ele mesmo colocou em você. Deus derrama Sua graça quando quer e é preciso.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

UM DOMINGO SEM MISSA É UMA SEMANA SEM DEUS


Essa frase, dita por São João Maria Vianey, representa uma verdade e um alerta para nós cristãos. Nesta terça-feira, 26, comemora-se o dia da primeira Missa no Brasil, um dos maiores países católicos do mundo. Celebrada pelo frade Henrique de Coimbra, em 1500, a Celebração Eucarística foi descrita por Pêro Vaz de Caminha na carta que enviou ao rei de Portugal, D. Manuel I (1495-1521), dando conta da chegada de Pedro Álvares Cabral ao país recém-descoberto.
O momento encontra-se retratado em um quadro, chamado 'A primeira Missa no Brasil', uma das principais obras de Victor Meireles. A pintura, de 1860, tornou-se um ícone do descobrimento. É preciso lembrar, também, que Cabral trouxe consigo uma cruz e uma bela imagem de Nossa Senhora, prova de que o Brasil nasceu sob o sinal da Cruz e do Catolicismo.
Quadro 'A primeira Missa no Brasil', de Victor Meireles
Foto: Divulgação

Segundo padre Eliano Gonçalves, a Celebração Eucarística é a oração maior. “Precisamos despertar para o valor da Santa Missa. Ela é escola de vida, nos ensina a viver no mundo como cristãos, é epifania, manifestação de todos os mistérios de Cristo”, ensinou.
O sacerdote lembrou ainda que os católicos precisam abraçar esse mistério e amar a Eucaristia. “Temos que nos comprometer com a vida nova que a celebração nos convida. Pela Missa, Cristo está conosco, nos alimenta e nos fortalece para o combate”.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A DOR QUE NOS PURIFICA




O sofrimento nos ajuda a escalar os cumes do amor a Deus
A cruz e o sofrimento nos purificam, pois abrem nosso olhos para panoramas de vida maiores, mais verdadeiros e belos. O sofrimento nos ajuda a escalar os cumes do amor a Deus e do amor ao próximo.
São inúmeras as histórias de homens e mulheres que, sacudidos pelo sofrimento, acordaram, adquiriram uma nova visão – que antes era impedida pela vaidade, pela cobiça e pelas futilidades – e perceberam com olhos mais puros: o que vale a pena, de verdade, é Deus que nunca morre nem trai. Descobriram que n'Ele se encontra o verdadeiro amor pelo qual todos ansiamos e que nenhuma outra coisa consegue satisfazer. Entenderam que o importante são os tesouros no céu, pois estes nem a traça rói nem os ladrões arrebatam (cf. Mt 6,20). Perceberam, enfim, que os outros também sofrem, por isso decidiram se esquecer de si mesmos e dedicaram-se a aliviá-los e ajudá-los a bem sofrer
É uma lição encorajadora verificar que, na vida de São Paulo, as tribulações se encadeavam umas às outras, sem parar, mas nunca o abatiam. É que ele não as via como um empecilho, mas como graça de Deus e garantia de fecundidade, de modo que podia dizer de todo o coração: "Trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo" (2Cor 4,10). E ainda: "Sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo; porque quando me sinto fraco, então é que sou forte!" (2Cor 12,10). Até mesmo com entusiasmo: "Nós nos gloriamos das tribulações, pois sabemos que a tribulação produz a paciência; a paciência, a virtude comprovada; a virtude comprovada, a esperança. E a esperança não desilude, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rom 5,3-5). 
É o retrato perfeito da alma que se agiganta no sofrimento, que se deixa abençoar pela cruz. Outro exemplo muito significativo. Uma perseguição injusta dos seus próprios confrades arrastou São João da Cruz a um cárcere imundo. Todos os dias, ele era chicoteado e insultado. Mal comia. Suportava frios e calores estarrecedores. Para ler um livro de oração, tinha de erguer-se nas pontas dos pés sobre um banquinho e apanhar um filete de luz que se filtrava por um buraco do teto. Foi nesses meses de prisão, num cubículo infecto, que ganhou o perfeito desprendimento, alcançou um grau indescritível de união com Deus e compôs, inundado de paz, a 'Noite escura da alma' e o 'Cântico espiritual', obras consideradas dois dos cumes mais altos da mística cristã. E, uma vez acabada a terrível provação, quando se referia aos seus torturadores, chamava-os, com sincero agradecimento, “os meus benfeitores”.
As histórias de mulheres e de homens santos, que se elevaram na dor, poderiam multiplicar-se até o infinito: mães heroicas, mártires da caridade... Daria para encher uma biblioteca só com a vida dos mártires do século XX, como São Maximiliano Kolbe, que, na sua cruz – na injustiça do campo de concentração nazista, nos tormentos, na morte –, achou e soube dar o amor e a vida com alegria.
Padre Francisco Faus

O QUE LHE FALTA ?


O Senhor é o meu pastor, e nada me faltará” (Sl 22).
A Palavra de Deus nos assegura que nada nos falta quando temos o Senhor verdadeiramente por Pastor. Portanto, se ainda nos falta algo é porque precisamos nos colocar totalmente sob o senhorio d’Ele, rezando mais, praticando mais a caridade e penitências.
Não podemos ter medo nem orgulho de depender do Senhor, porque Ele cuida de nós e conhece as nossas necessidades mais profundas, as quais nem nós mesmos somos capazes de perceber.
Façamos, hoje, a experiência de nos deixar conduzir pelo Altíssimo em todos os momentos ao longo deste dia.
Rezemos: “Senhor, conduz a nossa vida, para que os nossos planos estejam sempre de acordo com a Tua vontade. Dispõe de nós como melhor Te aprouver. Confiamos na Tua bondade e na Tua misericórdia”.
Jesus, eu confio em Vós!

domingo, 8 de julho de 2012

DEUS NOS AMA INCONDICIONALMENTE


Jesus é a maior expressão do amor de Deus para conosco, e este amor por nós se apresenta de forma incondicional.
Nós nos prendemos às condições que nós mesmos nos impomos. Para receber algo, acreditamos que, antes, é preciso dar e por isso ficamos tão confusos quando falamos no amor de Deus, porque parece que para sermos amados, antes precisamos dar algo em troca a Ele.
Esta não é a realidade, porque o Senhor já pagou o preço por cada um de nós. Ele já disse que somos preciosos e dignos de estima, exatamente por isso nada pode nos separar deste amor, nem mesmo a nossa própria vontade.
Só tomamos a decisão de nos afastar de Deus, por alguma decepção ou tristeza, quando ainda não fomos capazes de viver uma experiência concreta com o Seu amor. Nossas culpas e erros são capazes de falar mais alto quando ainda não entendemos que o amor do Pai por nós não nos é creditado por nossos feitos, mas sim porque fomos escolhidos por Ele.
Podemos ver essa demonstração de amor incondicional na parábola do filho pródigo, na qual o pai não se conforma em ver o filho comendo com os porcos e o acolhe sem sequer perguntar onde ele esteve ou o que fez.
Deus pode fazer algo bom na sua vida hoje. O mais impressionante é que você não precisa fazer nada, somente aceitar os desígnios d'Ele em sua vida.
A nossa criação é o primeiro ato do amor sem fim de Deus por nós. Ele nos deu tudo e nos reservou o céu para que, ao fim desta passagem na Terra, tenhamos um lugar para repousar e viver a eternidade em Sua presença.
Se o nosso amor por Deus for imperfeito, também será imperfeita a forma que amamos os homens. Quando condicionamos o nosso amor a Ele, em milagres e grandes obras, fazemos o mesmo com nossos irmãos. Nos tornamos pessoas que só são capazes de amar quando recebem algo em troca desse relacionamento.
O mundo é carente de amor, tanto que o maior problema que nós padre ouvimos nos confessionários são relacionados às carências sexuais e afetivas. 
Quando sentimos o amor de Deus, somos tocados de forma única e, mais uma vez, Ele nos apresenta Sua divindade, pois é capaz de amar a todos com a mesma intensidade, porém, a cada um de forma única.
O amor de Deus se manifesta na cruz, por isso, não há como fugirmos dela. É impossível nos sentirmos amados se temos medo da cruz de Cristo, pois só conseguiremos vislumbrar esse cuidado d'Ele para conosco quando nos aproximamos dela.
Quando o amor de Deus entra em nossa vida, somos surpreendidos e, assim, a loucura da cruz toma conta da nossa vida. Quanto mais nos aproximamos do Seu amor, mais distante ficamos das coisas deste mundo. 
Não se esqueça que você é de Jesus. Não importa o quanto o mundo queira fazer você acreditar que está sozinho nesta luta, pois Jesus sempre estará pronto para ampará-lo.
Padre Reginaldo Manzotti