Campanha SOS Matriz

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

OS DONS DE DEUS NÃO É BRINQUEDO


 
Ao receber ordens de Deus para libertar seu povo, Moisés se mostra totalmente impotente, mas então o Senhor lhe dá forças por meio do cajado que ele levava consigo para pastorear as ovelhas. A partir de então, o cajado foi abençoado com o poder de Deus para pastorear o povo. E Moisés, com o cajado de Deus nas mãos, com o poder divino, foi ao alto do monte para orar.
Nossa oração precisa de muito poder, mas nenhum de nós o tem. Ou seja, a oração simplesmente humana não tem efeito algum. Por isso, como Moisés, só podemos subir “ao monte da oração” com o poder de Deus nas mãos. E o Senhor o pôs à nossa disposição – ao derramar sobre nós Seu Espírito, o Espírito com o qual foram criadas todas as coisas –, que está manando em nós rios de água viva. Portanto, os dons do Espírito Santo, e principalmente a oração do Espírito – em línguas – é que nos permitem usufruir o poder de Deus. Pois: “O Espírito vem em socorro da nossa fraqueza, pois nós não sabemos rezar como convém: mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8,26).
É importante, assim, entender que a oração em línguas não é um brinquedo de criança, para se pegar, usar e, então, cansados, jogar fora. É com esse “cajado” que o Senhor quer que subamos a “montanha da oração” para vencer qualquer batalha contra seus inimigos. Moisés levantava o cajado de Deus na oração e Israel vencia. Ao interceder orando, cantando no Espírito, estamos levantando o cajado de Deus, a cruz de Jesus, a salvação.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 21 de agosto de 2012

SÓ QUEM AMA SABE SER FIEL


Todos nós temos necessidade de ter alguém que se comprometa conosco, que abrace a nossa causa, defendendo-nos, ajudando-nos e cuidando de nós. Temos necessidade de ser amados e acolhidos, principalmente nos momentos de dificuldade.
Precisamos tomar consciência de que não estamos sozinhos, porque o próprio Senhor nos prometeu que estará conosco todos os dias da nossa vida, e estará sempre ao nosso lado.
É a Ele que devemos recorrer sempre, porque Ele sempre nos chama e nos consola: “Vinde a mim vós todos que estais aflitos sob o fardo e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas, porque meu jugo é suave e meu peso é leve” (Mateus 11, 28-30).
Descansemos em Jesus e deixemo-nos cuidar por Ele. Façamos um ato de entrega de todas as nossas preocupações e inquietações a Ele, porque o Senhor sabe como fazer e como resolver todas as situações.
Com confiança, aproximemo-nos de Nosso Senhor Jesus Cristo e oremos incessantemente ao longo deste dia:
Jesus, eu confio em Vós!

ELIMINANDO OS MAUS VICÍOS


Para manter-se fiel é preciso ser coerente

Nossa vida nem sempre está preparada para acolher novidades, projetos novos, etc. A vida pode ser comparada a um campo virgem; no momento em que se deseja plantar nele, é preciso prepará-lo bem. O agricultor, que somos nós, prepara o terreno, busca fertilizar a terra e só depois planta os grãos. Enquanto não era fértil, nada nele crescia, mas agora que o terreno é bom, nele também podem crescer sementes de outras plantas que não foram semeadas, que estavam ali antes do solo ser adubado e que colocam em risco a boa semente. Assim também acontece com um ideal.

Ao lado de um ideal, surgem também vícios e hábitos adquiridos antes dele, os quais, se não forem combatidos, acabam por ferir ou mesmo destruir todo o objetivo, todo o projeto e, por fim, toda a vida. Não é possível cultivar costumes de naturezas diversas no mesmo campo. No Evangelho de Mateus (Mt 13), encontramos a parábola do semeador e vemos os riscos que a semente corre para seu desenvolvimento, porque o terreno está cheio de hostilidades. Se os espinhos crescem ao lado da boa semente, podem vir a sufocá-la. O ideal, que é a semente, era boa; a terra era de boa qualidade e fertilizada, mas as pragas do campo terminaram por sufocar a semente.

O bom trigo não cresce onde os espinhos não são arrancados. Por isso, se não arrancamos de nós os hábitos contrários aos nossos projetos, eles acabarão sufocando aquilo que de bom estávamos cultivando. Ao lado de um ideal sempre crescem seus opostos; se algo é exigente, a preguiça e a distração logo se achegam como uma força contrária que impulsiona a abandonar tudo. Podemos ter os melhores projetos e propósitos, mas se não estivermos atentos às vozes contrárias que se insinuam, desorganizam nossa vida e enfraquecem nossas determinações, teremos nosso terreno, onde foi semeado o bom trigo, transformado em um grande matagal de espinhos; pior ainda quando se termina por apenas justificar a infidelidade e abandonar o terreno.
É sempre muito forte em nós um hábito antigo, um vício, etc. Se não ficarmos atentos, podemos, depois de ter trabalhado tanto, ter nosso terreno transformado em selva. Imagine tanto tempo e esforço investido em algo que, depois, termina em nada, porque faltou o último esforço. Parecendo com alguém que prepara um bolo e, depois, o deixa queimar no forno, perdendo, assim, os ingredientes e o esforço, ainda sobrando a fôrma para ser lavada.

Um exemplo disto nos dá São Paulo (1Cor 9,24-25): “Correi de tal maneira que conquisteis o prêmio. Todo atleta se impõe todo tipo de disciplina. Eles assim procedem para conseguir uma coroa corruptível. Quanto a nós, buscamos uma coroa incorruptível”.

Não se compreende alguém que, desejando um casamento feliz, não procura crescer nas qualidades necessárias para um bom matrimônio e termina por destruí-lo apenas por não ter lutado contra os hábitos incompatíveis a ele. Ou alguém que, num momento de dificuldade, não busca adequar seu jeito de ser ou comportamento, de tal forma que possa superar o problema. A boa disposição deve comportar a capacidade de privar-se daquilo que é menor que o ideal, de tal forma a poder conquistá-lo. Não é possível ficar com a melhor parte de tudo.

Para manter-se fiel e perseverante é preciso ser coerente.Quando se propõe uma meta, um ideal de vida e um crescimento é preciso limpar a alma do vício que lhe é contrário. Interessante que uma gota de veneno em um copo de água limpa torna toda a água um veneno; mesmo a proporção do mal sendo pequena, ele é sempre nocivo. É preciso escolher. Não pode haver incompatibilidade entre os ideais e os meios para atingi-los. Devemos rejeitar tudo que é incompatível com nosso ideal de vida para conseguirmos realizá-lo um dia. Uma vez que se deseja algo também é preciso desejar os meios corretos que conduzem a ele, mesmo que existam incômodos que, se rejeitados, conduziriam o ideal ao fracasso.
Padre Antônio Xavier - Comunidade Canção Nova

O SOFRIMENTO AMADURECE




Quando eu era criança, lembro-me de ter visto meu pai fazer vários cortes no tronco de uma árvore e dela escorrer um líquido. Durante toda a noite, esse líquido gotejou a ponto de deixar a terra, em volta dela, molhada. Eu não entendi nada naquele momento, achei que ele a estava machucando.

Perguntei-lhe o porquê de tudo aquilo e ele me disse: “Espera que vou mostrar para você”. Naquele ano, a árvore deu muitos frutos, então, ele levou-me até ela, mostrou-me o tronco e disse: “Está vendo quantos frutos? Foi por isso que eu cortei a árvore. Se eu não tivesse machucado o tronco dela, ela não teria dado todos estes frutos”.

Da mesma forma, nós também não entendemos muitos acontecimentos em nossas vidas que nos ferem. Por essa razão caímos na tristeza, murmuramos, ficamos magoados e, muitas vezes, revoltados. No entanto, se olharmos por esse prisma, constataremos o quanto amadurecemos com os sofrimentos. São incalculáveis os frutos que surgem depois da tribulação.

Feliz de você que chora, como "chorava" aquela árvore, pelos problemas e dificuldades que enfrenta. Deus não se alegra com o nosso sofrimento, mas sim, com a consequência dele na nossa vida. O Senhor sabe que a dor faz em nós aquilo que meu pai fez com o tronco daquela árvore. Ele está ao nosso lado em todos os momentos. O Senhor vê além e se alegra porque tem certeza dos frutos. É por esta razão que o próprio Jesus nos alerta e consola:

"Eu vos disse isso para que em mim tenhais a paz. Neste mundo experimentareis a aflição, mas tende confiança, Eu venci o mundo!"(João 16,33).

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Jornada Vocacional



Com o tema: “Chamados à vida plena em Cristo” e o lema: “Eis que faço nova todas as
coisas” (Ap 21,15), realizou-se no dia 19 de agosto, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário em
Alvinópolis, a 8ª Jornada Vocacional do Regional II. Foram várias caravanas e uma festa bonita
promovida pelo Serviço de Animação Vocacional do Regional. Tivemos a presença do Vigário
Episcopal, Padre Carlos Jorge Teixeira, e dos padres: Cláudio, Mauri, Efferson e do padre
animador da Pastoral Vocacional, Padre Fernando. Estiveram presentes várias congregações
e famílias que destacaram, inclusive, o valor da vocação matrimonial. A presença dos
seminaristas de nossa diocese marcou também essa Jornada dando o testemunho daqueles
que se sentem chamados ao ministério presbiteral.

A Jornada teve início com a Acolhida promovida pelos jovens da Paróquia e uma caminhada de
conscientização vocacional. Após a caminhada a Celebração Eucarística. Tivemos momentos
marcantes de confraternização, cultural e espiritual. O encerramento se deu com a adoração
ao Santíssimo Sacramento.

Agradeçamos a Deus por esse dia tão especial e que Maria, mãe do Rosário, Virgem assunta
aos céus, interceda por todos nós.

PASCOM – Alvinópolis.

PEÇA A OUSADIA




Eu me esforço para ser como o “Amigo do Esposo”. Não sou maior do que ninguém. Talvez tenha apenas um pouco mais de fé e ousadia. Mas o Espírito Santo que está em mim é o mesmo que está em você.

Se você ousa pedir a graça do “batismo no Espírito”, verá como tudo será diferente. Não será você, mas o Senhor agindo. Somos o “Amigo do Esposo”. Está na hora de darmos aos nossos irmãos o que aquele primeiro “Amigo do Esposo” – João Batista – deu aos homens do seu tempo:

“Ele vos batizará no Espírito Santo” (Mt 3,11).

Peça essa ousadia a Deus:

Peço, Senhor, a ousadia de levar a graça que Tu tens para a Igreja. Ela é a “noiva”. Que eu tenha a ousadia de levar a graça do “Derramamento do Espírito Santo”. Que, sem medo, eu peça e veja esta graça alcançada: “Vós sereis batizados no Espírito Santo”. Aceito e quero fazer isso. Obrigado pela confiança que tiveste em mim. Se eu sou o “Amigo do Esposo” vou levar, à Tua Esposa, o Teu presente: o Derramamento do Espírito Santo. Amém.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

BENTO XVI CONVIDA FIÉIS A REDESCOBRIREM BELEZA DA EUCARISTIA


“Ele, grão de trigo, caído nos sulcos da terra, é a primícia da humanidade nova, libertada da corrupção do pecado e da morte. Redescubramos a beleza do Sacramento da Eucaristia que expressa toda a humildade e a santidade de Deus: o seu ser pequeno, fragmento do universo, para reconciliá-lo inteiramente no amor”.

O Pontífice destacou que Jesus não queria um trono terreno, mas sim compartilhar o destino dos profetas. “Jesus não era um Messias como o queriam, que aspirasse a um trono terreno. Não buscava consensos para conquistar Jerusalém; ao contrário, queria ir à Cidade Santa para compartilhar o destino dos profetas: dar a vida por Deus e pelo povo”.

Aos fiéis reunidos no pátio interno da residência de Castel Gandolfo, Bento XVI também comentou a passagem evangélica sobre o discurso de Jesus em Cafarnaum, no dia após o prodígio dos pães e dos peixes.

“Aqueles pães, divididos para milhares de pessoas, não queriam desencadear uma marcha triunfal, mas preanunciar o sacrifício da Cruz, em que Jesus se tornou pão repartido para a multidão, corpo e sangue oferecidos em expiação para a vida do mundo”.

O Papa também lembrou que esse discurso de Jesus foi para fazer com que os discípulos tomassem uma decisão. “E realmente, dentre eles alguns, a partir de então, não o seguiram mais”, disse.

Após a oração mariana, Bento XVI cumprimentou os fiéis em algumas línguas, e concedeu a todos a sua benção apostólica. (CM)

CONSELHOS PARA ENSINAR OS FILHOS A PENSAR


Os pais devem estimular os hábitos intelectuais dos filhos

1. Em primeiro lugar, é preciso agir conforme a verdade das coisas: ensinar os filhos a não se enganarem, a serem sinceros, a agirem com coerência. “Podemos conhecer a química cerebral que explica o movimento de um dedo, mas isso não explica por que esse movimento é usado para tocar piano e não para apertar um gatilho” (Marcus Jacobson). E também “não podemos baratear a verdade” (F. Suárez), rebaixando o seu valor, como se fosse uma liquidação.

2. Um segundo ponto é que “o treinamento é um privilégio da inteligência humana” (José Antônio Marina). É preciso enriquecer a linguagem, é preciso estimular o diálogo, o exercício mental de raciocinar, de defender uma causa, de ter argumentos para as próprias decisões, e não somente fazer o que fazem os outros, como os bois no pasto. Aprender a pensar é descobrir como é grande o poder da moda sobre o mundo inteiro, e saber sair da jaula em que a moda pode nos encerrar. O pensador livre não deve sacrificar a sua liberdade no altar da moda, pois essa é uma das perversões mais nocivas para um pensador. No entanto, é excessiva a frequência com que a razão fica presa na jaula da moda. Treinamento e cultivo, porque “a terra que não é lavrada, trará abrolhos e espinhos, ainda que seja fértil. Assim sucede com o entendimento do homem” (Santa Teresa de Ávila).

3. Já que é impossível não se equivocar nunca, pelo menos por utilidade e por dever temos de aprender com os nossos enganos. Se quisermos aprender a pensar, deveremos descobrir o mundo tão humano do erro. “Errar é humano”, diziam já os antigos. O erro é o preço que o animal racional tem de pagar.

4. Seremos mais inteligentes e mais livres quando conhecermos melhor a realidade, quando soubermos avaliá-la melhor e quando formos capazes de abrir mais caminhos novos. Seria um erro pensar – observa Leonardo Polo – que o homem inventou a flecha, porque tinha necessidade de comer pássaros. Também o gato tem essa necessidade, porém o ilustre felino nunca inventou nada. O homem inventou a flecha, porque a sua inteligência descobriu a oportunidade escondida no graveto.

5. Manter aberta a nossa capacidade de dirigir a própria conduta mediante valores pensados. É preciso passar do regime do impulso irracional para o regime da inteligência. Mais do que ensinar a pensar, a função dos pais há de ser a de motivar os filhos para que queiram pensar por sua própria conta. Com atitudes positivas, as crianças topam qualquer parada; com atitudes negativas, pensar parece-lhes uma coisa cansativa, e agir lhes parece6. Ensinar a tomar decisões. A inteligência é a capacidade de resolver problemas vitais. Não é muito inteligente quem não seja capaz de se decidir, nem mesmo quem, dentro do seu refúgio isolado, consiga resolver facilmente problemas de trigonometria. Se admitirmos que educar é essencialmente ajudar a crescer na liberdade e na responsabilidade, então aprender a decidir bem acaba sendo um dos aspectos chave nessa tarefa: quanto maior a capacidade de decisão, maior liberdade.

7. Devemos recuperar e estimular nas crianças a sadia estratégia de perguntar continuamente. As três perguntas fundamentais são: “O que é?”, “Por que isso é assim?” e “Como é que você sabe?”. Aristóteles definia a ciência como “o conhecimento certo pelas causas”: portanto, é preciso habituar-se a perguntar os porquês. Os pais devem estimular, comentar e favorecer (criando o clima adequado) os hábitos intelectuais dos filhos.

8. A inteligência tem de saber aprender, mas sobretudo tem de desfrutar aprendendo. Trata-se de formular perguntas que levem à reflexão, a perguntar-se sobre o próprio pensamento: “Por que o homem pensa?”, “Você já se pensou por que lembramos das coisas?", "Pensamos quando estamos dormindo?”, “O que mais faz você pensar?”, “Você pode pensar duas coisas diferentes ao mesmo tempo?”. Leonardo Polo define o homem como um ser que não somente resolve problemas, mas que também os formula. Com efeito, o ser humano progride propondo a si mesmo novos problemas e tentando resolvê-los.

9. A inteligência deve ser eficazmente linguística. Graças à linguagem, não somente nos comunicamos com os outros, mas também com nós mesmos. A inteligência não se parece com uma coleção de fotografias, mas com um rio. Rio e inteligência “discorrem”. A nossa língua original – a língua materna – é um rio em que deságuam milhares de afluentes. “A pluma e a palavra são as armas do pensador” (J.A. Jauregui). Aprender a pensar é aprender a tocar os instrumentos do pensamento: a pluma e a palavra.

10. Fomentar a leitura e controlar o uso da televisão. Já que estamos falando do voo da inteligência, trata-se de “ser mais inteligentes que a televisão” (Jiménez). Os livros “tem de ser obras que alimentem a inteligência sem deixar o coração seco”, ou seja, devem “iluminar a mente com a verdade e não mergulhá-la nas névoas da dúvida ou na escuridão do erro” (F. Suárez).
11. Urge encontrar momentos para refletir, para pensar, coisa, aliás, muito menos trabalhosa do que muitas das necessidades que inventamos. Pensar sobre o sentido da vida, das coisas, do homem, de Deus. Quando Unamuno disse que costumava sair para passear com os pastores de ovelhas para aprender a pensar, para desprender-se dos preconceitos e dos dogmas de escola, muitos rasgaram as vestes. Unamuno, porém, estava sendo sincero. Um pastor de ovelhas tem tempo para pensar, para dar rédea solta à sua imaginação e para descobrir horizontes filosóficos que jamais foram vistos por nenhum outro pensador. Fernando Corominas diz que é preciso “instalar”, na mente e no coração dos filhos, as coisas boas antes que cheguem as nocivas. Esse “chegar antes” é educar pensando no futuro. Sempre que nos abandonamos, retornamos à selva. Essa selva de que falo, metaforicamente, é sempre uma claudicação da inteligência.  uma coisa medíocre.
Luis Olivera 

domingo, 19 de agosto de 2012

SE QUERES , PODES ME CURAR


A paz de Jesus esteja com você. Hoje a ordem do Senhor para nós é levanta-te e anda.

Se o Senhor nos deu este tema é porque Ele já tem para nós a força que nos levantará, para que possamos avançar em Seu nome, e desde já somos chamados a fidelidade ao amor de Deus e na força do Espírito Santo. 

Mas o que precisamos fazer para que a graça do Senhor se manifeste em nossa vida, em nossa família, em nossa casa? Para que sejamos socorridos? Convido você a pegar comigo o Evangelho de São Mateus (Mt 8, 1-4) que diz assim: 

“Quando Jesus desceu da montanha, grandes multidões o seguiram. Nisso, um leproso se aproximou e caiu de joelhos diante dele, dizendo: “Senhor, se queres, tens o poder de purificar-me”. Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica purificado”. No mesmo instante, o homem ficou purificado da lepra. Então Jesus lhe disse: “Olha, não contes nada a ninguém! Mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferenda prescrita por Moisés; isso lhes servirá de testemunho”. 

Meus irmãos, Jesus estava em oração, em plena comunhão com Pai, cheio do Espírito Santo, e desta forma desceu da montanha, muitos o acompanhavam. E no meio deste cenário achegou a Ele um leproso, este ignorou todas as pessoas que cercavam Jesus, todas as leis que o impediam de relacionar com os homens, pois era doente, e correu até o Senhor, tudo isso porque acreditava que Jesus poderia cura-lo. 

A oração deste leproso, mesmo tão breve: “Senhor, se queres, tens o poder de purificar-me”, além de um gesto de fé, era uma declaração de angústia, pois será que Jesus queria curá-lo? Devemos fazer como este homem, e corrermos até Jesus, para que sejamos tocados pela graça do Senhor, lembrando sempre que é Ele quem nos cura, quem nos toca, quem nos transforma. 

Meus irmãos, a resposta para nós hoje é a fé. Por isso, lhe convido a disse com fé que você deseja se achegar a Jesus, toca-lo, clame por Ele que escute sua oração, pois o Senhor te espera, para te curar, te transformar e atender sua oração. O chamado para nós é que nos acheguemos ao Senhor, para que possamos experimentar a força do Espírito Santo e seus milagres. 

Mas a condição fundamental para que isto aconteça é acreditar que Jesus é o Senhor de nossa vida. Talvez sua pergunta de hoje seja como achegar a Jesus como o leproso. A resposta se dá por meio da fé, e quando acreditamos, não existira mais barreiras para Ele. 
Quando Jesus entra na vida de alguém é para “concerta-la”, ou seja, para que a pessoa receba uma cura transbordante, não somente do corpo, mas principalmente na vida desta afim de que ela tenha uma vida plena no Senhor. 

Meus irmãos, acreditar e voltar para Deus são as condições para ser curado. Se acreditamos Nele, nada poderá impedir que o Senhor realize sua obra em nós. Agora é o momento de vivermos nossa fé, pois se assim procedemos colheremos os milagres. 

A fé é um dom do Espírito Santo, ela não é sentimento, muitas vezes não vamos sentir, mas somos chamados a acreditar, quem tem fé, responde a Deus mesmo diante da falta de emoção, por isso ela é uma decisão total do ser humano, é dizermos que somos de Deus independentemente de qualquer coisa, por isso é uma decisão consciente. Quando o leproso descobriu isso sua vida mudou totalmente. 

A única maneira de dizermos que confiamos Nele é aceitarmos plenamente sua vontade. Acreditar é simplesmente, confiar, depender, obedecer a Jesus Salvador, morte e ressuscitado, único mediador entre nós e Cristo. 

A promessa do Senhor para nós é que onde estiver duas ou mais pessoas reunidas em seu nome, Ele lá estará. Meus irmãos o Senhor está aqui, e já está realizando o milagre em nós. Se tivermos fé, colheremos os milagres que Ele tem para nós. Basta que com coragem abandonemos a lepra do nosso pecado, e depositar aos pés de Jesus tudo o que não for de sua vontade. 

Hoje Jesus te pergunta: Você tem coragem de colocar aos pés no Senhor toda a sua vida? Você crê Nele e em sua vontade? 

Que tenhamos fé, como o leproso, o Senhor quer realizar sua vontade em nós, Ele nos ama, quer nos curar. Basta apenas termos fé. Diga: Eu creio, o Senhor tem o poder de me curar! 

Se o Senhor está conosco, não existirá derrota. 
Márcio Mendes

DESVENCILHE-SE PECADO


Diga comigo: “Eu tenho origem divina. Eu vim de Deus”. Você precisa estar nos braços do Pai, – mas para chegar lá – precisa passar por uma transformação, como a criança que vai se transformando no ventre da mãe. Você não foi feito para ser “abortado” nesta vida, e esta é a audácia do inimigo, que vive nos pregando muitas mentiras. O demônio quer que existam muitos perdidos, desanimados e descaminhados na face da Terra, pessoas que acabaram ficando assim exatamente porque perderam a noção da origem divina. 
O maligno está tentando nos matar no espírito e na alma. Ele nos colocou uma venda nos olhos para que não vejamos nada. Por isso, precisamos nos desvencilhar do pecado e de toda ligação com o mal. Temos muitas manifestações de morte. Veja quantas pessoas em depressão, enfermas, desanimadas.
E você não pode ser mais um, nem eu o posso! Foi justamente para isso que Jesus veio: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará", e a principal verdade é que nossa origem e nosso destino são divinos. 
O Espírito Santo veio para nos formar para o Pai, isso é uma graça do Senhor, que O [Espírito Santo] enviou para assumir esta causa e nos ajudar a nos transformarmos na criatura nova. O Senhor quer derramar o Seu Espírito sobre todas as pessoas, lugares e situações. Por isso, clamemos para que Ele derrame sobre nós uma nova unção. A palavra de ordem que São Paulo deu a Timóteo é perfeitamente adequada aos nossos dias: "Reinflama o carisma que está em ti" (2Timóteo 1,6).

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

A VITÓRIA DO AMOR


Se você está com medo e se esquiva é porque ainda não entrou de cheio na batalha. Você é um combate no amor. Cada palmo conquistado é uma vitória do amor. O amor é sempre lindo... mesmo quando nos custa suor, lágrimas e sangue. 
O amor é lindo e sempre vencerá. Acredite. Entre no combate e experimente. Você não está sozinho, o próprio Deus está a seu lado.
"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tivesse caridade [amor], seria como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade jamais acabará" (I Coríntios 13,1-8a).

Estamos nesta maravilhosa aventura. Deus-Amor está nos adestrando. Estamos sendo formados em pleno combate. Somos combatentes no amor. 
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sábado, 18 de agosto de 2012

O NOSSO DEUS É O DEUS DO IMPOSSÍVEL

Você quer esquecer o que fez de mal ou superar algum vício ou dificuldade por que passa, pois isso é um espinho em seu interior? Então peça esta graça ao Senhor e proclame na fé:

“Eu creio, Senhor. Hoje chegou a hora da graça, da tua graça para mim, porque Tu intervieste em minha vida, como o fizeste com aquela mulher hemorroíssa, com aquele cego de Betsaida, com Lázaro, Zaqueu e com tantos outros – naquele tempo até nossos dias”

Quando você se aproxima do Senhor, o poder curador, assim como o poder de perdão e de reconciliação d’Ele o atingem e tiram essa sensação de indignidade que pesa sobre você. Pois, muitas vezes, não conseguimos evitar os maus pensamentos, os males de nosso temperamento, a impureza. E isso tudo mina nossa vida de oração e nossa proximidade com o Senhor.

O nosso Deus é o Deus do impossível. É um Deus presente, compassivo e amoroso. Não pesa condenação alguma sobre aqueles que estão em Cristo. Quem nos acusará, quem nos condenará, se Jesus Cristo é nosso intercessor, nosso salvador e advogado diante do Pai?

Proclame: “Eu hoje estou me aproximando de Jesus de maneira nova. Eu estou em Cristo, e creio que todo aquele que está n’Ele é uma nova criatura; passou o que era velho, e eis que tudo se faz novo. Já não pesa sobre mim condenação alguma, porque o Senhor está me lavando com o seu sangue derramado na cruz. Obrigado, Senhor, por tirar esse sentimento de acusação que pesava sobre mim. Amém”.

Entre com sua vontade e disposição para mudança que o Senhor entra com a graça! Creia, tome posse de todas as bênçãos e graças que o esperam! Busque ajuda na Igreja, confesse-se regularmente, adore e comungue o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo e Ele tudo fará. 

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

FILHOS UMA BENÇÃO DE DEUS


Não tenham medo da vida”, diz João Paulo II

Certa vez, o Papa Paulo VI disse a um grupo de casais: “A dualidade de sexos foi querida por Deus para que o homem e a mulher, juntos, fossem a imagem de Deus, e, como Ele, nascente da vida”. "

A Sagrada Escritura e a prática tradicional da Igreja vêem nas famílias numerosas um sinal da bênção divina e da generosidade dos pais”. (Cat.§ 2373)
Doando a vida, o casal humano se torna semelhante a Deus Criador. Pode haver missão mais nobre e digna do que esta na face da terra? Alguém disse certa vez, com muita razão, que “a primeira vitória de um homem foi ter nascido”.
Nada é tão grande e valioso neste mundo como o homem. Ensina a Igreja que “ele é a única criatura que Deus quis por si mesma” (GS 24). Por isso, o Catecismo da Igreja afirma que "os filhos são o dom mais excelente do matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (CIC, 2378).
Será que acreditamos, de fato, nessas palavras da Igreja? Ou será que “escapamos pela tangente”, dando a “nossa” desculpa?
Lamentavelmente, estabeleceu-se entre nós católicos uma cultura “antinatalista”. Por incrível que pareça, “as preocupações da vida” (Lc 12,22;Mt 6,19) sufocaram o valor imenso da vida humana, levando as gerações à triste mentalidade de “quanto menos filhos melhor”. À luz do Cristianismo, é uma triste mentalidade, pois a Igreja sempre ensinou o valor incomensurável da vida.
O Salmo 126 diz com todas as letras: “Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. “Feliz o homem que assim encheu sua aljava…” (Sl 126,3-5). O amor é essencialmente dom. São Tomás de Aquino dizia que “o bem é difusivo” (Suma Teológica,I, q.5, a.4, ad1). Em outras palavras, ou o amor se doa ou, então, morre. Para o casal a maior doação é a vida do filho.
Santo Ireneu (†202) resumia, em poucas palavras, toda a grandeza do homem: “O homem vivo é a glória de Deus” (Contra as heresias IV, 20,7). Isto quer dizer que, com a criação do homem e da mulher à Sua imagem e semelhança, “Deus coroa e leva à perfeição a obra das Suas mãos” (Familiaris Consórtio, 28).
Assim, Ele nos chamou a participar do Seu poder de Criador e de Pai: “Deus os abençoou e lhes disse: “crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra” (Gen 1,28).
Disse ainda o Papa João Paulo II: “A tarefa fundamental da família é o serviço à vida. É realizar, na história, a bênção originária do Criador, transmitindo a imagem divina pela geração de homem a homem. Fecundidade é o fruto e o sinal do amor conjugal, o testemunho vivo da plena doação recíproca dos esposos” (Familiaris Consortio, 28).
Todos esses ensinamentos nos levam ao que a Igreja afirma constantemente: “O amor conjugal deve ser plenamente humano, exclusivo e aberto à nova vida” (GS,50; HV,11; FC,29). A situação social e cultural dos nossos tempos, dificulta a compreensão dessa verdade. Vale a pena reler o que disse o Papa João Paulo II sobre isso:
"Alguns se perguntam se viver é bom ou se não teria sido melhor nem sequer ter nascido. Outros pensam que são os únicos destinatários da técnica e excluem os demais, impondo-lhes meios contraceptivos ou técnicas ainda piores.
“Nasceu, assim, uma mentalidade contra a vida (anti-life mentality), como emerge de muitas questões atuais. Pense-se, por exemplo, num certo pânico derivado dos estudos dos ecólogos e dos futurólogos sobre a demografia, que exageram, às vezes, o perigo do incremento demográfico para a qualidade da vida.
“Mas a Igreja crê, firmemente, que a vida humana, mesmo se débil e com sofrimento, é sempre um esplêndido dom do Deus da bondade. Contra o pessimismo e o egoísmo que obscurecem o mundo, a Igreja está do lado da vida” (Familiaris Consórtio, 30).
Muitos têm medo de não educar bem os filhos, pois eu lhes digo que, com Deus, é possível educá-los; basta que o casal se ame, crie um lar saudável e viva para os filhos com todas as suas forças e com toda dedicação. O resto, Deus e eles farão. Faça do seu filho um homem de bem; isto basta.
Felipe Aquino

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

TENHAMOS A HUMILDADE DE APRENDER SEMPRE


A vida é um aprendizado constante, por isso nunca podemos perder a oportunidade de aprender. Ninguém sabe tudo. Como é bom termos a humildade de perguntar alguma coisa quando não sabemos ou de acolher uma novidade quando alguém nos fala algo que não sabíamos! Isso deve ser motivo para nos alegrarmos, porque significa que estamos dentro do dinamismo da vida: aprender sempre. Há um ditado que diz: “Ninguém é tão pobre que não tenha o que dar, e ninguém é tão rico que não tenha o que receber”. Podemos traduzi-lo assim: “Ninguém é tão limitado que não tenha o que ensinar, e ninguém é tão sábio que não tenha o que aprender”.
Nós aprendemos com os fatos, com a natureza, com as pessoas, de maneira especial com as crianças . Fiquemos atentos para não perdermos nenhuma oportunidade de sempre  enriquecer a nossa vida com um novo aprendizado.
“Meu filho, aceita a instrução desde teus jovens anos; ganharás uma sabedoria que durará até a velhice” (Eclo 6,18).
Jesus, eu confio em Vós!

A VOCAÇÃO SE FAZ NO DIA A DIA


Aprendi a viver a minha vocação a cada dia. Foi um aprendizado muito concreto. Aprendi vivendo. Foi assim que aconteceu:

Eu já estava no décimo primeiro ano de seminário e deveria fazer votos para sempre. No final da teologia, seria ordenado padre. Diante de tamanha responsabilidade, nasceu uma grande interrogação em minha cabeça: será que eu conseguirei ser um bom padre?

Olhando para minhas limitações, eu sabia que não seria capaz. Esse sentimento foi me apavorando de tal forma que, no meu coração, não havia mais paz. Já não dormia nem comia direito. Eu não poderia ser padre de qualquer maneira. Então, resolvi conversar com o meu diretor. Ele me escutou até o fim e, sorrindo, disse: "Jonas, você será o futuro padre que você precisa ser hoje. A única maneira de garantir a qualidade da sua vocação é vivendo o hoje da melhor forma possível". No mesmo instante, compreendi tudo. A partir de então, comecei a viver a minha vocação dia a dia.

Temos de viver a vontade de Deus no agora da nossa vida. O passado já é passado; o futuro não existe ainda. Só temos o momento presente. Reze já, pedindo ao Senhor a graça de viver bem sua vocação a cada dia: "Senhor, dá-me a graça de ser, hoje, tudo aquilo que eu devo ser. De fazer, hoje, tudo o que devo fazer. Amanhã será outro dia e eu serei aquilo que Tu queres que eu seja. Por hoje serei fiel. Amanhã será amanhã. Cada dia terá as dificuldades próprias. Hoje, eu me comprometo a ser fiel em tudo o que o Senhor me confia. O padre que serei no dia de amanhã eu o realizo no dia de hoje".

Você será a pessoa casada, pai ou mãe de família, que precisa ser no futuro, vivendo o hoje a cada dia. Deus nos deu a grande graça de podermos dividir a nossa vida em dias. “Não vos preocupeis com o dia de amanhã: o dia de amanhã se ocupará consigo mesmo. A cada dia, basta o seu mal” (Mt 6,34).

Muitas vezes, nosso coração fica apertado, as lágrimas rolam de nossos olhos, vamos dormir com um peso no coração. Mas se você viveu a sua vocação naquele dia, você pode dizer: hoje eu sou feliz assim, tenho a Ti, meu Deus.

Problemas, dificuldades, tentações, sempre os teremos. Nossa grande alegria é poder começar tudo de novo, porque fazemos a nossa vida dia por dia. Se hoje não conseguimos, recomeçaremos no dia seguinte.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

A FAMÍLIA SE REFAZ QUANDO O PERDÃO ACONTECE


Entretanto, milhares de pessoas se ajuntaram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: 'Cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Não há nada de oculto que não venha a ser revelado, e não há nada de escondido que não venha a ser conhecido. Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, nos quartos, será proclamado sobre os telhados. A vós, porém, meus amigos, eu digo: não tenhais medo dos que matam o corpo e depois não podem fazer mais nada. Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei Aquele que, depois de fazer morrer, tem o poder de lançar-vos no inferno. Sim, eu vos digo, a este deveis temer. Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais'' (Lucas 12,1-7)

Somos mais que os passarinhos. O Pai cuida do pardal, e muito mais de nós que valemos mais do que muitos pardais. O que lhe acontecer, não tenha medo, porque você vale muito mais do que os pássaros. Nós podemos cantar o Salmo 31 em qualquer situação da nossa vida: "Vós sois para mim proteçã

Recordo-me do que aconteceu com a Eliana Ribeiro e o Fábio Roniel [casal de consagrados na Canção Nova]. Quando começaram a namorar, o Fábio foi conhecer os pais da Eliana; na volta aconteceu uma tragédia: eles sofreram um acidente e o pai da Eliana faleceu. O casal ficou bastante feridos, mas mesmo diante dessa situação, nós cantamos: "Vós sois para mim proteção e refúgio".

A Eliana ficou completamente quebrada: quebrou a bacia, a clavícula. O banco em que o pai dela estava, esmagou o músculo da sua perna; e o médico disse que ela não andaria mais, mas, graças a Deus, isso não aconteceu. O Fábio passou por uma cirurgia na perna.

Eu contei isso para lhes dizer que em qualquer situação da nossa vida, Deus vem correndo ao nosso encontro. No filme "A Paixão de Cristo", quando Jesus cai pela primeira vez, Nossa Senhora vai correndo para pegá-Lo. Conosco é assim, por mais dura que seja a queda da nossa vida, se estamos "quebrados" e caídos no chão, o Senhor vem ao nosso encontro.

Que bonito! Esse é um salmo penitencial, de quando Davi cometeu o pecado do adultério. Ele mandou matar o seu soldado mais fiel. E Davi para esconder seu erro, para cometer o adultério, mandou matar Urias. Mas imagina como deveria estar o coração de Davi! Nada estava indo bem, até que ele disse: "Confessei, afinal, meu pecado, e minha falta vos fiz conhecer".

Talvez você tenha cometido o adultério como Davi, ou tenha mentido e muitas outras coisas. Hoje, não é somente os homens que cometem adultério, mas as mulheres também! E que lindo se você também fizer como ele e confessar os seus pecados!

Como é um alívio quando cometemos um pecado e confessamos, porque temos a graça de sermos perdoados. Que maravilha olhar "cara a cara" para o Senhor e dizer: "Obrigado, Jesus, porque o Senhor perdoou os meus pecados".

Muitas vezes, "quebramos" o nosso casamento e, assim também a nossa sociedade com Deus. Casamento é, primeiramente, parceria com o Pai. O casal se associa a Deus para se unir àquela pessoa, para realizar a vontade do Senhor.

Na verdade, foi Deus que escolheu vocês primeiro. Não foram os seus olhos bonitos ou o seu "jeito de galã". Deus usou disso para unir a vocês dois. Foi Deus quem quis! O Senhor já havia escolhido cada um de vocês, por isso não dá para romper. 

Se você tem dois livros dá para dividir: eu fico com um e você fica com outro. Mas se eu pegar o meu livro e tentar dividir eu não estou dividindo, eu estou dilacerando. Mesmo que, se eu quisesse dividir, não estaria divindo, estaria dilacerando. Olha a situação do meu livro... Sempre sobra um pedacinho. E não é um pedaço insignificante! São um, dois ou três filhos, com um ou dois netos. Os casais não estão se dividindo, a palavra correta é que os casais estão se dilacerando.

Eu tinha todas as qualidades para ser um bom marido, para ser um bom pai. Casa e família sempre me encantaram. A minha família era toda unida, como um bolinho de gato, claro que saía algumas "unhadas", porque gato tem unhas, mas é natural de família. Eu tive um bom exemplo de família.

Assim como o passarinho tem o seu ninho, eu tinha o meu ninho. Tinha a minha família, a minha casa. Essa foi a parte mais difícil da minha vocação: sair de casa. Mas, modéstia "às favas", olha quantos filhos, como eu fui fecundo e até materialmente. Se a fecundidade do corpo funciona, imagina a fecundidade espiritual!

Se é por um problema financeiro que você está passando, não se preocupe. Quantos problemas nós também passamos. E todos os problemas passam. Os casais que já tem 30 anos de casados... Cadê os problemas de 20 anos atrás? Já passaram. E os problemas de um ano atrás? Também. Tudo passa, em Deus nada falta. Em tudo, só Deus basta.

Talvez você esteja enfrentando problemas difíceis e até mesmo impossíveis. A própria noção de "problema" já diz que ele tem solução. Não há problema sem solução. Talvez nós, como alunos, não queiramos quebrar a cabeça para resolver os problemas. A quem tem Deus nada falta. Em Deus tudo se alcança!

Minha mãe, certa vez, confessou que quando brigava com meu pai, eles nunca iam dormir sem se reconciliar. Mesmo quando estavam enfezados, nunca dormiam sem se reconciliar.

É bom perdoar os filhos, mesmo quando eles nos decepcionam a ponto de arrancar pecados de nós. Mas como é bom perdoar! Existe o amor carnal, um amor biológico, pois foram os nossos pais que nos fizeram. Então, já existe um amor natural.

Somos "carne da mesma carne". O natural já é se perdoar. O "não natural" é não se perdoar, como marido e mulher que são uma só carne e não se perdoam.
Assim também com o pai, a mãe e os filhos que nos decepcionam, arrancam pedaços, mas depois que o perdão acontece tudo se refaz.

Quando a gente se perdoa, que fecundidade vem daí! Todos nós precisamos amar, assim como precisamos ser amados. Tanto quanto precisamos perdoar, precisamos ser perdoados.

Monsenhor Jonas AbibFundador da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

SEGUINDO O EXEMPLO DA VIRGEM MARIA


Tudo está submetido ao poder de Deus

Não sabemos para onde apontam os sinais da realidade brasileira em momentos de campanhas eleitorais e do cenário de julgamento do mensalão. Será que, em tudo isso, está a vitória do povo brasileiro? Quem sairá ganhando? Quem vai perder? É a grande incógnita de um país que não prima pela justiça.

A Festa da Assunção de Maria contempla a vitória de Jesus Cristo sobre todos os poderes que tentam impedir a construção do reino de Deus. Maria é sinal da Igreja, cuja missão é conduzir o povo para a condição de liberdade e de vida feliz. Isto acontece na prática da fraternidade e da partilha em gesto de justiça.

A fé e o compromisso com o reino da vida são fundamentais. Isto é condição para que a pessoa seja sinal e aponte para o bem de forma correta. A fé na Palavra de Deus gera compromisso e faz das pessoas discípulas e missionárias de uma cultura de paz. Isto supõe dizer nas palavras de Maria: “Eis a serva do Senhor” (Lc 1, 38).
Quando vamos ao encontro do outro, como fez Maria em relação a Isabel, algo de revelador acontece. A generosidade, o serviço, o querer ajudar os mais necessitados acaba sendo sinal da presença de Deus, fazendo a pessoa superar todo tipo de atitude egocêntrica, egoísta e alheia às carências dos marginalizados da comunidade.

Tudo na natureza e na história está submetido ao poder de Deus, mas é uma realidade também sujeita à ação do mal. O Apocalipse apresenta a figura do “dragão” que está, a todo momento, desarticulando os planos do Criador. É o retrato de quem sinaliza o poder destruidor, seja de autoridades ou de pessoas comuns.

Não podemos viver esperanças vãs nem uma fé inútil, porque deixamos de ser sinal de vida para o mundo. Maria, com muitos títulos, foi sinal de uma nova realidade. Ela é sinal da Igreja com a missão de levar Cristo para as pessoas.
Dom Paulo Mendes Peixoto

DEUS NÃO NOS DEIXA NA ROTINA



Beethoven foi um grande músico e era surdo. Seu pai era neurótico e batia a cabeça do filho na parede. Com isso, Beethoven ainda menino foi perdendo a audição. Para escutar o que compunha, encostava o ouvido no piano e sentia as cordas vibrarem. A música estava na cabeça dele e ele a escrevia, mas sem a escutar. Este grande compositor não queria ser surdo, mas era, e justamente por isso, lutou contra a surdez e fez coisas maravilhosas.
Em geral, dizemos que somos pecadores, fracos, maliciosos, neuróticos, sensuais... e porque nos sentimos assim, nos entregamos e acabamos nos tornando ainda mais sensuais, vaidosos, brutos e egoístas ainda. Mas é preciso fazer como Beethoven: tirar proveito da doença que temos ou de qualquer pecado que nos domine, utilizando-o como trampolim para nos elevarmos.
Deus não nos deixa na rotina. De tempos em tempos, Ele nos traz coisas novas. Ele vai desdobrando o que Ele mesmo criou. E vai apontando realidades novas e nos conduzindo por rumos novos, os quais antes nem podíamos imaginar. "Isto é obra de Deus: admirável aos nossos olhos".
Um coração, que adora o Senhor, não perde a capacidade de se maravilhar diante da constante obra de restauração que Ele realiza. Adorar a Deus no respeito e na submissão absoluta, reconhecendo os direitos soberanos que Ele tem sobre nós, reconhecer "o nada da criatura" que não existe a não ser por e para Ele. Adorar a Deus reconhecendo o senhorio d'Ele sobre as nossas vidas, louvá-Lo, exaltá-Lo, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e Santo é o seu Nome. Não temos como parar. Não temos como envelhecer. Somos e seremos sempre novos quando nos abandonamos nas mãos de Deus.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

O QUE ENDURECEU O SEU CORAÇÃO ?


Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para ver se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo. Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: 'Levanta-te, e fica aqui no meio'. Ele se levantou, e ficou de pé. Disse-lhes Jesus: 'Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?' Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: 'Estende a tua mão'. O homem assim o fez e sua mão ficou curada. Eles ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus". (Lc 6,6-11)
Diante desse Evangelho, o próprio Senhor está perguntando a cada um de nós: "O que é que secou a sua alma, o que endureceu o seu coração?" Muito mais do que nossa mão ou coração, que a nossa alma não se seque. 
Como não conseguimos recordar tudo, neste momento, pergunte-se, durante o dia, o que está "empedrando" o seu coração. Todos nós somos vítimas de situações dolorosas, porque nos decepcionamos com nosso pai, nossa mãe ou irmão, com pessoas próximas que passaram por nossas vidas. 
A decepção é tóxica. Ela queima o nosso interior, e os prejudicados somos nós mesmos. Mas Deus quer que você ponha isso para fora. Quantos se decepcionaram com pessoas da Igreja, como coordenadores, animadores, pessoas que erraram com elas, de forma que houve brigas e desavenças no grupo de oração. Decepção com padre, com religioso e religiosa. O pior é que transferimos isso para a Igreja e nos decepcionamos com ela também; pior ainda: passamos isso para Deus e acabamos não rezando mais. 
Nós precisamos do Senhor. Se você acabou se decepcionado com o Pai, Ele não se decepcionou com você. Muitas vezes, decepcionamo-nos com o Senhor diretamente, então, na nossa revolta, não O perdoamos. Que coisa terrível uma pessoa que não perdoa Deus! 
É uma ideia totalmente errada pensar que o Senhor nos trata como se fôssemos marionetes nas mãos d'Ele, e que é Ele quem nos manda uma doença. Não, é o contrário, pois, se alguém contrai uma doença, mais do que nunca, Ele está com essa pessoa, põe-se ao lado dela. Mas a tentação nos leva a nos decepcionarmos com o Senhor e a nos mantermos longe d'Ele.
Muitas vezes, o sofrimento e a dor acabam secando nossa alma. Nós, infelizmente, permanecemos de coração "empedrado" com relação a Deus e temos a sensação de que Ele está longe de nós. Mas Ele está muito mais presente do que a dor, porque, além das dores da alma e do coração, o Senhor está mais próximo de nós. 
Na cruz, nós temos ocasião de nos achegar a Deus. Se o filho está sofrendo, o Pai vem correndo e se põe próximo para socorrê-lo. O sofrimento faz parte da nossa condição humana, por isso temos de tirar da cabeça que é o Senhor quem no-lo dá. 
"Cura-me, Senhor, eu preciso ser curado da minha mentalidade. Eu O olhava quase como um inimigo, mas o Senhor é o verdadeiro amigo, aquele que me ama e não manda o sofrimento para mim. Mas quando este vem, o Senhor chega antes para ser a minha fortaleza." 
Para que ficar contra o seu cônjuge? Por que ele ou ela abandonou a família? Sei que isso é uma dor grande, mas Deus não quer vê-lo prostrado. Você não pode fazer como a criança que se joga no chão e esperneia. Deus não quis isso para o seu casamento, foi a pessoa quem quis. Se ela não se decide a refazer o casamento e reestruturar a família, o Senhor acaba sendo impotente diante da liberdade dela. 
Tantas situações acontecem e "empedram" o coração dos filhos e filhas de Deus! Mas, hoje, nós nos rendemos ao Senhor, porque Ele é a nossa salvação. Durante todo esse dia, devemos voltar a nos perguntar: "O que está secando o meu coração?". "Quando nos vier à lembrança, precisamos entregá-las a Deus, porque não podemos continuar assim".

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova