Campanha SOS Matriz

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

COMO FAÇO PARA REZAR MELHOR ?


Nós precisamos rezar mais e melhor. Em Medjugorje, os jovens videntes perguntaram a Nossa Senhora como fariam para “rezar melhor”, uma vez que Ela recomendava sempre a eles que “rezassem com o coração”, que “rezassem melhor”. Nossa Senhora respondeu como mãe: “Rezem mais”.
Se você começa a caminhar – e muita gente faz caminhada de manhã cedo, à tarde, alguns fazem até à noite depois que voltam do serviço, porque não têm outra hora –, quanto mais você caminha, mais vai ficando bom na caminhada. Quanto menos você caminha, mais mole fica. Seus músculos vão ficando mais flácidos. Você se cansa mais facilmente. Fica sem fôlego. Da mesma forma, quanto mais você corre, melhor fica na corrida. Quanto mais você nada, melhor fica na natação.Quanto mais você reza, melhor fica na oração. Para rezar melhor é preciso rezar mais.
A Santíssima Virgem deu, dessa forma, uma receita excelente para todos nós. Além das orações que fazemos, é preciso rezar o Santo Rosário todos os dias.
Nossa Senhora está recomendando que rezemos não somente o Terço, mas o Rosário inteiro, meditando os mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos. Posso testemunhar para você que, antigamente, rezar um Terço já me era enfadonho, cansativo, demorado. Hoje, graças a Deus, rezar um Terço e até o Rosário tornou-se fácil. Eu sei que há dias em que chega a noite e ainda não consegui rezá-lo. Então, obrigo-me a rezar o que falta ou até o Rosário inteirinho à noite. Algumas vezes, torna-se pesado por causa disso, mas eu enfrento, graças a Deus! Por quê? Assim como você, caminhando todos os dias, fica bom em caminhada, e percorrer aqueles quilômetros torna-se fácil, o Rosário é a forma de adquirirmos fôlego.
Se você quer ser atleta, precisa de fôlego. Hoje, no mundo em que estamos, enfrentando esta poluição espiritual, precisamos ser atletas para vencer. Os moles vão cair. Os frouxos vão perecer. Só os “atletas” irão superar!
É preciso que todos nós sejamos atletas de Cristo, pois esse é é treinado pela oração. É rezando, rezando e rezando, que criamos fôlego e nos tornamos os atletas de Cristo. A vitória é para os atletas. Os moles não vão conseguir nada.
Você que é “recata” e que precisa da presença de Nossa Senhora para “recatar” os seus, garanta-a [recata] por meio da oração. Para você ter fôlego na oração reze o Rosário todos os dias. Essa é a segunda pedrinha: o Rosário todos os dias! Se você não conseguir logo de início, não se preocupe! Comece com o Santo Terço e, em pouco tempo, estará rezando dois Terços... E depois o Rosário. 
Será bonito você andar com passos decididos. É isso o que Deus quer. Por amor de Deus, por amor de você e por amor dos seus, reze o Rosário todos os dias!
Monsenhor Jonas Abib

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

COM DEUS TEM JEITO !


Jovem, reconheça a queda e levante a cabeça

Quero lhe falar de uma história real. Trata-se da vida de um jovem que aos 25 anos de idade não tinha mais nenhuma perspectiva, não conseguia ver esperança, era só um vazio existencial.
Os dias iam passando e o desespero aumentava no coração por não avistar uma saída. A entrada para o mercado de trabalho lhe parecia muito difícil, sem faculdade e sem currículo, quem o contrataria e quanto ganharia? Pois quem ganha bem é quem tem um excelente currículo e uma boa formação acadêmica, pensava este jovem. Casar-se e formar família também era complexo, já que não conseguia dirigir a sua própria vida, então não conseguia mirar uma vida de fidelidade a partir de uma única mulher, outro ponto se tornava mais distante ainda: ter filhos e dar-lhes uma educação moral e cristã.
Situações que resultavam numa conclusão: sem perspectiva profissional e sem perspectiva de ser bom esposo e bom pai. Além desses fatos, tinha jogado fora todas as oportunidades que estiveram em suas mãos, uma delas a carreira profissional de jogador de futebol de salão. O mais complicado para este jovem era achar que não tinha mais jeito de dar a volta por cima, não existia esperança em sair do caos.
Não sei a sua idade, nem quais são as suas perdas. Só sei de uma coisa, em meio a uma situação de desesperança, é hora de tomar cuidado para não perder os valores da a alegria e a esperança.
Há uma música que diz: “reconhece a queda e não desanima, levanta sacode a poeira e dá a volta por cima”. Jovem, é preciso reconhecer a queda, reconhecer a perda, reconhecer-se pequeno e não desanimar. Consciente que para levantar e dá a volta por cima é preciso o auxílio de cima, do alto, do céu. Levante a cabeça, acredite, é possível começar um tempo novo! Levantar-se sem Deus é arriscado e levantar-se com Deus é humildade.
“A alegria do coração é a vida da pessoa, tesouro inesgotável de santidade, a alegria da pessoa prolonga-lhe a vida. Tem compreensão contigo mesmo e consola teu coração; afugenta para longe de ti a tristeza. A tristeza matou a muitos e não traz proveito algum.” (Eclo 30,23-25).
Essa passagem bíblica nos apresenta um valor que deve ser cultivado, a alegria. Jovem, não deixe que nenhuma perda lhe roube a alegria. Somente a perda de Jesus é que deve nos questionar, pois Ele diz “sem mim nada podeis fazer”. Viver a vida sem Jesus, isso sim é perder a esperança de dias melhores.
 Jesus é o seu amigo e está junto de você nestes momentos tão difíceis. Jesus é o único que não pode se fazer presente na sua lista de perdas. “Eu vos chamo amigos” (Jo 15, 15). O lindo desafio para este dia é virar a folha e começar a escrever um tempo novo. Coloque no início dessa folha “Jesus é meu amigo” e isso me basta para dar a volta por cima. 
Este jovem hoje tem 43 anos de idade, casado há 15 anos e tem três filhos. Este jovem sou eu! Hoje sou “semeador de alegria e esperança” e aprendiz em descobrir valores em meio às perdas, não me canso de repetir: “Com Deus Tem Jeito!”
Cleto Coelho

NOSSA SENHORA SALETE


Nossa Senhora recebeu esse título em função de sua aparição a duas crianças na montanha de Salete, localizada nos Alpes franceses, no ano de 1846. No momento desse acontecimento milagroso, a Mãe de Deus questionou sobre a qualidade dos gestos de fé que nos ligam a Deus, pois estes são a fonte de conversão de todos os homens. E anunciou: "Vinde, meus filhos, não tenhais medo, aqui estou para vos contar uma grande novidade". 

O dia 19 de setembro de 1951, data comemorativa dos cinco anos da aparição da Virgem Imaculada aos pequenos franceses, foi incorporado ao calendário católico pelo Papa Pio IX.

Oração a Nossa Senhora da Salette
LEMBRAI-VOS, Ó Nossa Senhora da Salette, das lágrimas que derramastes por nós, no Calvário. Lembrai-vos também dos cuidados que, sem cessar, tendes por vosso povo, a fim de que, em nome de Cristo, se deixe reconciliar com Deus. E vede se, depois de tanto terdes feito por vossos filhos, podeis agora abandoná-los. 

Reconfortados por vossa ternura, ó Mãe, eis-nos aqui, suplicantes, apesar de nossa infidelidade e ingratidão. Não rejeiteis nossa oração, ó Virgem Reconciliadora, mas volvei nosso coração para vosso, Filho.

Alcançai-nos a graça de amar Jesus acima de tudo, e de vos consolar por uma vida de doação, para a glória de Deus e o amor de nossos irmãos. AMÉM.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

ORAÇÃO EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ



"Pelo sinal da Santa cruz, livra-nos Deus Nosso Senhor, dos nossos inimigos.
Senhor Jesus por Tuas chagas fomos curados!
Por Tua cruz fomos libertados!
Jesus que em seu próprio corpo levou nossos pecados ao madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça, por Tuas chagas fomos curados.
Ó Jesus, cujos ombros foram abertos por feridas por causa do peso da cruz, feridas causadas pelo madeiro e pelos nossos pecados, se a cruz pesar seja nosso Cirineu, se a cruz pesar e eu cair, ajuda-me a levantar, que a Tua cruz seja a minha salvação.
Ó Santa Cruz bendita onde a humanidade foi redimida e o Filho do homem teve suas mãos transpassadas e o seu peito aberto de onde jorrou água e sangue.
Ó Santa Cruz, instrumento de morte e de castigo, mas que pelo Sangue Redentor tornou-se sinal de nossa salvação.
Jesus na Tua cruz eu coloco a minha cruz. (Coloque sua intenção)
Salve ó cruz doce esperança, concede aos réus remissão, dá-nos o fruto da graça que floresceu na Paixão. Louvor a vós, ó Trindade, fonte de todo perdão aos que na Cruz foram salvos daí a celeste mansão.
Jesus, dai-nos a graça de viver nos frutos da Tua redenção (3x).
Amém".

Padre Marcelo Rossi

terça-feira, 18 de setembro de 2012

ALEGRIA E LOUVOR REMÉDIO PARA O CORAÇÃO

Estais sempre alegres, orai incessantemente, dai graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito em Cristo Jesus" (1 Tessalonicenses 5,16-18).

Existem momentos e situações em nossas vidas nos quais é difícil dar graças a Deus. Como você, eu também já passei por situações assim. Mas tenho aprendido, com a graça de Deus, que quanto mais dolorosos e difíceis são esses momentos, tanto mais nós precisamos nos voltar para Deus, certos de que a Divina Providência nos acompanha e nos assiste. Creia: Deus está em tudo e tem o controle de todas as coisas em suas mãos. 

Fomos criados para o louvor, para a adoração e para a ação de graças porque temos origem divina. Nosso lugar é o céu, nossa meta é o céu. De lá viemos e para lá voltaremos com a graça de Deus e os joelhos no chão!

Deus não nos daria uma ordem – como a que nos foi dada nessa passagem bíblica: 1 Tessalonicenses 5,16-18 – se não tivéssemos condições de cumpri-la. O Senhor nos pede que em tudo, em todas as circunstâncias, em qualquer situação - aconteça o que acontecer - demos graças, oremos e estejamos sempre alegres. 

Meu filho, minha filha, coragem! A alegria, o louvor, a adoração e a ação de graças são remédios para o coração. Não desanime, vá em frente, coragem!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

COMO SUPERAR O CANSAÇO


Em cada fato, em cada acontecimento, Deus nos fala. Contudo, nem sempre somos capazes de ouvir a voz de Nosso Senhor devido ao cansaço e a outras circunstâncias. Em meio às lutas que travamos ao longo de todo o dia, quando o corpo e a mente ficam muito fatigados, muitas vezes, somente o repouso do sono não nos restaura.
Precisamos encontrar alguns momentos para estar a sós com Deus, porque é desse nosso encontro com o Senhor que nascerão a serenidade e a vitalidade para enfrentarmos os desafios cotidianos. Quando nos colocamos diante do Senhor, as graças divinas são comunicadas ao nosso coração, capacitando-nos para viver e para vencer as exigências que surgem em nossa jornada.
“O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus” (Sl 84).
Muitas crises perdem a sua atuação ou são amenizadas quando são enfrentadas por pessoas que adquirem diante do Todo-poderoso calma e tranquilidade logo no começo do dia. Nenhum caminho é árduo demais quando estamos firmados no Senhor, porque n’Ele adquirimos força para seguir em frente sem jamais desanimar.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A AJUDA DO SENHOR É CERTA


O Cristão sabe que a ajuda de Deus não substitui a ação do homem. Ele quer mudar nossa vida, mas não nos salvará sem a nossa colaboração, por mais limitada e cheia de defeitos que seja. O Senhor dá força àquele que está fatigado e reconforta o que fraqueja, perdoa, cura, estimulando a mudar e a crescer com seu amor.
Jesus, eu confio em vós!

NÃO DESISTA DE NINGUÉM


Muitas vezes, as pessoas estão tão enleadas em suas vidas, que não têm coragem de largar tudo e seguir Jesus. Por isso, por pior que você seja, por pior que tenha sido ou continue sendo a sua vida, você precisa compreender que deve dar um passo para o Senhor – porque mais do que o seu querer – é Jesus quem quer a sua conversão.
Além de haver pessoas muito más, depravadas, existem também pessoas que se acham "boas" porque não têm grandes pecados e não cometem grandes erros em suas vidas. Mas elas cometem "pequenos pecadinhos" – embora pecadinhos, na realidade, não existam –, e porque não se acham más, não roubam, não matam, nem são como os bandidos e corruptos, também não vão para Jesus. Por essa razão, muitas vezes, a conversão de um "bom" é muito difícil, pois por se considerar bom, não tem coragem de se tornar cristão para valer e ter o seu encontro pessoal com o Senhor. 
A todos aqueles que têm uma vida errada e também àqueles de sua família, que estão muito longe do Senhor, eu digo: "Não desanimem! Rezem muito, peçam ao Senhor e suas orações terão efeito".
Se vocês podem falar, falem; se vocês podem fazer, façam tudo o que puderem por essa pessoa que precisa se aproximar de Jesus. E mesmo que ela seja alcoólatra, viciada, depressiva, não a desclassifique. Pois para Deus não existe “lata de lixo” nem para a pior pessoa. Se você já fez tudo o que podia e já não pode mais falar – porque a pessoa já não suporta mais ouvi-lo –, reze, porque é Jesus dizendo: "Esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia" (João 6,37-39). 
Não desista de ninguém, pois Deus não desiste de 
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

UM CATÓLICO PODE SER MAÇOM ?



O católico, de forma alguma, pode participar da Maçonaria. A disciplina da Igreja está em vigor e pode ser confirmada pela declaração expedida pela Congregação para a Doutrina da Fé, no dia 26 de novembro de 1983 e assinada pelo então Cardeal Joseph Ratzinger. Eis:
"Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da maçonaria pelo fato que no novo Código de Direito Canônico ela não vem expressamente mencionada como no Código anterior.
Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas.
Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão.
Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas com um juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de Fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, p. 240-241).
O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação."
Menos de um ano depois, a mesma Congregação publicou no L'Osservatore Romano, mais precisamente no dia 10 de março de 1985, uma outra declaração acerca da inconciliabilidade entre a fé cristã e a maçonaria. Conforme segue:
"Desde que a Igreja começou a pronunciar-se a respeito da maçonaria o seu juízo negativo foi inspirado por multíplices razões, práticas e doutrinais. Ela não julgou a maçonaria responsável apenas de atividades subversivas a seu respeito, mas desde os primeiros documentos pontifícios sobre o assunto e em particular na Encíclica Humanum Genus de Leão XIII (20 de Abril de 1884), o Magistério da Igreja denunciou na Maçonaria ideias filosóficas e concepções morais opostas à doutrina católica. Para Leão XIII elas reportavam-se essencialmente a um naturalismo racionalista, inspirador dos seus planos e das suas atividades contra a Igreja. Na sua Carta ao Povo Italiano "Custodi" (8 de Dezembro de 1892) ele escrevia: "Recordemo-nos que o cristianismo e a maçonaria são essencialmente inconciliáveis, de modo que inscrever-se numa significa separar-se da outra".
Não se podia portanto deixar de tomar em consideração as posições da Maçonaria sob o ponto de vista doutrinal, quando nos anos 1970-1980 a Sagrada Congregação estava em correspondência com algumas Conferências Episcopais particularmente interessadas neste problema, em consequência do diálogo empreendido por parte de personalidades católicas com representantes de algumas lojas que se declaravam não hostis ou até favoráveis à Igreja.
Agora o estudo mais aprofundado levou a Sagrada Congreção para Doutrina da Fé a manter-se na convicção da inconciliabilidade de fundo entre os princípios da maçonaria e os da fé cristã.
Prescindindo portanto da consideração da atitude prática das diversas lojas, de hostilidade ou não para com a Igreja, a Sagrada Congreção para Doutrina da Fé, com a sua declaração de 26.11.83, pretendeu colocar-se no nível mais profundo e por outro lado essencial do problema: isto é, sobre o plano da inconciliabilidade dos princípios, o que significa no plano da fé e das suas exigências morais.
A partir deste ponto de vista doutrinal, em continuidade, de resto, com a posição tradicional da Igreja, como testemunham os documentos acima citados de Leão XIII, derivam depois as necessárias consequências práticas, que são válidas para todos aqueles fiéis que estivessem eventualmente inscritos na maçonaria.
A propósito da afirmação sobre a inconciliabilidade dos princípios todavia vai-se agora objetando de alguns lados que o essencial da maçonaria seria precisamente o fato de não impor algum "princípio", no sentido de uma posição filosófica ou religiosa que seja vinculante para todos os seus aderentes, mas antes reunir conjuntamente, para além dos confins das diversas religiões e visões do mundo, homens de boa vontade com base em valores humanísticos compreensíveis e aceitáveis por todos.
A maçonaria constituiria um elemento de coesão para todos aqueles que crêem no Arquiteto do Universo e se sentem comprometidos em relação àquelas orientações morais fundamentais que estão definidas por exemplo no Decálogo; ela não afastaria ninguém da própria religião, mas pelo contrário constituiria um incentivo a aderir ainda mais a ela.
Nesta sede não podem ser discutidos os multíplices problemas históricos e filosóficos que se escondem em tais afirmações. Que também a Igreja católica estimule no sentido de uma colaboração de todos o homens de boa vontade, não é decerto necessário salientá-lo depois do Concílio Vaticano II. O associar-se na maçonaria vai todavia além, decididamente, desta legítima colaboração e tem um significado muito mais saliente e determinante do que este.
Antes de tudo deve recordar-se que a comunidade dos "pedreiros-livres" e as suas obrigações morais se apresentam como um sistema progressivo de símbolos de caráter extremamente absorvente. A rígida disciplina do arcano que nela predomina reforça ulteriormente o peso da interação de sinais e de ideias. Este clima de segredo comporta, além de tudo, para os inscritos o risco de se tornarem instrumentos de estratégias que lhes são desconhecidas.
Embora se afirme que o relativismo não é assumido como dogma, todavia propõe-se de fato uma concepção simbólica relativística, e portanto o valor "relativizante" de uma tal comunidade moral-ritual longe de poder ser eliminado, resulta pelo contrário determinante.
Neste contexto, as diversas comunidades religiosas, a que pertence cada um dos membros das Lojas, não podem ser consideradas senão como simples institucionalizações de uma verdade mais ampla e incompreensível. O valor destas instituições parece, portanto, inevitavelmente relativo, em relação a esta verdade mais ampla, a qual se manifesta antes na comunidade da boa vontade, isto é na fraternidade maçônica.

Para um cristão católico, todavia, não é possível viver a sua relação com Deus numa dúplice modalidade, isto é, dividindo-a numa forma humanitária – super-confessional e numa forma interior – cristã. Não pode cultivar relações de duas espécies com Deus, nem exprimir a sua relação com o Criador através de formas simbólicas de duas espécies. Isto seria algo de completamente diverso daquela colaboração, que para ele é óbvia, com todos aqueles que estão empenhados na prática do bem, embora a partir de princípios diversos. Por outro lado, um cristão católico não pode participar ao mesmo tempo na plena comunhão da fraternidade cristã e, por outro lado, olhar para o seu irmão cristão, a partir da perspectiva maçônica, como para um "profano".

Mesmo quando, como já se disse, não houvesse uma obrigação explícita de professar o relativismo como doutrina, todavia a força "relativizante" de uma tal fraternidade, pela sua mesma lógica intrínseca tem em si a capacidade de transformar a estrutura do ato de fé de modo tão radical que não é aceitável por parte de um cristão, "ao qual é cara a sua fé" (Leão XIII).

Esta subversão na estrutura fundamental do ato de fé, realiza-se, além disso, geralmente, de modo suave e sem ser advertida: a sólida adesão à verdade de Deus, revelada na Igreja, torna-se simples pertença de uma instituição, considerada como uma forma expressiva particular ao lado de outras formas expressivas, mais ou menos igualmente possíveis e válidas, do orientar-se do homem para o eterno.

A tentação de ir nesta direção é hoje ainda mais forte, enquanto corresponde plenamente a certas convicções prevalecentes na mentalidade contemporânea. A opinião de que a verdade não pode ser conhecida é característica típica da nossa época e, ao mesmo tempo, elemento essencial da sua crise geral.

Precisamente considerando todos estes elementos a Declaração da Sagrada Congregação afirma que a inscrição nas associações maçônicas "está proibida pela Igreja" e os fiéis que nelas se inscreverem "estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão".
Com esta última expressão, a Sagrada Congregação indica aos fiéis que tal inscrição constitui objetivamente um pecado grave e, precisando que os aderentes a uma associação maçônica não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão, ela quer iluminar a consciência dos fiéis sobre uma grave consequência que lhes advém da sua adesão a uma loja maçônica.
A Sagrada Congregação declara por fim que "não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas, com um juízo que implique derrogação de quanto acima estabelecido". A este propósito o texto faz também referência à Declaração de 17 de fevereiro de 1981, a qual já reservava à Sé Apostólica todo o pronunciamento sobre a natureza destas associações que tivesse implicado derrogações da lei canónica então em vigor (cân. 2335).
Do mesmo modo o novo documento emitido pela Sagrada Congreção para Doutrina da Fé em novembro de 1983, exprime idênticas intenções de reserva relativamente a pronunciamentos que divergissem do juízo aqui formulado sobre a inconciliabilidade dos princípios da maçonaria com a fé católica, sobre a gravidade do ato de se inscrever numa loja e sobre a consequência que daí deriva para se aproximar da Sagrada Comunhão. Esta disposição indica que, apesar da diversidade que pode subsistir entre as obediências maçônicas, em particular na sua atitude declarada para com a Igreja, a Sé Apostólica nota-lhes alguns princípios comuns, que requerem uma mesma avaliação por parte de todas as autoridades eclesiásticas.
Ao fazer esta Declaração, a Sagrada Congreção para Doutrina da Fé não entendeu desconhecer os esforços realizados por aqueles que, com a devida autorização deste Dicastério, procuraram estabelecer um diálogo com representantes da Maçonaria. Mas, desde o momento que havia a possibilidade de se difundir entre os fiéis a errada opinião de que a adesão a uma loja maçônica já era lícita, ela considerou ser seu dever dar-lhes a conhecer o pensamento autêntico da Igreja a este propósito e pô-los em guarda quanto a uma pertença incompatível com a fé católica.
Só Jesus Cristo é, de fato, o Mestre da Verdade e só n'Ele os cristãos podem encontrar a luz e a força para viver segundo o desígnio de Deus, trabalhando para o verdadeiro bem dos seus irmãos."
Este documento faz referência a uma instrução do Santo Ofício, assinada pelo Papa Leao XIII, publicada em 10 de maio de 1884, chamada "Ad gravissima advertenda", que trata justamente da questão da excomunhão aos maçons:
"Para que não haja lugar para erro ao determinar-se quais dessas perniciosas seitas estão submetidas a censura e quais apenas a proibição, certo é, em primeiro lugar, que estão punidos com excomunhão latae sententiae a seita maçônica e outras seitas da mesma espécie, que... maquinam contra a Igreja ou os poderes legítimos, ora fazendo-o no oculto, ora no publicamente, ora exigindo ou não de seus sequazes o juramento de guardar o segredo.
Ao lado destas, há outras seitas proibidas e que devem ser evitadas, sob pena de culpa grave, entre as quais se contam principalmente todas aquelas que exigem de seus adeptos, por juramento, que a ninguém revele o segredo e que prestem total obediência a chefes ocultos. Além disso, é mister advertir que existem algumas sociedades que, embora não se possa determinar com certeza se estão entre as mencionadas ou não, todavia são duvidosas e cheias de perigo, ora por causa das doutrinas que confessam, ora por casa do modo de proceder seguido por aqueles cuja guia se reúnem e são dirigidas..."
Após o Concílio Vaticano II, alguns teólogos com a devida autorização da Sagrada Congreção para Doutrina da Fé foram designados para estabelecer um diálogo com representantes da Maçonaria. A partir dessa abertura, criou-se erroneamente a impressão de que estava liberada a participação dos católicos nessas lojas. Assim, no ano de 1981, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou a Declaração sobre a participação de católicos em associações maçônicas, cujo texto diz:
"Em data de 19 de Julho de 1974, esta Congregação escrevia a algumas Conferências Episcopais uma carta reservada sobre a interpretação do cân. 2335 do Código de Direito Canônico, que veta aos católicos, sob pena de excomunhão, inscreverem-se nas associações maçônicas e outras semelhantes.
Dado que a citada carta, tornada de domínio público, deu margem a interpretações errôneas e tendenciosas, esta Congregação, sem querer prejudicar as eventuais disposições do novo Código, confirma e precisa quanto segue:
não foi modificada de algum modo a atual disciplina canônica que permanece em todo o seu vigor;
não foi, portanto, ab-rogada a excomunhão nem as outras penas previstas;
quanto na citada carta se refere à interpretação a ser dada ao cânone em questão, deve ser entendido, como intencionava a Congregação, só como um apelo aos princípios gerais da interpretação das leis penais para a solução dos casos de cada pessoa, que podem ser submetidos ao juízo dos Ordinários. Não era, pelo contrário, intenção da Congregação confiar às Conferências Episcopais o pronunciar-se publicamente com um juízo de caráter geral sobre a natureza das associações maçônicas que implique derrogação das mencionadas normas."
Assim, a disciplina da Igreja continuava em vigor. Mas, um novo Código de Direito Canônico estava sendo elaborado e havia no ar certa expectativa. No dia 25 de janeiro de 1983 foi publicado o novo Código e não sem surpresa, percebeu-se que não havia nenhum cânon específico à maçonaria. Assim, levantou-se uma falsa ideia, uma vez que a excomunhão para os maçons não estava no Código, os católicos poderiam aproximar-se dela. Porém, isso não é verdade.
Para compreender o motivo, é preciso antes distinguir as atitudes e os princípios da Maçonaria. Algumas lojas maçônicas são abertas à Igreja e até mesmo incentivam seus adeptos a participarem. Essas atitudes não são condenadas pela Igreja. Contudo, o cânon 1374 é bem claro em relação as associações que maquinam contra a Igreja:
"Cân. 1374 - Quem se inscreve em alguma associação que maquina contra a Igreja seja punido com justa pena; e quem promove ou dirige uma dessas associações seja punido com interdito."
Quanto aos princípios maçônicos, estes são clara e irremediavelmente incompatíveis com a fé católica. E essa é a substância daquele documento publicado em 1983.
A Igreja sempre viu na maçonaria um forte naturalismo racionalista, ou seja, não há intervenção do divino na história, não há sobrenatural e a religião é apenas um esforço do ser humano que busca os vestígios de Deus nas realidades inteligíveis, de tal forma que, através desse racionalismo, possa conhecer o Grande Arquiteto do Universo.
As instituições religiosas seriam todas boas, posto que criações humanas. Esse pensamento é totalmente contrário à fé católica. A Maçonaria professa, portanto, o relativismo e isso é claramente incompatível com a fé católica.
A alegação de que a maçonaria é uma organização que reúne os homens de boa vontade e que os seus membros são livrer para crer, não procede, vez que ela possui um sistema progressivo de simbolos extremamente absorventes. Existe uma série de princípios que são assimilados progressivamente pelo simbolismo maçônico e também o arcano, ou seja, o segredo maçônico. A existência de um segredo significa que existem pessoas que conhecem algo que não é compartilhado com os demais membros.
O Decreto de 1983, importante lembrar, traz ainda a orientação de que os bispos locais não podem legislar sobre da participação de católicos em associações maçônicas derrogando as normas já estabelecidas pela Igreja.
Diante de tudo isso, conclui-se que ao católico não é permitido ser maçom, pois os princípios da Maçonaria são incompatíveis com a fé cristã. Como reflexão, fica a frase que encerra a Declaração de 1983: "Só Jesus Cristo é, de fato, o Mestre da Verdade e só n'Ele os cristãos podem encontrar a luz e a força para viver segundo o desígnio de Deus, trabalhando para o verdadeiro bem dos seus irmãos."
Padre Paulo Ricardo

domingo, 16 de setembro de 2012

NOSSA SENHORA DAS DORES


Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!"

Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucifixão de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.

A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucifixão, morte e sepultura de Jesus Cristo. 

Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor. 

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

NOSSA MELHOR ORAÇÃO É VONTADE DE DEUS


Sei em quem pus a minha confiança" (2 Timóteo 1,12b). O Senhor nos separou para si e para o seu serviço. Nós já não nos pertencemos mais: somos de Deus! 

Isso significa que em tudo o que fazemos – trabalhando, conversando, andando, dormindo, estudando, pregando, comendo, enfim, tudo - deve revelar que somos do Senhor e que pertencemos a Ele. Em tudo precisamos agir de acordo com a vontade divina e dar testemunho para nossos irmãos. Até mesmo nosso olhar, sorriso, modo de falar, agir e pensar têm de dar esse testemunho. 

Deus nos convida a manter viva em nós a sua Divina Presença em todos os dias de nossas vidas. Onde quer que nos encontremos, a presença do Senhor nos acompanha e nós precisamos refleti-la por meio de todas as atitudes e palavras. Não estamos sozinhos. Esta certeza nos ajuda a não termos medo, porque nosso Deus é um Deus vivo e presente, que está ao nosso lado e caminha conosco. 

Todo cristão deve pôr Jesus Cristo no centro de todas as atividades que realiza, pois o nosso trabalho deve ser santificado, santificante e santificador. Nossa melhor oração é a vontade de Deus. Vamos fazer tudo, a partir deste dia, para que em nossas ações Ele se alegre conosco. 

Vamos conhecê-Lo cada vez mais, dá-Lo a conhecer e levá-Lo a todos os lugares e pessoas que pudermos. Isso é oração ao ritmo da vida! Isso é trabalho santificado e missão de todos os cristãos.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sábado, 15 de setembro de 2012

EXALTAÇÃO A SANTA CRUZ


Pela Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, a cruz não é um patíbulo de ignomínia, mas um trono de glória. Resplandece a Santa Cruz pela qual o mundo alcança a salvação. Ó Cruz que vences!, Cruz que reinas!, Cruz que limpas todo o pecado! Aleluia! A festa da Exaltação da Santa Cruz nasceu, em Jerusalém, nos primeiros séculos do Cristianismo. Conforme um antigo testemunho, começou a ser comemorada no aniversário do dia em que foi encontrada a cruz de Nosso Senhor. A Sua celebração estendeu-se com grande rapidez pelo Oriente e, pouco depois, por toda a cristandade. Em Roma, era particularmente solene a procissão que, antes da Missa, dirigia-se de Santa Maria Maior a São João de Latrão para venerar a cruz.

No começo do século VII, os persas saquearam Jerusalém, destruíram muitas basílicas e se apoderaram das sagradas relíquias da Santa Cruz que, um pouco mais tarde, seriam recuperadas pelo imperador Heráclio. Conta uma piedosa tradição que, quando o imperador, vestido com as insígnias da realeza, quis carregar pessoalmente o Santo Madeiro até o seu primitivo lugar no Calvário, o seu peso foi-se tornando cada vez mais insuportável. Nesse momento, Zacarias, bispo de Jerusalém, fez-lhe ver que, para levar aos ombros a Santa Cruz, deveria desfazer-se das insígnias imperiais, imitando a pobreza e a humildade de Cristo, o qual tinha carregado o santo lenho despojado de tudo. Heráclio vestiu, então, umas humildes roupas de peregrino e, descalço, pôde levar a Santa Cruz até o cimo do Gólgota.

É possível que tenhamos aprendido, desde a nossa infância, a fazer o sinal da cruz sobre a nossa testa, os nossos lábios e o nosso coração, em sinal externo da fé que professamos. Na liturgia, a Igreja utiliza o sinal da cruz nos altares, no culto e nos edifícios sagrados. É a árvore de riquíssimos frutos, arma poderosa que afasta todos os males e espanta os inimigos da nossa salvação: "Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus Nosso Senhor dos nossos inimigos", dizemos todos os dias ao nos persignar. A Cruz – ensina um padre da Igreja – “é o escudo e o troféu contra o demônio". 

É o sinal para que não sejamos atingidos pelo anjo exterminador, como diz a Escritura (cf. Ex 9,12). É o instrumento para levantar aqueles que caem, o apoio para os que se mantêm em pé, o bastão dos débeis, o guia dos que se extraviam, a meta dos que avançam, a saúde da alma e do corpo. Afugenta todos os males, acolhe todos os bens, é a morte do pecado, a semente da ressurreição, a árvore da vida eterna”. O Senhor pôs a salvação da humanidade no lenho da cruz para que a vida ressurgisse de onde viera a morte, e aquele que vencera, na árvore do paraíso, fosse vencido na árvore da cruz.

A cruz se apresenta na nossa vida
 de diversas maneiras: doença, pobreza, cansaço, dor, desprezo, solidão... Hoje, podemos examinar como é a nossa disposição habitual em face dessa cruz que, às vezes, se mostra áspera e dura, mas que, se a levamos com amor, converte-se em fonte de purificação, de vida e também de alegria. Queixamo-nos com frequência das contrariedades ou, pelo contrário, damos graças a Deus também nos fracassos, na dor, na contradição? Essas realidades nos afastam ou nos aproximam de Deus?
O amor à cruz produz abundantes frutos na alma. Em primeiro lugar, leva-nos a descobrir Jesus, que sai ao nosso encontro e carrega sobre os Seus ombros a parte mais pesada da contradição. A nossa dor, associada à do Mestre, deixa de ser o mal que entristece, arruína e se converte em meio de íntima união com Deus. “Se sofres, submerge a tua dor na dele: diz a tua Missa. Mas se o mundo não compreende estas coisas, não te perturbes; basta que te compreendam Jesus, Maria, os santos. Vive com eles e deixa que o teu sangue corra em benefício da humanidade: como Ele!”

A cruz de cada dia é uma grande oportunidade de purificação, de desprendimento, de aumento de glória. São Paulo ensina, com frequência, que as tribulações são sempre breves e suportáveis, e que o prêmio desses sofrimentos acolhidos por amor a Cristo é imenso e eterno. Por isso, o apóstolo se alegrava nas tribulações, gloriava-se nelas e considerava-se feliz de poder uni-las às de Cristo Jesus, e assim completar a Sua Paixão para bem da Igreja e das almas. A única dor verdadeira é afastar-se de Cristo. Os outros padecimentos são passageiros e se convertem em alegria e paz.

É verdadeiramente suave e amável a cruz de Jesus
. Não contam aí as penas, só a alegria de nos sabermos corredentores com Ele. O trato e a amizade com o Mestre nos ensinam, por outro lado, a ver e a enfrentar as dificuldades que se apresentam com um espírito jovem e decidido sem nenhum assomo de tristeza ou de queixa. À semelhança dos santos, encararemos as contrariedades como um estímulo, como um obstáculo que é preciso transpor neste combate que é a vida. Essa disposição de ânimo alegre e otimista, mesmo nos momentos difíceis, não é fruto do temperamento ou da idade: nasce de uma profunda vida interior, da consciência sempre presente da nossa filiação divina. É uma atitude serena, que cria em todas as circunstâncias um bom ambiente à nossa volta – na família, no trabalho, com os amigos – e constitui uma grande arma para aproximarmos os outros de Deus.
Pe. Francisco Fernández Carvajal 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

COMO DISCERNIR O QUE É BOM PARA NOSSA SALVAÇÃO ?


A lógica do Reino de Deus é diferente da nossa, e como filhos de Deus precisamos entrar na dinâmica do Senhor. Isso se faz pela confiança e pelo abandono no amor do nosso Criador, que nos deu este grande presente:“De sermos chamados filhos de Deus” (cf. I João 3,1b).
Naturalmente, somos muito inclinados a agir e a julgar pelas aparências e por nossas experiências anteriores, e na maioria das vezes, nos enganamos. Nem tudo o que parece bom aparentemente, é realmente bom; e nem tudo o que contraria a nossa natureza inicialmente, é, de fato, ruim.
Como discernir o que é bom para a nossa salvação? Como filhos de Deus precisamos humildemente perguntar ao Senhor todas as coisas, para que não fiquemos enganados e confundidos. No entanto, nem sempre o Senhor nos dá tudo o que pedimos, porque Ele só nos dá o que é bom e essencial para a nossa salvação. Nós vemos a aparência das coisas e o Todo-poderoso vê o interior.
Peçamos, hoje, ao Senhor a graça de vivermos dentro da dinâmica do Espírito Santo, para que a nossa mentalidade seja transformada, de forma que possamos ser fiéis à vontade d’Ele.
Jesus, eu confio em Vós!

ORAÇÃO PEDINDO A ARMADURA DE DEUS



Pai celeste, eu agora, pela fé, clamo a proteção da Vossa armadura, para que eu possa permanecer firme contra satanás e todas as suas hostes e, no nome do Senhor Jesus, vencê-lo-ás.
Eu tomo a Vossa verdade contra as mentiras e os erros do inimigo astucioso.
Eu tomo a Vossa Justiça para vencer os maus pensamentos e as acusações de satanás.
Eu tomo o equipamento do Evangelho da paz e deixo a segurança e os confortos da vida para combater o inimigo.
E, acima de tudo, eu tomo a Vossa fé para barrar o caminho da minha alma às dúvidas e incredulidades.
Eu tomo a Vossa salvação e confio em Vós para proteger o meu corpo e a alma contra os ataques de satanás.
Eu tomo a Vossa Palavra e oro para que o Espírito Santo me capacite a usá-la eficazmente contra o inimigo, a cortar toda escravidão e a libertar todocativo de satanás, no poderoso e conquistador nome de Jesus Cristo, meu Senhor.
Eu me visto desta armadura, vivendo e orando em completa dependência de ti, Bendito Espírito Santo.
Amém.
Padre Wagner Baia Rocha

ORAÇÃO DE CONSAGRAÇÃO DE SI MESMO A JESUS CRISTO, SABEDORIA ENCARNADA, POR MEIO DE MARIA (Texto Oficial do Método de São Luís Maria de Monfort)


"Ó Sabedoria Eterna e Encarnada! 
Ó amabilíssimo e adorável Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Filho único do Eterno Pai e da Maria sempre Virgem, eu vos adoro profundamente, no seio e nos esplendores do vosso Pai, durante toda a eternidade, e no seio virgínal de Maria, vossa Mãe digníssima Mãe, no tempo de vossa Encarnação.
Dou-vos graças por vos terdes aniquilado a vós mesmo, tomando a forma de um escravo, para livrar me da cruel escravidão do demônio.
Eu vos louvo e glorifico por Vos terdes querido submeter em tudo a Maria, vossa Santa Mãe, a fim de me tornar, por Ela, vosso (a) fiel escravo (a).
Mas, infelizmente, ingrato e infiel como sou, não guardei as promessas e votos que tão solenemente Vos no meu Batismo.
Não cumpri com minhas obrigações. Não mereço ser chamado (a) vosso (a) filho (a) nem vosso (a) escravo (a).
E, como nada há em mim que não mereça a vossa repulsa e a Vossa cólera, não ouso aproximar-me por mim mesmo (a) de Vossa Santa e augusta Majestade.
Recorro, por isso, à intercessão e à misericórdia de Vossa Santa Mãe, que me deste por Medianeira junto a Vós.
É por intermédio Dela espero obter de Vós a contrição e o perdão de meus pecados, a aquisição e conservação da Sabedoria.
Eu Vos saúdo, pois, ó Maria Imaculada, Tabernáculo vivo da Divindade, onde a Eterna Sabedoria escondida quer ser adorada pelos anjos e pelos homens!
Eu vos saúdo ó Rainha do céu e da terra, a cujo império está sujeito tudo o que está abaixo de Deus! 
Eu vos saúdo , ó refúgio seguro dos pecadores, cuja misericórdia a ninguém jamais faltou! 
Atendei os desejos que tenho da Divina Sabedoria, e recebei, para isso, os votos e ofertas, que a minha baixeza vos apresenta.
Eu (coloque seu nome), pecador infiel, renovo e ratifico hoje, em vossas mãos, os votos do Batismo.
Renuncio para sempre a Satanás, às suas pompas e às suas obras, e dou-me inteiramente a Jesus Cristo, Sabedoria Encarnada, para o segui levando a minha cruz, todos os dias de minha vida. 
E, para lhe ser mais fiel do que fui no passado, escolho-Vos hoje, ó Maria, na presença de toda a corte celeste, para minha Mãe e Senhora.
Entrego-Vos e consagro-Vos, na qualidade de escravo (a), o meu corpo e a minha alma, os meus bens interiores e exteriores, e o próprio valor das minhas boas obras passadas, presentes e futuras, deixando-Vos pleno e inteiro de dispor de mim e de tudo o que me pertence, sem exceção alguma, segundo o vosso agrado, e para a maior glória de Deus, no tempo e na eternidade.
Recebei, ó Virgem benígna, esta pequena oferta da minha escravidão, em união e honra à submissão que a Sabedoria Eterna quis ter à vossa Maternidade; em homenagem ao poder que s ambos tende sobre este pequeno verme e miserável pecador (a); e em ação de graças pelos privilégios com que Trindade Vos favoreceu.
Declaro que, de hoje em diante, desejo como vosso (a) verdadeiro (a) escravo (a), procurar a vossa honra e obedecer-Vos em tudo.
Ó Mãe admiravel, aoresentai-me a vosso querido Filho, na qualidade de escravo (a) eterno, a fim de que, tendo-me resgatado (a) por Vós, por Vós me receba.
Ó Mãe de misericórdia, concedei-me a graça de obter a verdadeira Sabedoria de Deus, e de me colocar, para isso, entre aqueles (a) que mais amais, ensinais, guiais, alimentais e protegeis como a vossos (as) filhos (as) e escravos (as).
Ó Virgem fiel, tornai-me em todos os pontos um (a) perfeito (a) discípulo (a), imitador (a) e escravo (a) da Sabedora Encarnada, Jesus Cristo, vosso Filho, que eu chegue, por vossa intercessão e a vosso exemplo à plenitude de sua idade na terra e de sua glória nos céus. Assim seja!"
Padre Marcelo Rossi

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

PROCLAMEMOS O ANO DA GRAÇA DO SENHOR


O Senhor tem suscitado no coração dos simples a expectativa da Sua vinda. O Reino de Deus será implantado definitivamente. São os corações simples que percebem os sinais dos tempos. Sempre foi assim na história da Igreja. É o povo simples que se abre aos sinais de Deus. A sabedoria divina se manifesta aos pobres: no Antigo Testamento eram os "pobres de Javé" e no Novo Testamento, os "pobres de coração".
Deus está nos revelando que a Sua vinda está próxima. E quais são os sinais? A ação do Espírito Santo nas pessoas e no mundo é o primeiro e grande sinal. Leia no livro de Joel: "Depois disto, derramarei meu Espírito sobre toda carne. Vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos anciãos terão sonhos, vossos jovens, visões. Mesmo sobre os servos e as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito. Farei prodígios no céu e na terra, sangue, fogo, colunas de fumaça. O sol se transformará em trevas e a lua em sangue quando vier o dia do Senhor, grandioso e temível" (Joel 3,1-4).
O principal e primeiro sinal é: "Derramarei meu Espírito sobre todo ser vivo".
Depois acontecerá o que está no versículo 4: "Farei prodígios no céu e na terra, sangue, fogo, colunas de fumaça. O sol se transformará em trevas e a lua em sangue quando vier o dia do Senhor, grandioso e temível".
A grande profecia de Isaías diz: "O Espírito do Senhor Deus está sobre mim: o Senhor, fez de mim um messias, ele me enviou a levar alegre mensagem aos humilhados, medicar os que têm o coração confrangido, proclamar aos cativos a liberdade, aos prisioneiros a abertura do cárcere, proclamar o ano do favor do Senhor, o dia da vindicta do nosso Deus" (Isaías 61,1-2).
É preciso proclamar o ano do favor do Senhor e o dia da vindicta (vingança) do nosso Deus. Quando se fala "ano" é um "tempo": um longo tempo de graça. Estamos vivendo um tempo maravilhoso, e o que temos de fazer é proclamar o ano da graça do Senhor antes que chegue o dia da vingança do nosso Deus.
As duas coisas vão acontecer: "o ano da graça" e também "o dia da vingança". É Palavra de Deus. Tudo vai acontecer porque "Passa a terra, mas as minhas palavras [de Jesus Cristo] não passarão"(Mateus 24,35).
É justamente com essas palavras que Jesus conclui o anúncio da Sua segunda vinda gloriosa. O que temos de fazer é estar preparados, a cada dia, para a volta do Senhor e proclamar corajosamente, sem nenhum receio, tanto este "tempo de graça" como "o dia da vingança" para que todos estejam preparados.
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O PODER DE DEUS ESTÁ SEMPRE ME AÇÃO


Onde Jesus chega, o mal não pode permanecer. Hoje, vemos isso claramente no Evangelho:
Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: ‘O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: Tu és o Santo de Deus!’. Jesus o ameaçou, dizendo: ‘Cala-te, e sai dele!’ Então, o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal algum” (Lc 4,33-35).
Acolhamos Jesus em nosso coração, em nossa família e em todos os momentos. Deixemo-nos ser conduzidos por Ele numa atitude de profunda confiança.
Jesus, eu confio em Vós!

ARMAS PARA ENFRENTAR O DEMÔNIO


Quero convidar vocês para abir a Palavra de Deus no livro de Gênesis 32,24-30. 
“Jacó ajudou todos a passar a torrente e fez atravessar tudo o que tinha. Quando depois ficou sozinho, um homem se pôs a lutar com ele até o raiar da aurora. Vendo que não podia vencê-lo, atingiu-lhe a coxa, de modo que o tendão da coxa de Jacó se deslocou enquanto lutava com ele. O homem disse a Jacó: 'Larga-me, pois já surge a aurora'. Mas Jacó respondeu: 'Não te largarei, se não me abençoares'. E o homem lhe perguntou: 'Qual é o teu nome?' — 'Jacó', respondeu. E ele lhe disse: 'Doravante não te chamarás Jacó, mas Israel, porque lutaste com Deus e com homens, e venceste'. E Jacó lhe pediu: 'Dize-me, por favor, teu nome'. Mas ele respondeu: 'Para que perguntas por meu nome?' E ali mesmo o abençoou.”
Nesta passagem, vimos a luta do homem com Deus. O Senhor, para mostrar Sua força, uma vez que ninguém pode lutar contra Ele, feriu a coxa de Jacó e este nunca mais conseguiu andar perfeitamente. Ora, estamos em batalha por um lado com o demônio, porque ele fica nos empurrando para fazer o que não queremos fazer; por outro lado, com Deus, porque nossos planos são diferentes dos planos d'Ele, por isso ficamos irritados quando nossos planos não estão sintonizados com os do Senhor. 
Outro trecho das Sagradas Escrituras que convido vocês a lerem está em Gênesis 28,11-17: "Chegou a um lugar onde resolveu passar a noite, pois o sol já se havia posto. Serviu-se de uma das pedras do lugar como travesseiro e dormiu ali. Em sonho, viu uma escada apoiada no chão e com a outra ponta tocando o céu. Por ela subiam e desciam os anjos de Deus. No alto da escada estava o SENHOR, que lhe dizia: 'Eu sou o SENHOR, Deus de teu pai Abraão, o Deus de Isaac. A ti e à tua descendência darei a terra em que estás dormindo. Tua descendência será como a poeira da terra. Tu te expandirás para o ocidente e para o oriente, para o norte e para o sul. Em ti e em tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra. Estou contigo e te guardarei aonde quer que vás, e te reconduzirei a esta terra. Nunca te abandonarei até cumprir o que te prometi'. Ao despertar, Jacó disse: 'Sem dúvida, o SENHOR está neste lugar, e eu não sabia'. Cheio de pavor, acrescentou: 'Como é terrível este lugar! Isto aqui só pode ser a casa de Deus e a porta do céu'.
Este é um lindo sonho de Jacó. A escada simboliza os anjos que comunicam a vontade de Deus, levam nossas orações até o Senhor. Jacó viveu estas duas experiências: por um lado, a luta; por outro, a certeza da presença dos anjos que levavam suas orações ao Pai. Nós também queremos que os anjos levem até Deus nossas orações, estes que são mensageiros do Senhor, mas também nossos mensageiros, uma vez que eles estão enviando nossas orações ao céu.
Muitas vezes, nossos anjos da guarda estão diante de Deus intercedendo por nós, pedindo a Ele as graças que precisamos. Desta forma, eles se tornam os intermediários entre Deus e nós. Há momentos em que não temos forças para seguir adiante, somos como Jacó que, ferido, não conseguia caminhar bem, mas o Senhor dizia a ele para não ter medo. Ora, Deus nos fere para que saibamos o quanto precisamos d'Ele
Irmãos, quando estamos fracos é que sentimos a necessidade do Senhor em nossa vida, pois sem o espinho na carne, acreditamos que podemos caminhar por nós mesmos. Deus feriu Jacó para que, todas as vezes que estivesse caminhando, se lembrasse de sua fraqueza e do Senhor; assim, recordasse o quanto precisava ser humilde. Isso também ocorre conosco. O Senhor não ouve nossas orações, mas nos fere para  que nos lembremos que não conseguimos nada sem Ele. 
Por outro lado, Deus nos oferece armas, as quais são como energias para caminharmos. Os anjos são uns dos meios pelo qual podemos conhecer a vontade de Deus para nós. Além dos anjos, temos a Eucaristia, presença real de Jesus. Muitas vezes, queremos recordar nossas energias longe de Deus, principalmente quando estamos passando por algum problema. Procuramos muitos meios, mas nos esquecemos da Eucaristia; porém, quando estamos passando por alguma dificuldade, precisamos dobrar nossos joelhos diante do Corpo de Cristo. 
Outra arma que temos em nossas mãos é o Sacramento da Reconciliação. Como eu disse, estamos em batalha e este campo é, justamente, a confissão. Vamos até este sacramento para renunciar todas as fraquezas que acabaram nos levando ao pecado. Assim, todo o território que o inimigo ganhou, por meio de nossos pecados, é retomado para Deus em nós, por isso o demônio tem tanto medo deste sacramento e faz de tudo para não recorrermos à confissão. Tenha certeza que este sacramento é mais poderoso do que qualquer exorcismo. 
Temos também, em nossas mãos, a Sagrada Cruz. O inimigo tem medo dela, porque sabe que, ali, está a sua derrota. Saiba que estamos numa batalha com alguém já derrotado. Então, não podemos ter medo dele, pois temos todas as armas em nossas mãos. 
Irmãos, quando você se sentir atordoado, clame o nome de Jesus, pois o inimigo também tem muito medo do nome d"Ele. Satanás também tem medo do nome da Virgem Maria, por isso clame sempre pela intercessão de nossa Mãe. Ele tem muita raiva da Santíssima Virgem por causa de sua humildade. O demônio tem medo dos humildes, porque ele não consegue sê-lo. Ele também tem medo da Palavra de Deus. 

Por fim, não podemos nos esquecer do Espírito Santo, este que é o próprio Deus. Quando você estiver espiritualmente cansado, peça que o Espírito do Senhor venha sobre você. Ele é nossa energia espiritual. 
Meus irmãos, como vocês viram, estamos muito bem equipados. Se colocamos todo este armamento em nossas mãos, o Senhor nos dará a vitória. A missão dos anjos é nos convencer de que não temos nada a temer, de nos mostrar que somente Jesus é o nosso Salvador. Somente Ele pode nos dar paz, alegria e amor. 
Frei Elias Vella