Campanha SOS Matriz

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

INVOCAÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA




Alma de maria, santificai-me.
Coração de Maria, inflamai-me.
Mãos de Maria, amparai-me.
Olhos imaculados de Maria, olhai-me.
Lábios de Maria, falai-me.
Dores de Maria, fortalecei-me.
Ó doce Maria, atendei-me.
No coração de Jesus, escondei-me.
Não permitais que de Vós me afaste.
Dos inimigos, defendei-me.
Na hora da morte, chamai-me e levai-me para o meu querido Jesus, para convosco o amar (Ágape) e louvar por todos os séculos dos séculos. Amém!

Padre Marcelo Rossi

MARIA ESCOLHEU MELHOR PARTE



Somente as coisas essenciais são capazes de preencher o nosso coração e a nossa alma, porque o essencial é divino. Muitas coisas são importantes, mas o que satisfaz, de fato, o nosso coração é o único essencial: Jesus Cristo.
O próprio Jesus disse a Marta no Evangelho: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada” (Lc 10,41-42).
Fomos criados por Deus para amá-Lo e adorá-Lo sobre todas as coisas. Esta é a nossa nobreza.
Vamos hoje adorar a Deus de todo o nosso coração e de toda a nossa alma?
Jesus, ensina-nos a sermos verdadeiros adoradores.
Jesus, eu confio em Vós!

EVITEMOS AS OCASIÕES DO PECADO


Jesus pede de cada um de nós uma decisão firme

Se alguém ou alguma coisa “for para ti ocasião de queda, arranca-o” (Mc 9,47). Talvez hoje em dia se fale pouco das ocasiões de pecado e, contudo, elas não faltam nos nossos tempos. Às vezes até temos a impressão de que elas aumentaram. As circunstâncias externas, com efeito, às vezes incitam as pessoas ao pecado quer por causa das fraquezas morais quer porque elas despertam a concupiscência. As ocasiões, sem serem pecados, constituem momentos imediatos de tentações. 
Ao olhar para o nosso mundo, será fácil ver que as possibilidades de ser imoderado na comida e na bebida se encontram por todas as partes, a internet facilitou uma série de coisas que antes eram praticamente inacessíveis à maior parte das pessoas honestas, as roupas encurtaram-se ou apertaram-se visivelmente… Ocasiões de pecado? Sim. No entanto, dependendo da nossa educação e da nossa sensibilidade, elas poderiam ser ou ocasiões próximas de pecado ou ocasiões remotas.
O Catecismo Romano, precedente do atual Catecismo da Igreja Católica, falava o seguinte sobre tais ocasiões: é preciso ter “a precaução de evitar, para o futuro, tudo o que motivou qualquer pecado, ou que possa dar ocasião de ofender a Deus Nosso Pai” (IV, XIV,22,2). Atenção: fala-se da precaução, isto é, de cautela, de cuidado, de prudência para não aproximarmo-nos de situações que nos coloquem à beira de ofender ao nosso Pai-Deus.
Colocar-nos temerariamente, isto é, sem nenhuma causa justa, em ocasião de pecar é um pecado. Caso se tratasse de uma ocasião próxima de realizar uma ação gravemente pecaminosa, a ocasião mesma já seria gravemente imoral. Quem assim fizesse estaria demonstrando pouco amor a Deus, precário temor em ofendê-lo e certa vontade (talvez débil, porém real) de praticar aquilo do qual se aproxima arriscadamente. Jesus pede de cada um de nós uma decisão firme de estar com ele e de rejeitar tudo aquilo que dele nos separa. Nesse sentido, o Senhor fala tão fortemente de cortar a mão, cortar o pé e arrancar o olho (cf. Mc 9,43-47). 
Logicamente, não podemos cair no erro de interpretar essas expressões ao pé da letra. Coitado de Orígenes, famoso escritor da antiguidade, que entendeu mal essas passagens e se castrou! Mas como a mutilação é pecado, o pobre Orígenes até hoje, apesar das grandes virtudes que tinha, não pode ser canonizado. Outro motivo que veta o seu processo de canonização é o fato de que podem ser lidas muitas coisas estranhas à doutrina cristã nos textos de Orígenes. Nada de fundamentalismo bíblico! O que o Senhor Jesus quer nos dizer ao descrever essas coisas de maneira tão cruenta é que devemos evitar as ocasiões de pecado. Isto é, e de maneira positiva, que mantenhamos uma decisão firme de servir tão somente o Senhor nosso Deus.
Das situações remotas de pecado é praticamente impossível afastar-nos. Isso se comprova rapidamente ao sairmos às ruas das nossas cidades. Neste caso, o importante é que tenhamos a consciência de que devemos viver neste mundo amando-o sem ser mundanos. Também é importante que essas ocasiões sejam apenas remotas e nunca se transformem numa situação próxima de pecado.
Mas poderia dar-se o caso no qual tenhamos que colocar-nos numa situação próxima de pecado. É o caso de um crítico de cinema, o qual teria que assistir aos filmes e emitir um juízo; o crítico poderia colocar em uma situação próxima de ofender a Deus no campo da moral, por exemplo. Também uma pessoa que se dedica a uma tarefa intelectual, às vezes terá que ler alguns livros que vão claramente contra os seus princípios humano-cristãos; talvez um determinado professor tenha que colocar-se em perigo contra a fé. O que fazer?
A primeira coisa que há que dizer é que não podemos colocar-nos, sem causa grave, em ocasião de ofender a Deus. Se houver causa grave, será preciso então colocar todos os meios para que a ocasião próxima se transforme numa ocasião remota. No caso do pesquisador, por exemplo, ele terá que ler, ao mesmo tempo em que lê um livro contra fé, outro de reta doutrina que lhe sirva contra antídoto.
Pe. Françoá Costa

terça-feira, 9 de outubro de 2012

DEVEMOS CONTINUAR FIRMES NO CAMINHO DA SANTIDADE !



A santificação consiste em cada cristão se transformar numa cópia viva de Jesus, “um outro cristo” como diziam os santos Padres.
Quando a imagem de Jesus estiver formada em nossa alma, então teremos chegado à meta que Deus nos propõe. É aquele estado de vida que levou, por exemplo, São Paulo a exclamar: “Eu vivo, mas já não sou mais eu, é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus” (Gal 2,20).
Somos todos chamados por Deus à santidade.
Mas não basta dizer isto às pessoas; é preciso indicar-lhes o caminho para atingi-la.
Neste livro você encontrará os meios de santificação que Cristo nos deixou através da Igreja, e que formaram muitos santos e santas.
“A santidade é a plenitude da vida. Ela é a força mais poderosa para levar a Cristo, os corações dos homens”. (João Paulo II)
“Procurai a paz com todos e ao mesmo tempo a santidade, sem a qual ninguém pode ver o Senhor.” (Heb 12,14)
“Sede santos, porque Eu Sou Santo!” (Lev 11,15)
Trecho livro Felipe Aquino ( Sede Santos !)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

SÓ ASSIM FAREMOS A DIFERENÇA


Se você quer ter casa para morar, a melhor roupa para vestir, queira isso para seu próximo também. Da mesma forma, se você quer e precisa de um trabalho honrado e um salário digno para sobreviver, se você quer um prato de comida em casa, uma cama para dormir, agasalhos para se proteger do frio, queira tudo isso também para seu próximo. Ame seu próximo como a si mesmo.

O mundo está como está porque chegou-se ao máximo da idolatria e do egocentrismo: o centro de todas as coisas somos nós mesmos. Na realidade há coisas e alimentos para todos, e muitas vezes, em alguns lugares eles estão até sobrando, só que há tanta miséria e tanta injustiça e desigualdade assim porque não sabemos dividir, porque não amamos de fato nossos próximos como deveríamos – como Deus quer que amemos. Quando Deus é que deveria ser o primeiro em tudo e o centro de nossas vidas. Quanto mais amamos ao Senhor, tanto mais nos capacitamos para amar o próximo. Só assim vamos mudar nossa existência, só assim vamos fazer a diferença no ambiente em que vivemos.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO


Esta festa foi instituída pelo Papa Pio V em 1571, quando celebrou-se a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha os cristãos católicos, em meio a recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate.
A celebração de hoje convida-nos à meditação dos Mistérios de Cristo, os quais nos guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus. 
A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Desta forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nossos e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, o Venerável (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.
Na história também encontramos Maria que apareceu a São Domingos e indicou-lhe o Rosário como potente arma para a conversão: "Quero que saiba que, a principal peça de combate, tem sido sempre o Saltério Angélico (Rosário) que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério". 
Essa devoção, propagada principalmente pelos filhos de São Domingos, recebe da Igreja a melhor aprovação e foi enriquecida por muitas indulgências. Essa grinalda de 200 rosas - por isso Rosário - é rezado praticamente em todas as línguas, e o saudoso Papa João Paulo II e tantos outros Papas que o precederam recomendaram esta singela e poderosa oração, com a qual, por intercessão da Virgem Maria, alcançamos muitas graças de Jesus, como nos ensina a própria Virgem Santíssima em todas as suas aparições. 
Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

domingo, 7 de outubro de 2012

COMO ENCONTRO SOLUÇÃO PARA OS MEUS PROBLEMAS ?


Os Dez Mandamentos que Moisés recebeu de Deus, no alto do monte, eram os mandamentos básicos para o povo se tornar gente, porque Moisés não aguentava mais governá-lo. O profeta se colocou na presença do Senhor e expôs a situação: "Deus, eu não aguento mais! O Senhor me envolveu com esse povo, estou no meio dele, só que não aguento mais! Deus, o que é que eu vou fazer?"

Moisés foi buscar a sabedoria do Altíssimo, porque ele estava totalmente envolvido. O Senhor o envolvera com aquele povo. Ele se sentia responsável por todos, sofria por eles e padecia nas mãos daquela gente. Mas em todas as situações ele se dirigia a Deus. Sempre, em tudo, Moisés recorria ao Senhor. Era o intercessor: estava com o povo e estava com Deus.

A atitude do intercessor é a de estar envolvido com o povo, com os irmãos e com a situação destes. Ele está com o coração partido pelas coisas que os irmãos vivem, mas sabe que não vai poder solucionar nada por si mesmo. Moisés já tinha aprendido: quando quis solucionar a questão por conta própria e foi fazer justiça com as próprias mãos, matou um egípcio e estragou tudo (cf. Ex 2,11-15).

O intercessor se põe entre Deus e o povo. Ele permite que o Espírito Santo ore e peça nele, que Ele advogue por eles. Por isso, acaba se tornando íntimo do Todo-poderoso, mesmo sendo fraco e pecador. Deus o faz íntimo. O intercessor está cooperando com Ele e o Senhor lhe fala como servo. Ele anuncia, de antemão, o que vai acontecer. Antes que alguém perceba, o servo de Deus começa a ter a intuição de que alguma coisa está por acontecer e que é preciso pedir, interceder, tomar posição. Deus realmente segreda aos Seus íntimos aquilo que só Ele conhece e julga importante que os Seus servos saibam.

O que podemos constatar é que em todas as situações Moisés buscava a Deus. Justamente por isso o Senhor lhe trazia a solução. Sempre e em tudo recorria a Deus Pai. Buscava d'Ele a solução. Deus se sensibilizava e atendia, nunca faltava a solução. O Altíssimo está precisando de intercessores assim nos grupos, nas comunidades, nas paróquias.

Talvez você tenha se decepcionado, se magoado e se ferido muito com a pessoa com quem você se casou. Mas essa pessoa é carne da sua carne, osso dos seus ossos. Nem foram vocês que se uniram. Foi Deus quem os uniu, e vocês não podem negar: ele(a) é a sua carne. E, se errou, se foi infiel, ainda assim é sua carne. Sei da decepção e da tristeza do seu coração; e da depressão em que você entrou; mas a solução para sua decepção é assumir a posição verdadeira do intercessor.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

A PALAVRA DE DEUS MUDOU MINHA VIDA


Posso lhe dizer que foi a Palavra de Deus que mudou a minha vida. Olhando para minha história percebo o quanto ela já fez em mim. Foi a partir do meu Batismo no Espírito Santo que comecei a ter gosto por ela. Eu a comi, a mastiguei, a digeri e a ruminei como um alimento. A minha vida de oração ganhou “sabor e conteúdo”; minha pregação mudou; tornei-me ousado nas coisas de Deus. E os efeitos começaram a contagiar outras pessoas. Hoje ela [Palavra de Deus] é como o sangue em minhas veias. 

Está aí a Canção Nova: a TV, a Rádio, a Internet, a Comunidade, os acampamentos... Maravilhas do Senhor têm acontecido na vida de milhares de pessoas no Brasil e em outros países. Tudo por causa da força da Palavra de Deus.

O que seria da Canção Nova se ela não tivesse sido "edificada sobre a rocha" (cf. Mateus 7,24) que é a Palavra de Deus? Posso afirmar: muitas chuvas e ventos nos sacudiram... Mas nós resistimos!

Por isso, peço para você a mesma graça que temos vivido: o Batismo no Espírito Santo. E desejo e peço que você também descubra o tesouro que é a Palavra de Deus, e nela construa a sua casa.

Na certeza de quem experimentou as promessas do Senhor e deseja que elas se concretizem em sua vida também!


Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

sábado, 6 de outubro de 2012

ORAÇÃO À SÃO BENEDITO



Glorioso São Benedito, grande Confessor da fé, com toda confiança venho implorar a vossa valiosa proteção.
Vós, a quem Deus enriqueceu com os dons celestes, impetrai-me as graças que ardentemente desejo, para maior glória de Deus.
Confortai o meu coração nos desalentos!
Fortificai minha vontade para cumprir bem os meus deveres!

Sede o meu companheiro nas horas de solidão e desconforto!

Assisti-me e guiai-me na vida e na hora da minha morte, para que eu possa bendizer a Deus nesse mundo e gozá-lo na eternidade. Com Jesus Cristo, a quem tanto amastes.

Amém!

ENTRANDO PELA PORTA DA FÉ


Somos chamados a fortalecer nossos princípios

No dia 17 de Outubro de 2011 o Santo Padre divulgou a Carta Apostólica “Porta Fidei” (Porta da Fé) na qual proclamou o Ano da Fé. Este terá início neste ano, no próximo dia 11, data de comemoração dos cinquenta anos da abertura do Concílio Vaticano II e de vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, e encerará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, em 24 de Novembro de 2013. 
Mas qual a importância e o porque em celebrar-se o Ano da Fé?Não é a primeira vez que a Igreja o celebra. O último foi em 1967, no pontificado de Paulo VI, motivado, já naquela época, em dar uma resposta de fé diante das inúmeras ideologias que buscavam desconsiderar Deus do pensamento coerente e racional.
Assim também, hoje, o Papa Bento XVI, afirma haver entre nós um “diversa mentalidade que, particularmente, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. Mas a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre a fé e ciência autêntica”.

Este novo Ano da Fé, tem igualmente o objetivo de impulsionar os cristãos a aprofundarem o conhecimento sobre a Igreja, dissipando assim, a nuvem negra dos erros de doutrina.O Sumo Pontífice refere-se ao Ano da Fé como, um “tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece” e “tempo de particular reflexão e redescoberta da fé”
.
O documento – "Porta Fidei", afirma ainda, que, para alcançarmos uma maior amplitude do dom da Fé, na sociedade e na pessoa em particular, cada um deve confessar e anunciar publicamente a própria fé. Devemos ter a responsabilidade social daquilo que acreditamos. Ou seja, é preciso declarar com a vida o Evangelho do Cristo, não ficarmos tímidos ou tomar partido da maioria, diante das questões contrárias a essência do ser humano e expressar com alegria nossa adesão a fé, pois somos detentores das palavras portadoras da verdade e da vida que Jesus nos deixou.

Várias vezes Bento XVI insistiu neste exemplo “através do testemunho prestado pela vida dos crentes, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com sua própria vida no mundo, a Palavra da verdade que o Senhor Jesus nos deixou”, “em nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias. Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção e esperança”.

Entretanto, para que o nosso testemunho esteja de acordo com a fé que professamos é preciso um empenho de nossa parte, particularmente nesse período, em conhecer e propagar aquilo que a Igreja colheu nestes dois mil anos de história, afinal, o mundo pede respostas cada vez mais racionais e acertadas. E além de podermos responder satisfatoriamente ao mundo, em recompensa a esse esforço e estudo estaremos aderindo a fé católica cada vez mais com inteligência e vontade.

Entre os principais meios, para se chegar a esse conhecimento da fé, o Papa cita os textos deixados em herança pelo Concílio Vaticano II, afirmando que: “é necessário fazê-los ler de forma que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificativos e normativos do Magistério.” Bento XVI fala fortemente sobre a importância do Concílio Vaticano II: “Sinto hoje ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça que beneficiou a Igreja no século XX”.
Também o Pontífice destacou a importância do Catecismo da Igreja Católica, Bento XVI considera-o como “subsídio precioso e indispensável. na sua própria estrutura, o Catecismo da Igreja Católica apresenta o desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária. Ali se apresenta não uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja”, afirmou o papa.
Enfim, devemos recorrer constantemente a esse documento, em nossas catequeses, em grupos de estudo e pastorais, como também na formação pessoal. Ainda, salienta o Papa que,sobretudo, o Ano da Fé é um “repassar a história da nossa fé” para “tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor”. Este, com certeza será uma período de celebrarmos a nossas certezas e princípios, firmar valores para descobrirmos cada vez mais a felicidade e a honra de estar na única e verdadeira Igreja de Cristo.

Entremos portanto, pela Porta da Fé.
Sandro Ap. Arquejada

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

ORAÇÃO SÃO FRANCISCO DE ASSIS (oração da Paz)



Senhor, Fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver duvida, que leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre,
Fazei que procure mais consolar, que ser consolado;
compreender que ser compreendido;amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado,e é morrendo que vive para a vida eterna. Amém!

SÃO FRANCISCO


Francisco nasceu em Assis, na Úmbria (Itália) em 1182. Jovem orgulhoso, vaidoso e rico, que se tornou o mais italiano dos santos e o mais santo dos italianos.

Com 24 anos, renunciou a toda riqueza para desposar a "Senhora Pobreza". Aconteceu que Francisco foi para a guerra como cavaleiro, mas doente ouviu e obedeceu a voz do Patrão que lhe dizia: "Francisco, a quem é melhor servir, ao amo ou ao criado?". Ele respondeu que ao amo. "Porque, então, transformas o amo em criado?", replicou a voz. No início de sua conversão, foi como peregrino a Roma, vivendo como eremita e na solidão, quando recebeu a ordem do Santo Cristo na igrejinha de São Damião:"Vai restaurar minha igreja, que está em ruínas".

Partindo em missão de paz e bem, seguiu com perfeita alegria o Cristo pobre, casto e obediente. No campo de Assis havia uma ermida de Nossa Senhora chamada Porciúncula. Este foi o lugar predileto de Francisco e dos seus companheiros, pois na Primavera do ano de 1200 já não estava só; tinham-se unido a ele alguns valentes que pediam também esmola, trabalhavam no campo, pregavam, visitavam e consolavam os doentes. 

A partir daí, Francisco dedica-se a viagens missionárias: Roma, Chipre, Egito, Síria... Peregrinando até aos Lugares Santos. Quando voltou à Itália, em 1220, encontrou a Fraternidade dividida. Parte dos Frades não compreendia a simplicidade do Evangelho. Em 1223, foi a Roma e obteve a aprovação mais solene da Regra, como ato culminante da sua vida.

Na última etapa de sua vida, recebeu no Monte Alverne os estigmas de Cristo, em 1224. Já enfraquecido por tanta penitência e cego por chorar pelo amor que não é amado, São Francisco de Assis, na igreja de São Damião, encontra-se rodeado pelos seus filhos espirituais e assim, recita ao mundo o cântico das criaturas. 

O seráfico pai, São Francisco de Assis, retira-se então para a Porciúncula, onde morre deitado nas humildes cinzas a 3 de outubro de 1226. Passados dois anos incompletos, a 16 de julho de 1228, o Pobrezinho de Assis era canonizado por Gregório IX.


São Francisco de Assis, rogai por nós!

COMO VIVER A FELICIDADE ?


Você já parou para pensar sobre o que é realmente a felicidade? Para alguns é somente uma questão de correr atrás de dinheiro, sucesso, admiração, poder e prazer... Quando uma pessoa é dependende destas coisas, nunca encontrará a felicidade
autêntica. Terá sempre o gostinho de estar faltando algo. As coisas hoje as temos, e daí a pouco podemos perdê-las. As pessoas partem ou se afastam. É o ciclo da vida. Somente Deus é capaz de renovar as nossas forças, devolver a esperança, dar coragem para não desistir, e operar milagres. Ele é a fonte da felicidade. As coisas podem não estar dando certo agora, mas com Deus você sempre poderá reagir. "mas aqueles que contam com o Senhor renovam suas forças; ele dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão para a frente sem se fatigar." (Isaías 40,31)

Senhor,
muitas vezes tenho me decepcionado comigo,
e também com pessoas.
Nem sempre tenho alcançado meus sonhos.
E assim fica o gosto amargo da decepção.
Enche-me com o Espírito Santo,
para que saiba reconhecer a necessidade
de estar sempre em comunhão contigo.
Ensina-me a construir a verdadeira felicidade. Amém
Alberto Gambarini

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

ANESTESIA ESPIRITUAL


O amor é o antídoto que nos devolve a vida

A palavra anestesia tem sua origem no vocábulo grego e significa "ausência de sensações". Popularmente, podemos dizer que é um estado em que a sensibilidade fica temporariamente bloqueada. Muitos pacientes, ao serem submetidos a algum procedimento cirúrgico, são anestesiados para não sentirem nenhuma espécie de dor. 

Infelizmente, nossa sociedade passa por um processo de anestesia espiritual. Fomos anestesiados em relação à dor de quem sofre. Para não sentirmos a dor que os outros sentem, anestesiamo-nos e, assim, divorciamo-nos da solidariedade. Se em tempos distantes a preocupação com o vizinho doente era prioridade, hoje esta atitude parece não mais condizer com o homem pós-moderno. A pós-modernidade enclausurou o ser humano em suas próprias preocupações e tem lhe roubado o direito de amar. 

Muitos caminham pela vida anestesiados em relação à dor de seus irmãos e irmãs. No tempo de Jesus não era diferente. Os fariseus e escribas olhavam para os doentes e sofredores e enxergavam somente a impureza. Estavam anestesiados pela arrogância de suas próprias autossuficiências. A anestesia que impedia a verdadeira solidariedade de acontecer atravessou milênios e chegou até nossos dias com uma nova roupagem, mas carregando em si mesma o mesmo veneno: a falta de amor verdadeiro. 
Jesus trouxe o antídoto contra a anestesia que impedia o ser humano de olhar para o outro e não se compadecer com a dor. Ele nos trouxe o amor como remédio para curar a insensibilidade que roubava do ser humano a solidariedade profunda e verdadeira. Se para os fariseus o doente era um impuro, excluído da graça de Deus e da comunidade, para Jesus este mesmo doente era um Filho do Pai que necessitava de cuidados e carinhos. Com o bálsamo do amor, Jesus foi ao encontro daqueles que caminhavam pela vida sozinhos e desamparados. Enquanto alguns feriam os doentes com a falta de compaixão, Jesus os curava com Seu amor sem limites.

Aquele que sofre não é um estranho, mas irmão, filho do mesmo Pai que merece cuidados, amor e carinho. A anestesia espiritual nos afasta da verdadeira solidariedade. Enquanto a teoria roubar a cena, correremos o risco de nos perder em palavras bonitas e deixarmos sofrendo aquele que clama por nossa presença verdadeira e solidária. Jesus fez a diferença na vida de cegos, leprosos e pecadores. Sua atitude mostrava a cada fariseu ou escriba que eles somente seriam verdadeiramente humanos se, antes, tomassem o antídoto do amor que os libertaria da anestesia que lhes impedia de ver além de suas próprias verdades.

Cada dia é sempre uma nova oportunidade de fazermos a diferença na vida de alguém. A verdadeira solidariedade nos liberta da anestesia da falta de amor e nos faz ir ao encontro de quem sofre e lhe dizer: “O que posso fazer para ajudá-lo?”; “Estou junto com você!”; “Juntos vamos encontrar uma solução!”; “Se precisar de mim, pode me ligar ou me procurar a qualquer hora do dia ou da noite!”... Amor verdadeiro não sobrevive de teorias, mas sim de gestos concretos. 

Jesus nos ensina, com seus exemplos, a sermos sempre o diferencial na vida de quem sofre e não tem ninguém ao seu lado. Se o antídoto do amor nos libertar da anestesia que nos impede de nos aproximarmos de quem sofre, teremos compreendido o que Ele nos ensinou quando disse: “Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos” (Jo 15,13)
Padre Flávio Sobreiro

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

CONSAGRAÇÃO AO ANJO DA GUARDA




"Santo Anjo da guarda, que me foste concedido desde o início da minha vida, como protetor e companheiro, quero eu (diga seu nome), pobre pecador, consagrar-me hoje a Vós, diante de meu Senhor e DEUS, de Maria, minha Mãe celestial e de todos os Anjos e Santos.
Quero-Vos dar a minha mão e nunca mais a desprender da Vossa.
Com a minha mão na Vossa, prometo ser sempre fiel e obediente ao meu Senhor e DEUS e à Santa Igreja.
Com a minha mão na Vossa, prometo confessar sempre Maria como minha Rainha e Mãe e fazer da sua vida um modelo da minha.
Com a minha mão na Vossa, prometo confessar a minha Fé em Vós, meu santo protetor, e promover zelosamente a veneração dos santos Anjos, como proteção e auxílio especial, de modo particular, nestes dias de luta espiritual pelo Reino de DEUS.
Suplico-te, santo Anjo do Senhor, toda a força do Amor (Ágape), para que seja inflamado, todo o vigor da Fé, para que nunca mais vacile.
Suplico-Vos, que a tua mão me defenda contra os ataques do inimigo.
Suplico-Vos a graça da humildade de Nossa Senhora, para que seja preservado de todos os perigos e, guiado por Vós, chegue à Pátria celestial. Amém".


Padre Marcelo Rossi

CURA , SENHOR, O MEU CORAÇÃO ENDURECIDO


Outra vez, Jesus entrou na sinagoga e lá estava um homem com a mão seca. Eles observavam se o curaria num dia de sábado, a fim de acusá-Lo. Jesus disse ao homem da mão seca: 'Levanta-te! Vem para o meio!' E perguntou-lhes: 'Em dia de sábado, o que é permitido: fazer o bem ou fazer o mal, salvar uma vida ou matar?' Eles ficaram calados. Passando sobre eles um olhar irado e entristecido pela dureza de seus corações, disse ao homem: 'Estende a mão!' Ele estendeu a mão, e esta ficou curada. Saindo dali, imediatamente os fariseus e os herodianos tomaram a decisão de eliminar Jesus" (Mc 3,1-6).
O Evangelho nos mostra Jesus na sinagoga com os escribas. Estes estavam atentos para ver se o Senhor iria curar alguém num dia de sábado. Percebendo o que eles estavam pensando, Jesus os provoca e chama aquele homem, cuja mão era seca, para o centro da sinagoga e lhe pede que estenda a mão. Imediatamente, sua mão ficou curada. Percebendo que todos O observavam, Jesus ficou cheio de ira e de tristeza, porque eles eram duros de coração.
Assim, não sabemos quem era mais doente: se o homem da mão seca ou aqueles escribas, fariseus, doutores da Lei, pessoas que ensinavam e conduziam o povo dentro dos caminhos de Deus. Qual doença era pior: uma mão entrevada ou um coração endurecido?
Meus irmãos, hoje é o dia em que Jesus quer operar as duas curas, pois os sofrimentos, principalmente a nossa má vontade, a nossa pouca fé e os nossos pecados vão endurecendo os nossos corações. Por descuido, ressentimentos, decepções, maldades, raivas, rancores cultivados e vingança, nós acabamos ficando com o coração endurecido, mas o Senhor quer curá-lo.
Ore comigo: "O Senhor quer curar o meu coração endurecido. Eu preciso, Senhor. Talvez eu nem tenha percebido, até hoje, como o meu coração estava insensível. Cura, Senhor, o meu coração endurecido". 
Que Deus cure o seu coração ou pode ser que você seja um homem ou uma mulher de "mãos secas". Somos cristãos, somos católicos, mas, muitas vezes, queremos que Deus atenda as nossas necessidades e traga cura e solução para nós. Que Ele dê um jeito em nosso casamento, nos filhos, nos pais, mas nós "tiramos o corpo fora" quando precisamos ser ativos na Igreja, participando e tomando a frente de algum ministério e serviço. Nós somos, como disse Jesus, o "sal da terra", o "fermento da massa". 
Nós tivemos a graça de nascer de novo, de nascer do Alto. Por isso, precisamos viver como quem é filho de Deus. E o filho deve fazer as coisas que o Pai gosta de fazer. O Senhor nos quer sal para esta terra que está "apodrecendo". O sal não precisa fazer muita coisa, basta que seja sal. Nós não temos “salinidade”. Ela é do Senhor e do Espírito Santo que nós recebemos. Temos de usá-la em favor da Igreja. Nós temos o Pai, o Filho e o Espírito Santo vivos dentro de nós. Não podemos ser homens e mulheres de “mãos encarquilhadas”.
O Senhor quer curar as duas coisas em nós: a "mão seca" e o coração endurecido. 
Oremos juntos: "Senhor, encha-nos do Espírito Santo. Que Ele venha à tona. Jesus, manda o Seu Espírito para transformar o meu coração, faz este milagre, esta transformação. Senhor, eu preciso curar meu coração e minhas mãos. Não é simplesmente curar a mão, mas me tornar mais ativo na Igreja com a vida que já está em mim".
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 2 de outubro de 2012

COMO UMA CRIANÇA NO COLO DE SUA MÃE


Hoje, a Igreja faz memória a Santa Terezinha do Menino Jesus, a santa das pequenas coisas. No abandono e na confiança em Deus, ela buscou fazer as pequenas coisas com amor e por amor.
Aprendeu a amar e aceitar a sua pequenez e a sua pobreza, vivendo numa total dependência do bom Deus, como as crianças quando estão no colo da mãe ou do pai. Muitas vezes, foi tida por boba, mas na verdade, ela soube por em prática esta palavra do evangelho: “Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 18,3).
Peçamos hoje, a intercessão de Santa Teresinha do Menino Jesus, e aprendamos com ela a ter um coração de criança.
Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso!

TOME HOJE, A DECISÃO MAIS IMPORTANTE DA SUA VIDA

Muita gente pensa que amor é somente um sentimento e que ele brota naturalmente sem que nada precisemos fazer. Não! Amar é, antes de tudo, um ato de vontade. É necessário querer amar, é preciso tomar a decisão de amar, de expressar amor pelas pessoas com quem convivemos. Querer envolvê-las com sinais de amor, até mesmo surpreendê-las com as nossas manifestações de amor.
Aqueles que não foram amados nem nunca tiveram um ambiente caloroso de afeto, frequentemente não sabem expressar seu amor, não conseguem traduzir esse sentimento em gestos. Não é que não exista amor neles, pois todos fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Há amor em nós, em todos nós.
Essas pessoas não conseguem manisfestar o amor em gestos. Ficam encabuladas, inibem-se. Amar é resultado de aprendizagem, é preciso aprendê-lo. Elas não receberam, não experimentaram, por isso não sabem expressar amor.
E como se rompe esse círculo vicioso?
Decidindo-se a amar. Na vida tudo é assim: a criança aprende a andar, andando; aprende a falar, falando. Do mesmo modo, nós só aprendemos a amar amando.
Mesmo se não tivemos a graça de viver num ambiente de amor - e por isso não aprendemos a amar, a manifestar esse sentimento -, chega uma hora em que é preciso decidir. Chega o momento de começar a emitir sinais de amor. Repito: amar é uma questão de decisão, é um ato de vontade. Expressar amor depende de nossa vontade. Começar a fazer gestos concretos de amor é resultado de uma decisão.
A hora é agora. Amar é uma coisa tão importante, é algo tão vital que você não pode deixar para depois. Por que você não se decide agora? Por que você não toma a decisão de começar a fazer gestos de amor?
Não se assuste, não se iniba. Decida-se e comece a fazer gestos de amor. Será como a criança que dá os primeiros passos. É como começar a dizer as primeiras palavras. É assim que se começa, é assim que se aprende a amar, que se rompe uma cadeia de morte, porque a Palavra de Deus diz claramente: “Sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte” (IJo 3,14).
Pare um momento e decida-se a amar; tome a decisão de começar a fazer atos de amor. Vai ser a mais linda decisão de sua vida!
Não deixe para depois. Faça isso agora. Decida-se a amar! Decida-se a fazer atos concretos de amor!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

HISTÓRIA DE UMA ALMA :SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS





História de uma alma é um manuscrito autobiográfico de Maria Francisca Teresa Martin imortalizada na história da Igreja como Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, o qual é dividido em três manuscritos distintos (A, B e C) destinados respectivamente à: Madre Inês de Jesus, Irmã Maria do Sagrado Coração de Jesus, Madre Maria de Gonzaga. Cada um destes manuscritos trata do mesmo assunto. O Manuscrito muito mais do que uma Biografia é um itinerário da vida espiritual desta Doutora da Igreja. Ao narrar os fatos de sua vida, desde a infância até seus últimos dias, vemos o Amor misericordioso de Deus, que se manifestou na sua vida, lendo as páginas do livro não apenas com um olhar raso, mas um olhar contemplativo vamos percebendo que ela viveu de fato o que ela desejava ser: um “brinquedo velho” mas mãos do Menino Jesus, do qual Ele pudesse fazer tudo o que lhe fosse agradável. É possível perceber também que ao contrario das autobiografias modernas, Santa Teresinha não procura fazer de seus manuscritos uma exaltação de si mesma, mas sim deixar um testemunho de uma vida inteiramente consagrada ao Senhor.
Santa Teresinha nasceu em Alençon, na França em Janeiro de 1873, filha de pais católicos fervorosos Azélia Maria e Luís Martin (beatificados pelo papa Bento XVI) que lhe transmitiram uma boa educação na Fé, tanto que todas as filhas do casal se tornaram religiosas. Nesse ambiente de fé fervorosa Teresa percebeu desde a tenra idade o chamado do Senhor à vida consagrada no Carmelo. Inúmeras dificuldades se antepuseram à sua entrada no Carmelo, principalmente a sua pouca idade, mas confiante na bondade de Deus e com certeza de sua vocação soube esperar o seu momento, o qual chegou. Viveu sua vida no Carmelo tendo como um de seus propósitos rezar pela santificação dos sacerdotes. Apesar de ter morrido cedo deixou na Igreja um exemplo de santidade a ser seguido.
Durante a leitura do livro vai-se percebendo que Santa Teresinha não viveu nada de extraordinário como muitos pensam acerca dos santos. Mas ao contrário nas pequenas coisas e nos fatos comuns da vida ela foi tomando consciência de sua vocação e respondendo o seu SIM, ao chamado de Deus, ao qual ela tinha grande alegria de se considerar esposa.
Algumas passagens do livro chamam a atenção por demonstrar tão claramente a espiritualidade desta santa mulher, a Florinha Branca do Senhor, cito aqui por exemplo uma passagem que me chamou muito a atenção e me levou a refletir o verdadeiro sentido da vida cristã, que é a vocação à santidade: “Não desejo ser santa pela metade.” Uma exortação sempre tão atual para que possamos nos interrogar se estamos vivendo a santidade que o Senhor nos pede. Outro trecho de bastante significância é no qual ela diz: “No coração da Igreja, minha Mãe, serei o amor... Assim serei tudo... Assim se realizará o meu sonho!!!... O Amor é este vínculo da perfeição que Teresinha soube descobrir e viver, com esta reflexão surge a indagação no coração: Será que nós também estamos vivendo o Amor ao qual o Senhor me chama? Esta reflexão deve ser repetida no nosso coração sempre para que assim como Terezinha possamos exclamar o desejo de ser o Amor no seio da Igreja.
A Vida de Santa Teresinha também chama atenção em um aspecto: a santidade do ambiente familiar no qual ela vivia, percebe-se durante toda a leitura do livro o amor fraterno que ela tinha por suas irmãs, que também eram religiosas; também no tão grande amor que ela nutria por seu pai, a ponto de constantemente chamá-lo de “meu Rei”. Vê-se aí a necessidade de cultivar nas famílias esse sentimento de amor a Deus e ao próximo, e desenvolver desde a menor idade a formação cristã para as crianças. Santa Teresinha floresceu na fé porque teve quem a adubasse e regasse com os preceitos divinos e o exemplo de vida.
Santa Teresinha viveu o mistério do sofrimento em sua vida desde a separação de suas irmãs que entraram no Carmelo antes dela até na aridez que experimentou já no Carmelo; mesmo assim resignada e com alegria no coração, pois sempre oferecia esse sofrimento pela santificação dos sacerdotes, deixando assim o exemplo de saber aceitar o mistério da dor na nossa vida e tirar deste o ensinamento necessário para nossa caminhada de fé.
Após viver na sua vida a santidade, que se manifestou nas pequenas coisas, sofreu com a tuberculose que lhe causaria sua morte precoce aos 27 anos de idade. Foi canonizada em 1925, e declarada padroeira das missões junto com São Francisco Xavier. Em 1898 foi publicado pela primeira vez “História de uma Alma”. Ela deixa o exemplo de que não é necessário fazer coisas grandiosas e extraordinárias para se chegar à santidade, mas sim viver bem aquilo que nos é proposto em nossas vidas tendo sempre nosso olhar voltado para o céu, de onde Santa Teresinha olha e roga a Deus por nós. Quero ser como Santa Teresinha um brinquedo velho nas mãos do Menino Jesus, do qual ele faça o que lhe agradar.
Santa Terezinha do Menino Jesus continue a interceder a Deus no céu por todas as vocações. Que o Senhor do mesmo modo que fez à sua Florinha Branca, possa nos regar e adubar, para que possamos ser fortalecidos na fé e no Amor à Deus.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CUIDADO COM A RECLAMAÇÃO


A multidão levantou-se contra Paulo e Silas; e os magistrados, depois de lhes rasgarem as vestes, mandaram açoitar os dois com varas. Depois de açoitá-los bastante, lançaram-nos na prisão e ordenaram ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança. Ao receber essa ordem, o carcereiro empurrou-os para o fundo da prisão e prendeu os pés deles no tronco. À meia noite, Paulo e Silas estavam orando e cantando hinos a Deus. Os outros prisioneiros os escutavam. De repente, houve um terremoto tão violento que sacudiu os alicerces do cárcere. Todas as portas se abriram e as correntes de todos se soltaram. O carcereiro acordou e viu as portas da prisão abertas. Pensando que os prisioneiros tivessem fugido, puxou da espada e estava para matar-se. Mas Paulo gritou com voz forte: 'Não te faças mal algum! Estamos todos aqui'. Então o carcereiro pediu tochas, correu para dentro e, tremendo, caiu aos pés de Paulo e Silas. Conduzindo-os para fora, perguntou: 'Senhores, que devo fazer para ser salvo?' Paulo e Silas responderam: 'Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, como também todos os de tua casa'. Então Paulo e Silas anunciaram a palavra do Senhor ao carcereiro e a todos os da sua casa. Na mesma hora da noite, o carcereiro levou-os consigo para lavar as feridas causadas pelos açoites. E, imediatamente, foi batizado, junto com todos os seus familiares. Depois, fez Paulo e Silas subir até sua casa, preparou-lhes um jantar e, com toda a casa, fizeram festa porque passaram a crer em Deus" (At 16,22-34).
Jesus fala a respeito do sofrimento de seus apóstolos, de seus evangelizadores, na Sagrada Escritura. Não que o Senhor nos mande sofrimentos, mas é que nós entramos em luta com o inimigo quando assumimos o nosso Cristianismo e o nosso apostolado.
O mesmo acontece com Paulo e Silas (já não é mais Timóteo quem acompanha Paulo, mas Silas). Os dois foram presos e açoitados.
Eles estavam indo tão bem em seu trabalho na Europa, mas entraram no território do inimigo. Na hora em que eles [Paulo e Silas] entraram no campo do inimigo, este colocou no caminho desses apóstolos uma moça possuída por um espírito de adivinhação. Diante de Paulo, ela disse que eles eram homens enviados por Deus.
Na verdade, era o inimigo que estava fazendo isso para atrapalhar os planos dos apóstolos. Paulo percebeu o que estava acontecendo e expulsou o espírito de adivinhação que estava nela (cf. At 16,16). Então, os donos dessa escrava armaram um motim e fizeram com que Paulo e Silas passassem pela situação do cárcere. 
O bonito é que, à meia-noite, estavam eles cantando e louvando a Deus com tanta força que os outros prisioneiros escutavam os cantos de adoração que eles estavam realizando naquele lugar.
Meus irmãos, o Senhor tem para nós um grande ensinamento com isso. Quando passamos por problemas, infelizmente, a nossa linguagem é negativa, de aborrecimento, mal-estar e revolta, porque a boca fala daquilo de que está cheio o coração. Infelizmente, não assumimos a dor, o sofrimento. Nós não precisamos procurar pelos problemas, mas eles acontecem. Nessa hora, um espírito de revolta vem até nós e a nossa linguagem corresponde a ele. Mas a Palavra de Deus está nos dizendo que nossos problemas, nossas dores e nossa linguagem devem ser de amor, de adoração [nos momentos de dor e sofrimento]. 
Pode parecer absurdo, mas é a realidade do Evangelho. É uma situação na qual o Evangelho contrasta com aquilo que é humano em nós.Muitos de nós já estamos acostumados a uma linguagem de reclamação, de crítica, de mal-estar; parece que temos de mostrar que estamos com problemas, passando por uma situação difícil. Não, meu irmão; não, minha irmã! Precisamos de palavras de louvor. Essa linguagem de reclamação, não podemos e não queremos ter.
Ore comigo: "Espírito Santo, eu não quero continuar com esse mau hábito de reclamar. Eu quero aprender uma linguagem de louvor, continuar bendizendo. Quero uma linguagem nova, um coração novo. Vem, Espírito Santo, e faz isso em mim".
Meus irmãos, o Espírito de Deus liberta. De repente, todas as portas se abriram e as correntes se soltaram. Por isso que o carcereiro, quando veio verificar o que estava acontecendo, viu que todos estavam lá. A linguagem e o canto dos apóstolos tocaram o coração de todos os prisioneiros, principalmente, o coração dos carcereiros. Ele [carcereiro] colocou-se diante dos apóstolos, de joelhos, e lhes perguntou:“Senhores, que devo fazer para ser salvo? Paulo e Silas responderam: 'Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, como também todos os de tua casa'" (At 16,31).
Hoje é o dia de assumirmos que cremos no Senhor Jesus. Precisamos assumir a nossa vida cristã e vivê-la com radicalidade. Se você aguentar firme, meu filho, aquilo que está prometido por Deus acontecerá na sua vida. Assuma isso, porque muitos ficam preocupados pela salvação dos seus, mas a grande garantia para que eles, e também nós, sejamos salvos é a nossa vida cristã assumida para valer. Quanto mais você lutar para viver a santidade, mais estará garantindo a salvação para você e para toda a sua família. 
Naquela mesma noite, Paulo e Silas batizaram a família do carcereiro e fizeram um jantar, uma grande festa, pois a salvação entrou naquela casa. Hoje é o dia que o Senhor fez para que a salvação entre em sua casa. Depende muito de você, da qualidade da sua vida cristã.
Diga para o Senhor do fundo do seu coração: "Primeiro, Senhor, eu creio nisso. Segundo, eu assumo essa verdade. Terceiro, Senhor, eu assumo essa responsabilidade. Sei que a minha salvação e a salvação da minha família dependem da qualidade da minha vida cristã. Senhor, eu quero e preciso ser salvo e comigo toda a minha família".
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova